
O secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas, Jerry Pillay, durante uma visita a Nagorno-Karabakh, no passado mês de setembro. Foto © CMI.
A população e as igrejas arménias precisam urgentemente de “uma resposta internacional generosa para atender às necessidades humanitárias dos refugiados que fugiram de Nagorno-Karabakh, especialmente mulheres vulneráveis, crianças, idosos, pessoas com deficiência e pessoas que não têm outros meios de subsistência”, alertou esta terça-feira, 14 de novembro, o comité executivo do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), que esteve reunido em Abuja (Nigéria), ao longo da última semana.
Depois de, no final de setembro, ter acompanhado de perto as consequências da ofensiva militar do Azerbaijão àquele território, através de uma delegação ecuménica enviada ao local, o CMI quer agora evitar que as vítimas deste conflito sejam esquecidas. Quase toda a população de Nagorno-Karabakh (mais de 100 mil pessoas de um total de cerca de 120 mil), fugiu nessa altura para a Arménia.
Assim, a organização – que representa mais de 350 igrejas e comunidades cristãs de todo o mundo – dirige-se em primeiro lugar, através de um comunicado divulgado no final da reunião, ao Governo do Azerbaijão, para que garanta “a segurança e a igualdade de direitos das pessoas de origem arménia que permaneceram nas suas casas ou que decidem regressar”, para que respeite “a liberdade de religião ou crença (incluindo o acesso a locais religiosos e de culto)”, e para que permita e facilite uma missão de avaliação independente da UNESCO para visitar a região e documentar a situação dos locais relevantes.
No mesmo texto, o CMI insta a União Europeia a reforçar a sua missão na Arménia, garantindo pessoal e recursos suficientes “para monitorizar e comunicar qualquer incursão das forças armadas do Azerbaijão no território soberano da mesma”.
A organização apela também ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para que continue “atento à questão” e aja “com firmeza e rapidez caso as forças armadas do Azerbaijão ataquem o território soberano da Arménia”.
Por fim, deixa o convite a “todas as igrejas membros do CMI a orar pelas pessoas afetadas e a apoiar e acompanhar a Igreja Apostólica Arménia enquanto ela ajuda a nação Arménia neste momento de luto e incerteza em relação ao futuro”.
Ao longo das últimas semanas, têm estado a decorrer conversações entre a Arménia e o Azerbaijão, mas até agora nenhum acordo foi alcançado entre ambas as partes.









