Memorial junta restos mortais dos 21 mártires cristãos coptas da Líbia

| 23 Out 19

Ícone copta representando os 21 cristãos mortos na Líbia em Fevereiro de 2015.

 

O último corpo dos 21 cristãos coptas decapitados pelo Daesh, numa praia líbia, em fevereiro de 2015, será em breve reunido ao dos restantes 20 mártires, num memorial construído recentemente em memória do grupo, num dos locais, no Egito, que assinala de forma mais visível a perseguição aos cristãos.

O Governo da Líbia já concordou com a transferência dos corpos, naquele que é o último episódio da saga que chocou o mundo com a divulgação do vídeo mostrando a decapitação de 21 homens – vinte dos quais cristãos coptas do Egito, em conjunto com um outro originário do Gana –, amarrados e vestidos como prisioneiros em fatos cor de laranja. Enquanto eram executados, os homens supostamente estavam a cantar cânticos cristãos e a rezar.

A notícia da transferência foi partilhada pelo padre Abi Fanus Unan, um dos responsáveis da igreja onde está o memorial. Numa conferência de imprensa na semana passada, o padre copta ortodoxo afirmou que se encontrou com o embaixador líbio há dois meses, a pedido do bispo ortodoxo copta Bevnotious, de Samalut (província de Minya, no Egito). Mas nenhuma data tinha sido confirmada para a entrega do corpo, referiu o padre Unan, citado pelo Crux.

O Papa Tawardos II, líder da Igreja Copta Ortodoxa, já declarou os mártires como santos e definiu que o dia da memória litúrgica será 15 de fevereiro, que coincide, no calendário daquela Igreja, com a festa da apresentação de Jesus no Templo. Em várias ocasiões, o Papa Francisco também se referiu aos 21 como “mártires” e como um exemplo do “ecumenismo de sangue” e da necessidade de criar um “caminho de paz e reconciliação”, apesar de a Igreja Católica não os declarar santos, uma vez que eles pertenciam a outra Igreja cristã.

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