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Colum McCann na sua intervenção no Jubileu dos jornalistas e profissionais da comunicação. Foto © Vatican News

Escritor Colum McCann

Contar e escutar histórias pode salvar o mundo?

| 23/02/2025

O escritor irlandês Colum McCann, autor de Apeirogon: Viagens infinitas (Porto Editora) e cofundador da “Narrative Four” [à letra: Narrativa 4], rede global que oferece aos educadores ferramentas criativas para ensinar a compaixão através da troca de histórias, foi um dos intervenientes no Jubileu do mundo das comunicações, a audiência do Papa Francisco aos jornalistas e outros profissionais da comunicação, que decorreu dia 25 de Janeiro, no Vaticano. [O texto do Papa e o registo vídeo de toda a sessão podem ser lidos e vistos na página do Vaticano na internet. Sobre a sessão, pode ser lida esta outra análise no 7MARGENS.]

Na sua intervenção, o escritor, que recebeu já vários prémios, explicou a ideia da Narrativa 4 e falou sobre o poder das histórias. “Vivemos no mais e no menos humano dos tempos”, afirmou, destacando os exemplos dos avanços científicos, em contraste com a “epidemia de solidão e de isolamento”.

Agraciado com vários prémios literários, o escritor nascido e criado em Dublin perguntava: “Quem é que pode negar a humanidade de uma pessoa quando acabou de ouvir a sua história? Quem é que pode lançar um míssil contra um mercado quando conhece a história da mulher que é dona da banca de fruta?”

Tendo em conta a relevância da intervenção, e apesar de ela estar disponível em inglês em vários locais na internet, o 7MARGENS disponibiliza a seguir, na íntegra, uma tradução do texto de Colum McCann, depois de já ter publicado a outra intervenção, da jornalista filipina e Nobel da Paz, Maria Ressa.

 

Albert Einstein. Retrato

Einstein: o cientista trocou correspondência com Freud sobre como libertar a humanidade da ameaça da guerra. Foto © Pixabay

Há quase cem anos, Albert Einstein e Sigmund Freud trocaram uma série de cartas. Einstein, o cientista, “o pai da relatividade”, estava interessado na Teoria de Tudo. E Freud, conhecido como o “pai da psicanálise”, estava interessado em explorar o cérebro e o corpo.

Juntos, Einstein e Freud foram as mentes mais importantes do seu tempo. Mas uma cortina de escuridão tinha caído. A Europa tinha saído de uma guerra devastadora e, embora os eminentes cientistas não o soubessem com certeza, o mundo parecia estar à beira de outro desastre. Einstein queria explorar a “ânsia de ódio” da humanidade e, por isso, escreveu a Freud para lhe perguntar se achava possível “orientar o desenvolvimento psicológico do homem de modo que este se torne resistente às psicoses do ódio e da destruição, libertando assim a civilização da ameaça da guerra?”

Uma grande e corajosa pergunta. Como é que podemos libertar a civilização dos escombros da guerra e, talvez, até cultivar a ideia de uma paz mundial? Quando Freud acabou por responder, disse a Einstein que, infelizmente, toda a sua vida tinha andado a dizer às pessoas verdades difíceis de engolir. Na sua opinião, havia muito pouca probabilidade de a humanidade ser capaz de contrariar os vastos males da guerra. A humanidade, disse ele, sempre teve um instinto ativo de ódio e destruição e, na sua opinião, nunca seria possível erradicá-lo. No entanto, havia uma réstia de luz. Acabar com a guerra pode ser impossível em absoluto, mas lutar contra ela, lutar pela paz e pela justiça, não é impossível. “Qualquer coisa”, disse Freud, “qualquer coisa que crie laços emocionais entre os seres humanos deve inevitavelmente contrariar a guerra”. O que deveria ser procurado pela humanidade, disse Freud, era “uma comunidade de sentimentos” e “uma mitologia dos instintos”. Uma comunidade de sentimentos. Uma mitologia dos instintos… o que hoje poderíamos chamar simplesmente… uma história ou uma parábola.

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“Um século depois de Einstein e Freud, continuamos a colocar-nos as mesmas questões”. Foto © DR

“Um século depois de Einstein e Freud, continuamos a colocar-nos as mesmas questões”. Foto © DR

 

Vivemos no mais e no menos humano dos tempos. Por um lado, demos saltos espetaculares na ciência, na medicina, na arte e na tecnologia. Temos acesso instantâneo uns aos outros. Podemos reconhecer as texturas de outras vidas a grandes distâncias. Os nossos telefones funcionam. Os nossos interruptores funcionam. As nossas torneiras funcionam. Os nossos satélites funcionam. Os nossos medicamentos funcionam. As máquinas da nossa vida ligam-se e desligam-se constantemente.

Mas, por outro lado – e exatamente ao mesmo tempo – vivemos uma epidemia de solidão e de isolamento. Muitas vezes recusamo-nos a ouvir-nos uns aos outros. As nossas cortinas são corridas. As nossas janelas fecham-se. Criamos divisões entre nós. Recusamo-nos a atravessar a rua para nos ajudarmos uns aos outros. Permanecemos enraizados nos nossos próprios canais estreitos de certezas. Caímos no anonimato das nossas máquinas. Os espaços minúsculos que existem entre nós alargam-se a cada tique-taque do relógio.

A tensão estica os pontos finais. Estica… estica… até que se dá o estouro. Os tempos quebram-se.

Quase um século depois de Einstein e Freud, continuamos a colocar-nos as mesmas questões: como é que evitamos as guerras que ameaçam aniquilar-nos? Como contrariar os efeitos das alterações climáticas? Como aliviar as grandes pressões geográficas da migração? Como podemos lidar com questões de identidade e pertença? Como é que podemos reconhecer-nos uns aos outros através das crescentes divisões? Como podemos utilizar o nosso indubitável brilhantismo – a nossa tecnologia, a nossa medicina, a nossa inteligência artificial, a nossa fé – para comunicarmos uns com os outros?

Se o mundo é feito de moléculas e átomos, também é feito de histórias.

A menor distância entre qualquer um de nós não é um milímetro ou mesmo um picómetro… é uma história. É assim que nos encontramos uns aos outros. As nossas vidas tocam-se. As nossas ideias tocam-se. Nós giramos uns nos outros. Criamos nova energia. Os quarks da nossa experiência criam blocos de construção. Lançamos uma vasta rede de compreensão. O mundo torna-se mais profundamente padronizado. As histórias são importantes. Elas podem mudar o curso da história. Podem salvar-nos. As histórias são a cola que nos mantém unidos: não somos nada se não conseguirmos comunicar.

Isto aplica-se ainda mais quando temos a oportunidade de compreender as histórias daqueles que são aparentemente diferentes e distantes de nós. Paramos. Escutamos. Tornamo-nos maiores do que nós próprios. O mundo é, de facto, feito das histórias dos outros, mesmo daqueles que não conhecemos, e talvez em particular daqueles que não conhecemos, ou ainda não conhecemos.

Quem é que pode negar a humanidade de uma pessoa quando acabou de ouvir a sua história? Quem é que pode lançar um míssil contra um mercado quando conhece a história da mulher que é dona da banca de fruta? Quem pode permitir que os seus políticos recusem a entrada de um camião de alimentos de emergência numa zona de guerra, quando se ouviu a história da criança que definha na escuridão? Quem é que pode fechar o portão da fronteira a um rapaz em cadeira de rodas que viaja para receber tratamento que lhe pode salvar a vida? Façamos a nós próprios esta pergunta. Quem? Quem? Quem? E depois paremos mais um momento para responder.

A verdade brutal e infeliz é que, no mundo atual, um número crescente de nós pode.

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WFP Palestinos deslocados atravessam a destruição em Rafah, no sul de Gaza

Destruição em Gaza: “Sem uma história, a proximidade, e até a própria existência dos outros, é aniquilada.” Foto © DR

 

O ponto crucial do nosso dilema contemporâneo não é tanto o silêncio, e sim o ato de silenciar. Quando nos recusamos a ouvir as histórias dos outros, ou, o que é mais pungente, quando nos recusamos a deixar que os outros contem as suas histórias, ou ainda mais pungente, quando aniquilamos as histórias dos outros, o mundo torna-se um espetáculo de estreiteza. A nossa recusa em ir além de nós próprios, ou pelo menos daqueles que não se parecem connosco, ou soam como nós, ou votam como nós, está no centro da nossa possível ruína. Este perigoso aperto tem a capacidade de nos fechar completamente. Como uma artéria que fica bloqueada, cortamos o nosso sangue vital. O coração rende-se. Temos de nos refugiar na prisão do eu. Já não podemos amar o próximo porque não temos próximo senão nós próprios. E quando não temos próximo senão nós próprios, não temos sentido para além do olhar solipsista.

Quem somos nós se formos apenas nós próprios? Tornamo-nos o vazio que tememos. Permitimos que grandes crimes – a destruição do meio ambiente, a aniquilação dos nossos vizinhos, a proliferação da pobreza – ocorram. Armamo-nos para a falta de sentido.

Se nós – como governo ou corporação ou igreja ou como comunidade – pudermos negar a outra pessoa a sua história, podemos negar a sua própria existência. Esta é uma arma poderosa e insidiosa. Pode semear o medo. Pode isolar. Pode desumanizar. O medo vende. A ignorância vende. O ódio – devido ao medo e à ignorância – instala-se. As mentiras abundam. Os rumores abundam. Os mexericos abundam. Uma história negada não é igual a uma mentira contada. É aqui que entra o desequilíbrio do poder. O poder está bem ciente de que se possuirmos – e de facto limitarmos – a história dos outros, possuímos tudo, até a própria pessoa. A verdadeira história dos nossos vizinhos – matizada, contraditória e intensamente humana – perde-se. A verdade é algemada. E depois aprisionada.

Sem uma história, a proximidade, e até a própria existência dos outros, é aniquilada. Acontece publicamente em muitos sítios: Ucrânia, Gaza, Sudão, mas também acontece mais perto de casa, no fundo dos nossos corações.

A anulação das histórias dos nossos supostos inimigos que, na verdade são apenas os nossos vizinhos, é uma das armas mais insidiosas do mundo. A nossa falta de acesso às histórias matizadas e significativas dos outros, juntamente com a recusa de criar lugares onde possamos ouvir, é um dos maiores perigos do mundo atual.

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projeção do logo dos ODS na Assembleia Geral da ONU. Foto ONU

A ONU nasceu para reparar o que estava quebrado, numa forma de governo mundial. Foto © ONU

 

Se vivemos em tempos de rutura, então o novo tema deve ser a reparação. Como é que reparamos o que está tão obviamente quebrado? Na opinião de Einstein, a reparação seria feita através de um governo mundial. Daí nasceram organizações como as Nações Unidas. A sua ideia era que os nossos líderes mundiais fossem capazes de nos guiar para uma espécie de coerência, mas isso não funcionou tão bem como gostaríamos. É verdade que muito de bom resultou destes organismos globais, mas continuamos a encontrar-nos no fundo do poço da desgraça.

A abordagem nas décadas passadas foi tratar o poder “de cima para baixo”. Os nossos líderes pressionavam as suas ideias a partir de cima. As decisões eram tomadas ao mais alto nível e filtradas para baixo através de uma estrutura hierárquica. Na altura, e ainda hoje, partia-se do princípio de que os nossos líderes tinham em mente os nossos melhores interesses.

Mas vivemos atualmente numa época em que se reconhece o princípio da emergência. A teoria da emergência afirma que uma multidão de qualquer número de pequenas coisas – neurónios, bactérias, formigas, pessoas – pode exibir propriedades muito para além da capacidade de qualquer indivíduo. Os pássaros em bando podem exibir qualidades emergentes, rodando pelo céu em formações contínuas, por exemplo. As abelhas tornam-se muito mais surpreendentes quando trabalham em uníssono. Os grupos de pessoas podem possuir uma inteligência – ou mesmo uma estupidez – muito maior do que a soma das suas partes.

A narração de histórias também pode mostrar a possibilidade de emergência e, nesta época de fratura, a partilha das nossas histórias – juntamente com a escuta das histórias dos outros – pode ser uma das poucas coisas que nos pode salvar.

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Colégio d. Diogo de Sousa, Braga

“O que acontece nas nossas salas de aula acontece para o resto das nossas vidas, e depois vai das salas de aula para fora.” Foto © Colégio D. Diogo de Sousa

Contar histórias é um apelo à ação. Ouvir histórias é uma forma de oração.

Na Narrativa 4, uma organização global sem fins lucrativos que capacita os jovens a criar mudanças através da narração e da escuta de histórias, encontrámos uma fórmula simples para iniciar a mudança. Tu contas a minha história, eu conto a tua. Na primeira pessoa. Cara a cara. Não uma história didática, mas uma história pessoal. Não algo concebido para ganhar uma discussão, mas algo que mexa com a alma. Uma parábola, se preferir. Algo que aceda à verdade sem ser declarativo. Algo de humilde. Algo que leve a inclinar a cabeça. Algo – ou melhor, alguém – que escuta. O programa Narrativa 4 foi implementado na Irlanda, no México, nos Estados Unidos, na Nigéria, na África do Sul e em dezenas de outros países do mundo.

Começa nas nossas salas de aula, porque o que acontece nas nossas salas de aula acontece para o resto das nossas vidas, e depois vai das salas de aula para fora, através da cidade, através do país, através dos oceanos, construindo uma rede de ligações. Os jovens depressa se apercebem – através da narração de histórias pessoais – que somos muito mais parecidos do que diferentes. Ao fazê-lo, não nos detemos apenas na história de outra pessoa, mas ouvimos a nossa própria história a ser-nos contada e, nesse processo –processo simples, mas espantoso – reconhecemos a humanidade comum uns dos outros.

Na sua mensagem para o 54º Dia Mundial das Comunicações Sociais, o Papa Francisco escreveu: “Na confusão das vozes e mensagens que nos rodeiam, temos necessidade de uma história humana, que nos fale de nós mesmos e da beleza que nos habita; uma narrativa que saiba olhar o mundo e os acontecimentos com ternura, que conte a nossa participação numa tapeçaria viva, e que revele o entrelaçado dos fios que nos ligam uns aos outros.”

O ato de ouvir e falar reforça as nossas próprias noções de paz, igualdade, democracia e compreensão. As histórias podem levar a ações que podem levar à mudança. Em vez de ser aplicada de cima para baixo, é recolhida de baixo para cima. Mesmo que não estejamos de acordo uns com os outros. Mesmo que vivamos do outro lado de uma fronteira. Mesmo que tenhamos histórias muito diferentes. Mesmo que, de facto, não gostemos uns dos outros.

Fui abençoado por ter a oportunidade de escrever sobre dois pais, um israelita e um palestiniano, Rami Elhanan e Bassam Aramin [a história de Apeirogon: Viagens infinitas]. Apesar de terem perdido as suas filhas em incidentes separados durante o conflito, tornaram-se bons amigos e, o que é ainda mais surpreendente, mantiveram essa amizade. Viajam juntos pelo mundo, partilhando as suas histórias. A sua filosofia é simples e profunda: Não temos de nos amar uns aos outros. De facto, nem sequer temos de gostar uns dos outros. Mas temos, temos, temos de nos compreender uns aos outros, ou então estamos condenados.

E assim eles continuam a viajar. E a contar as suas histórias.

Tornaram-se peregrinos da esperança.

Caminho de Santiago: “Como peregrinos, inclinamos a cabeça na estrada rochosa e seguimos em frente, transportando a nossa humanidade, e a humanidade dos outros, de um sítio para o outro. Foto © DR

É uma tarefa que pertence a todos nós – académicos, escritores, mecânicos, estudantes, clérigos, empregadas domésticas – mas, em particular, pertence aos nossos professores e aos nossos jornalistas, que estão numa posição única para orientar este novo princípio de emergência. Entre os “peregrinos da esperança” que hoje aqui saudamos, os professores, os jornalistas e os comunicadores são os que nos guiam em grande parte do caminho. Eles estão numa posição única para ajudar a contar as histórias dos outros. Compreendem que, para que uma história seja contada, tem de ser devidamente escutada. Essas histórias, e a compreensão dos outros, podem ser contadas fora da sala de aula, fora da redação, do outro lado da rua, da cidade, do país, dos oceanos, de continente para continente.

Isto, então, torna-se uma peregrinação de reparação.

 

Uma comunidade de sentimentos. Uma mitologia dos instintos.

 

Como peregrinos, inclinamos a cabeça na estrada rochosa e seguimos em frente, transportando a nossa humanidade, e a humanidade dos outros, de um sítio para o outro.

Se tudo isto tem o ar de um toque de clarim, que assim seja: é um toque de clarim. Vivemos em tempos perigosos. Não nos podemos dar ao luxo de ignorar as histórias dos outros. Será que a narração de histórias e a escuta de histórias vão salvar o mundo? Pode ser que sim, pode ser que não… mas certamente, no mínimo, permitirá um raio de luz e compreensão. E onde há um raio de luz, há a possibilidade de muitos mais, colaborando, trabalhando em conjunto, até que pelo menos uma parte da escuridão seja rompida.

O simples facto de nos interessarmos uns pelos outros – no início – é um triunfo. Imaginem quantos triunfos surgem quando aprendemos a compreender, ou mesmo a gostar, ou talvez até a amar, uns aos outros. Pessoas comuns. Com as nossas histórias extraordinárias. E a nossa capacidade de nos relacionarmos.

 

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Colum McCann na sua intervenção no Jubileu dos jornalistas e profissionais da comunicação. Foto © Vatican News

Colum McCann na sua intervenção no Jubileu dos jornalistas e profissionais da comunicação. Foto © Vatican News

A distância mais curta entre ser um inimigo ou um vizinho é uma história.

Os cínicos dirão que estamos errados. Dirão que somos ingénuos e sentimentais. Mas, pelo contrário, não será ingénuo e sentimental recusar a esperança? Os cínicos vivem nas nuvens da sua própria compreensão. Recusam-se a fazer uma peregrinação a outro lugar. Ficam onde estão. Fecham as cortinas. Desligam o GPS da sua própria imaginação.

Quer isto dizer que devemos isolar os cínicos e deixá-los pelo caminho? Não, claro que não. Pelo contrário, devemos abraçá-los com esperança. Escutá-los. Inclinar a cabeça. Partilhar as nossas histórias. Ouvir as deles. Encontrar pontos em comum. E depois seguir em frente na esperança de termos deixado alguma cura para trás.

Nesta era, à medida que as ruturas se multiplicam, a essência fundamental da reparação é o facto de precisarmos de nos conhecermos uns aos outros. Para nos conhecermos uns aos outros, precisamos de ouvir, precisamos de comunicar. Depois de ouvir, precisamos de compreender. Então, com respeito, alegria e coragem, podemos começar a iniciar a mudança.

Que o Senhor vos abençoe e vos salve a todos.

Míle buiochas. [Muito obrigado.]

 

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