Conferência sobre Desarmamento 2021: Santa Sé avança propostas concretas

| 26 Fev 21

Armas nucleares, guerra, bomba

“Ninguém está seguro, até que todos estejam seguros”, defendeu o representante da Santa Sé. Foto: Direitos reservados (Pax Christi International).

 

Ligar a segurança nacional à acumulação de armas é “uma falsa ‘lógica’ e facilita a desproporção entre os recursos em dinheiro e inteligência dedicados ao serviço da morte e os recursos dedicados ao serviço da vida”, afirmou o secretário da Santa Sé para as Relações com os Estados, arcebispo Paul Richard Gallagher. O responsável falava na reunião de alto nível da Conferência sobre Desarmamento 2021, em Genebra, na quarta-feira, 24 de fevereiro, durante a qual apresentou duas propostas concretas para a redução global do armamento.

Gallagher propôs, em nome da Santa Sé, que a Conferência comprometa os Estados a avançarem “num estudo profundo e especializado sobre a questão da verificação” do armamento e da sua produção nos diversos países, estudo que “poderia enquadrar possíveis futuras negociações sobre desarmamento e controle de armas”. Por outro lado, propôs ainda “a retoma de uma discussão formal sobre a limitação de armas e o desarmamento geral e completo”. Retomando anteriores intervenções do Papa Francisco Gallagher concluiu: “Ninguém está seguro, até que todos estejam seguros.”

Citado pelo Vatican News, Gallagher referiu que, para a Santa Sé, a importância do desarmamento é evidente no que se refere a armas nucleares, biológicas e químicas, mas “aplica-se igualmente à crescente competição militar no espaço e nos campos do ciberespaço e da inteligência artificial“. “O desarmamento – concluiu – já não pode ser considerado uma opção entre outras. Ele é um imperativo ético.”

Um dos pontos centrais do discurso do representante da Santa Sé consistiu no reforço da ideia de que “desarmamento, desenvolvimento e paz” são “três questões interdependentes”. “Os enormes gastos militares, muito para além do que é necessário para assegurar a legítima defesa, fomentam o círculo vicioso de uma corrida armamentista aparentemente interminável”, que impede que questões como pobreza, injustiça, saúde e educação sejam abordadas.

O arcebispo Gallagher não deixou de referir alguns sinais encorajadores para o processo de desarmamento global, como a entrada em vigor, a 22 de janeiro, do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPNW) e a recente extensão por cinco anos do Novo Tratado Estratégico de Redução de Armas (New START) entre os Estados Unidos e a Rússia. Avanços como estes mostram que um “mundo livre de armas nucleares é possível e necessário”, reiterou Gallagher.

 

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