AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

Crianças fazem as pazes numa escola do Congo. Foto UNICEF DRC2016Jones
O objetivo é desafiar "as práticas culturais e comportamentais nocivas" e promover um ambiente pacífico. Foto © UNICEF/DRC2016Jones

Um plano com quatro etapas

Confissões religiosas propõem “roteiro para a paz” na República Democrática do Congo

| 27/08/2025

Os representantes das principais confissões religiosas presentes na República Democrática do Congo (RDC) uniram esforços e apresentaram esta semana o seu “roteiro para a paz” no país que é assolado por conflitos armados há já mais de 30 anos. Estruturado em quatro etapas, o plano é fruto de inúmeras reuniões entre os líderes religiosos, mas também com o gabinete do Presidente da República, e aguarda agora a aprovação do chefe de Estado para que possa ser implementado o mais brevemente possível.

A iniciativa envolve a Conferência Episcopal Nacional do Congo (CENCO), a Igreja de Cristo no Congo (ECC), a Plataforma das Confissões Religiosas no Congo e a Coligação Inter-religiosa pela Nação (CIN) e propõe, em primeiro lugar, “acalmar as tensões” e criar “um clima propício ao diálogo”. Para tal, está prevista a organização de um “mês de paz”, que incluirá um “serviço ecuménico nacional” em todo o país, incluindo nas zonas sob o controlo do M23, um dos principais grupos rebeldes presentes no leste da RDC. O objetivo é desafiar “as práticas culturais e comportamentais nocivas” e promover um ambiente pacífico “baseado na fraternidade, solidariedade, respeito mútuo, cooperação intercomunitária e bom entendimento cívico”.

Paralelamente, estão previstas atividades de advocacia, que se centram na implementação concreta de um cessar-fogo, no apoio a ações humanitárias em favor dos deslocados internos e no afastamento dos grupos armados.

Em seguida, então previstos dois diálogos. O primeiro, intitulado “diálogo de especialistas”, visa estabelecer “as bases racionais, objetivas e técnicas do futuro Pacto Social para a Paz” na RDC. Académicos, investigadores, pensadores e intelectuais serão convidados a expressar as suas opiniões sobre questões como a governação social e económica, a gestão ambiental e dos recursos naturais, as questões da identidade, da justiça e dos direitos humanos.

O segundo diálogo, que é descrito como “ponto culminante do processo”, será estruturado em torno de dois eixos: o primeiro visa “obter consenso entre os atores políticos e as forças vitais da nação” em torno das iniciativas anteriores lideradas pelas religiões; o segundo consiste na realização de reuniões políticas com o objetivo de alcançar “um compromisso político patriótico, em prol de soluções holísticas e duradouras para as causas profundas desta crise multifacetada que persiste desde a independência em 30 de junho de 1960”. Este último diálogo deverá reunir “a maioria, a oposição não armada e a oposição armada, a sociedade civil, as autoridades consuetudinárias e tradicionais, a diáspora e os intelectuais, com base no regime de quotas”. As conclusões destes diálogos entre peritos e políticos serão depois submetidas ao Presidente da República.

Por fim, e como a crise congolesa envolve vários Estados estrangeiros, o roteiro prevê uma conferência internacional sobre a paz na região dos Grandes Lagos, e ainda uma outra reunião focada no financiamento da reconstrução da RDC.

Cabe agora ao Presidente Felix Tshisekedi “tomar medidas estatais o mais rapidamente possível para lançar oficialmente este processo de paz nacional e inclusivo”. E aos parceiros internacionais apoiar a implementação deste roteiro “de forma sincera e construtiva”.

 

Últimas Notícias

Últimas Notícias

Jesus salva-nos de nós mesmos

[Entre Margens]

Jesus salva-nos de nós mesmos novidade

Uma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

Ano jubilar-800 anos da morte (8)

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba novidade

O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

Pin It on Pinterest

Share This