
A Catedral da Dormição, da Igreja Ortodoxa, na zona central de Kharkiv, foi um dos lugares de culto danificados pelos bombardeamentos russos. Foto © Bepslabor.
O Conselho Pan-ucraniano de Igrejas e Organizações Religiosas (CPIOR), organismo que compreende 95 por cento da comunidade religiosa da Ucrânia, acusou a Rússia de estar a bombardear bairros residenciais, escolas, jardins de infância, maternidades, hospitais e infraestruturas críticas essenciais para a vida civil.
Em comunicado divulgado esta terça-feira, 8, aquela entidade, que é composta por representantes das comunidades ortodoxas, católicas, protestantes, judaicas e muçulmanas, afirmou que a potência invasora tem estado a usar “bombas de fragmentação e implosão” que são proibidas, pedindo, por isso, uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia.
No comunicado, citado pelo Vatican News, a CPIOR afirma que, desde o início da invasão militar, tem testemunhado como as forças russas “recorrem aos métodos de guerra mais cínicos e proibidos pelo direito humanitário internacional”.
Como “exemplos flagrantes de crueldade injustificada e de agressão desenfreada”, o órgão representativo do campo religioso ucraniano refere “os bombardeamentos de corredores humanitários, autocarros de evacuação de pessoas e até ambulâncias”, com mísseis balísticos, lançados inclusive do território da Bielorrússia.
Além disso, os ataques militares são acompanhados “não apenas por incêndios e bombardeamentos de infraestruturas e casas de civis, mas também de locais de culto”. São de facto já em número elevado as igrejas atingidas, sendo que a Igreja da Natividade da Santíssima Virgem, construída em 1862, em Vyazivka, região de Zhytomyr, foi destruída, e a Catedral da Dormição, da Igreja Ortodoxa, na zona central de Kharkiv, danificada.
Perante a situação criada, o Conselho Pan-ucraniano apela à NATO e a outras organizações internacionais que assegurem uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia e o fornecimento de caças e armamento às Forças Armadas da Ucrânia.










