Na Cisjordânia e em Jerusalém

Conselho Mundial de Igrejas regista “violência crescente” contra palestinianos

| 22 Set 2023

Acompanhador ecuménico do Conselho Mundial de Igrejas na Palestina e Israel. Foto Albin HillertCMI

Os próprios elementos da equipa do Conselho Mundial de Igrejas que se encontram a acompanhar as comunidades locais têm sido vítimas de assédio. Foto  © Albin Hillert/CMI.

 

No período de 28 de junho a 9 de setembro, 57% das violações de direitos humanos registadas pela equipa do Programa de Acompanhamento Ecuménico do Conselho Mundial de Igrejas na Palestina e em Israel (CMI-EAPPI) foram contra palestinianos na Cisjordânia e em Jerusalém. Os dados relativos aos dois períodos anteriores eram de 50% e 48%, o que revela um crescimento preocupante, mas não surpreendente.

“Não é surpresa nenhuma que, sob o atual governo israelita, os incidentes de violações dos direitos humanos estejam a aumentar na Cisjordânia e em Jerusalém”, afirma Yusef Daher, coordenador interino do programa local do CMI-EAPPI, citado num comunicado daquela organização, divulgado esta sexta-feira, 22 de setembro. Daher sublinha que os próprios elementos da equipa no terreno – cujo objetivo é ser uma presença internacional no país, acompanhando e protegendo as comunidades locais – têm sido vítimas de assédio.

Os “acompanhadores ecuménicos” – assim são chamadas as 25 a 30 pessoas que prestam este serviço durante um período de três meses – documentaram inúmeros incidentes neste último período. Um deles, relatado no comunicado, aconteceu a 29 de agosto, quando um colono parou o seu carro no meio da estrada perto de Tuqua, Belém, e tentou empurrar uma criança palestiniana de oito anos para dentro do mesmo. Alguns acompanhadores e moradores locais acorreram a salvar a criança e levaram-na para um lugar seguro.

“Devido ao aumento da violência, as pessoas na Palestina e em Israel precisam de nós aqui, a EAPPI está a tornar-se cada vez mais relevante”, lamenta Yusef Daher.

Fernando Giesteira, o transmontano vítima da PIDE/DGS no dia 25 de Abril de 74

“Para que a memória não se apague”

Fernando Giesteira, o transmontano vítima da PIDE/DGS no dia 25 de Abril de 74 novidade

A “Revolução dos Cravos”, apesar de pacífica, ceifou a vida a quatro jovens que, no dia 25 de abril de 1974, foram mortos pela PIDE/DGS, à porta da sede da polícia política do Estado Novo, em Lisboa, depois de cercada pela multidão. 50 anos passados, recordamos a mais jovem vítima da “revolução sem sangue”, de apenas 18 anos, que era natural de Trás-os-Montes.

Uma exposição que é “um grito de alerta e de revolta” contra a perseguição religiosa

No Museu Diocesano de Santarém

Uma exposição que é “um grito de alerta e de revolta” contra a perseguição religiosa novidade

Poderá haver quem fique chocado com algumas das peças e instalações que integram a exposição “LIBERDADE GARANTIDA” (escrito assim mesmo, em letras garrafais), que é inaugurada este sábado, 20 de abril, no Museu Diocesano de Santarém. Mas talvez isso até seja positivo, diz o autor, Miguel Cardoso. Porque esta exposição “é uma chamada de atenção, um grito de alerta e de revolta que gostaria que se tornasse num agitar de consciências para a duríssima realidade da perseguição religiosa”, explica. Aqueles que se sentirem preparados, ou simplesmente curiosos, podem visitá-la até ao final do ano.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

“Tenho envelhecido de acordo com aquilo que sempre gostaria de ter feito”

“Tenho envelhecido de acordo com aquilo que sempre gostaria de ter feito” novidade

O 7MARGENS irá publicar durante as próximas semanas os depoimentos de idosos recolhidos por José Pires, psicólogo e sócio fundador da Cooperativa de Solidariedade Social “Os Amigos de Sempre”. Este primeiro texto inclui uma pequena introdução de contextualização do autor aos textos que se seguirão, bem como o primeiro de 25 depoimentos. De notar que tanto o nome das pessoas como as fotografias que os ilustram são da inteira responsabilidade do 7MARGENS.

Dois meses e meio depois, está na hora de reconstruir

Mosteiro Trapista de Palaçoulo

Dois meses e meio depois, está na hora de reconstruir novidade

As obras de requalificação do Mosteiro Trapista de Palaçoulo já se iniciaram. Numa primeira fase, procedeu-se à retirada de escombros, pela mesma empresa que realizou a construção do mosteiro. Desde o fim do período pascal estão em andamento os processos de reconstrução, tendo estes começado por “destelhar a casa”. Em breve, esperam as irmãs, será possível “voltar a oferecer a hospedaria aos hóspedes”. 

A família nos dias de hoje e não no passado

A família nos dias de hoje e não no passado novidade

Quando dúvidas e confusões surgem no horizonte, importa deixar claro que a Constituição Pastoral Gaudium et Spes, aprovada pelo Concílio Vaticano II nos apresenta uma noção de família, que recusa uma ideia passadista e fechada, rígida e uniforme. Eis por que razão devemos reler os ensinamentos conciliares, de acordo com a atual perspetiva sinodal proposta pelo Papa Francisco, baseada na liberdade e na responsabilidade.

Convento das Capuchas: “Cem anos depois, aqui estamos… a ver as maravilhas multiplicar-se”

Comprado pela Madre Luiza Andaluz, em 1924

Convento das Capuchas: “Cem anos depois, aqui estamos… a ver as maravilhas multiplicar-se”

Um século volvido sobre a compra do edifício do Convento das Capuchas, em Santarém, por Luiza Andaluz (fundadora da congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima) para ali acolher cerca de cem raparigas que haviam sofrido a pneumónica de 1918 ou que por causa dela tinham ficado órfãs… o que mudou? O 7MARGENS foi descobrir.

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This