Audiência em Roma

Contra a guerra, JMJ mostrou que “outro mundo é possível”, diz o Papa

| 9 Ago 2023

JMJ-Missa de abertura Foto ©️Sebastiao Roxo : JMJ Lisboa 2023

Missa de abertura: “A JMJ mostrou que outro mundo é possível, um mundo de irmãos e irmãs, onde as bandeiras de todos os povos se agitam juntas ao vento, uma ao lado da outra, sem ódio, sem medo, sem fechamentos, sem armas.” Foto ©️ Sebastiao Roxo/JMJ Lisboa 2023

 

O Papa Francisco disse em Roma, durante a audiência-geral de quarta-feira, que a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Lisboa 2023 deixou uma mensagem clara contra a guerra, mostrando que “outro mundo é possível”.

“Enquanto na Ucrânia e noutros lugares do mundo se combate, e enquanto em certas salas escondidas se planeia a guerra – é feio isto, planeia-se a guerra –, a JMJ mostrou a todos que outro mundo é possível: um mundo de irmãos e irmãs, onde as bandeiras de todos os povos se agitam juntas ao vento, uma ao lado da outra, sem ódio, sem medo, sem fechamentos, sem armas”, afirmou, na audiência pública semanal, que decorreu no Auditório Paulo VI.

Francisco sublinhou que, durante o encontro mundial que decorreu na capital portuguesa, “a mensagem dos jovens foi clara”.

“Será que os grandes da terra a ouvirão? Este entusiasmo juvenil que quer paz é uma parábola para o nosso tempo, e ainda hoje Jesus diz: ‘Quem tem ouvidos, ouça! Quem tem olhos, veja!’”, disse. “Esperemos que todo o mundo ouça esta Jornada da Juventude e olhe para esta beleza dos jovens, seguindo em frente.”

O Papa evocou, em particular, a sua passagem pelo Santuário de Fátima, no último sábado, durante o programa da sua visita a Portugal, depois de há um século Nossa Senhora ter confiado aos três videntes “uma mensagem de fé e esperança para a Igreja e para o mundo”.

“Voltei a Fátima, ao local das Aparições, e junto com alguns jovens doentes rezei para que Deus curasse o mundo das doenças da alma: o orgulho, a mentira, a inimizade, a violência”, explicou o Papa, acrescentando: “Eu rezei pela paz, porque há muitas guerras em tantas partes do mundo, muitas.”

A guerra da Ucrânia, em particular, foi abordada ainda a propósito de alguns dos encontros privados que tiveram lugar na Nunciatura Apostólica, a embaixada do Vaticano em Lisboa.

“Encontrei-me com os jovens, em pequenos grupos, e havia tantos problemas… o grupo dos jovens ucranianos, que traziam histórias dolorosas. Não eram férias dos jovens, não era uma viagem turística, nem mesmo um evento espiritual fechado em si mesmo”, afirmou ainda, a respeito da JMJ.

No final da audiência, o Papa evocou também Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), co-padroeira da Europa, uja festa litúrgica a Igreja Católica assinala nesta quarta-feira.

“Que o seu testemunho estimule o empenho no diálogo e na fraternidade entre os povos e contra todas as formas de violência e discriminação. Confiamos à sua intercessão a querida população da Ucrânia, para que em breve reencontre a paz”, apelou.

Portugal foi o 13.º país a acolher este encontro internacional de jovens promovido pela Igreja Católica, sob a presidência do Papa; Seul vai acolher a 41ª Jornada Mundial da Juventude, em 2027.

Até hoje houve 15 edições internacionais da JMJ – que decorrem de forma alternada com celebrações anuais em cada diocese católica: Roma (1986), Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016), Panamá (2019) e Lisboa (2023).

 

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Breve comentário do p. António Pedro Monteiro aos textos bíblicos lidos em comunidade, no Domingo XII do Tempo Comum B. ⁠Hospital de Santa Marta⁠, Lisboa, 22 de Junho de 2024.

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Uma tarde para aprender a “estar neste mundo como num grande templo”

Na Casa de Oração Santa Rafaela Maria

Uma tarde para aprender a “estar neste mundo como num grande templo”

Estamos neste mundo, não há dúvida. Mas como nos relacionamos com ele? E qual o nosso papel nele? “Estou neste mundo como num grande templo”, disse Santa Rafaela Maria, fundadora das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, em 1905. A frase continua a inspirar as religiosas da congregação e, neste ano em que assinalam o centenário da sua morte, “a mensagem não podia ser mais atual”, garante a irmã Irene Guia ao 7MARGENS. Por isso, foi escolhida para servir de mote a uma tarde de reflexão para a qual todos estão convidados. Será este sábado, às 15 horas, na Casa de Oração Santa Rafaela Maria, em Palmela, e as inscrições ainda estão abertas.

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