Estudo apresentado na Batalha

Conventos e mosteiros devem abrir para receber pessoas sem casa

| 19 Out 2023

Claustros do Convento das Bernardas, em Lisboa. Foto Museu da Marioneta

Claustro do Convento das Bernardas, em Lisboa. Foto © Museu da Marioneta.

 

O Convento das Bernardas, em Lisboa, além de alojar presentemente o Museu das Marionetas, tem estado também a albergar pessoas sem casa. E se essa prática se estendesse a outros mosteiros e conventos abandonados ou, pelo menos, desabitados e em risco de degradação?

Rolando Volzone, que trabalha há alguns anos no ISCTE como investigador, sendo arquiteto de formação, tem-se dedicado a estudar as condições e as possibilidades de aproveitamento do património construído religioso, numa filosofia de intervenção que os ponha ao serviço das comunidades locais e não, necessariamente, entregues apenas à logica do lucro por parte de entidades privadas, como tem acontecido entre nós.

Em locais em que o problema da habitação é especialmente crítico, poderia haver soluções que contribuíssem para mitigar os dramas humanos, sem se pretender fazer desse tipo de recurso a panaceia para o problema habitacional.

Num trabalho publicado esta quinta-feira, 19 de outubro, no Público pela jornalista Teresa Serafim, aquele investigador sugere a possibilidade de recorrer a alguns mosteiros e conventos que não estejam a ser usados para albergar pessoas sem casa.

O trabalho de Volzone deve ser apresentado na programação da Conferência Internacional Arquiteturas da Alma, que, já na sua quarta edição, decorre desde quinta, 19, e durante três dias, no Mosteiro da Batalha. Neste evento, o programa inclui igualmente uma comunicação sobre “A valorização do património criado pelas ordens religiosas”, da autoria do bispo Carlos Azevedo, membro da Comissão Pontifícia das Ciências Históricas (Vaticano), que é um dos conferencistas convidados.

A propósito da relevância da problemática do património religioso em debate, os organizadores da Conferência Internacional, ligados ao centro de investigação DINÂMIA’CET – Centro para o Estudo da Mudança Socioeconómica e do Território, explicam:

“Durante séculos, o património construído religioso tem desempenhado um papel essencial na formação de valores sociais, económicos, ambientais e culturais. Grutas, implantações eremíticas, capelas, mosteiros, conventos, igrejas e catedrais dialogaram com a sua envolvente, seja em locais montanhosos ou solitários, vales férteis, centros periféricos ou urbanos. Hoje em dia, a memória destes lugares tende a ser apagada. A secularização de muitos conventos, igrejas ou mosteiros, bem como o abandono ou o escasso uso de outros, levaram à perda de uma série de valores materiais. Estes edifícios e paisagens específicos necessitam, portanto, de ser repensados à luz dos desafios contemporâneos”.

 

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