
“Na crise, o tráfico prolifera”, afirmou o Papa. Foto: Secours Catholique Caritas France.
O Papa Francisco uniu-se esta segunda-feira, 8 de fevereiro, à Maratona Mundial de Oração contra o Tráfico de Pessoas, através de uma mensagem vídeo em que apelou à criação de “uma economia corajosa”, sem tráfico humano: uma economia “que cuida das pessoas”, “com regras de mercado que promovam a justiça”, e que conjugue “o legítimo lucro com a promoção do emprego e de condições dignas de trabalho”.
A iniciativa assinalou o Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas e a memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita, que foi, ela própria, vítima de tráfico no seu país natal, o Sudão. Ao longo de mais de sete horas, a iniciativa online, transmitida em cinco línguas, uniu representantes dos diversos continentes e religiões, que rezaram juntos pelo fim do tráfico humano.
“Sim, há necessidade de rezar para apoiar as vítimas do tráfico e as pessoas que acompanham os processos de integração e reinserção social. É preciso rezar para que possamos aprender a aproximar-nos com humanidade e coragem de quem é marcado por tanta dor e desespero, mantendo viva a esperança”, defendeu o Papa, sublinhando a importância desta jornada para “nos encorajar a não pararmos de rezar e lutar juntos” e a promovermos gestos concretos, que “abram caminhos para a emancipação social” das pessoas escravizadas.
Francisco referiu ainda que essa importância é ainda maior no contexto da atual crise provocada pela pandemia. “Na crise, o tráfico prolifera, como todos nós sabemos: vemos isso todos os dias”, afirmou, para concluir que, neste momento, “precisamos de fortalecer uma economia que responda à crise de uma forma que não seja míope, de forma duradoura, de forma sólida”. Em três adjetivos: uma economia “corajosa”, “justa” e “solidária”.










