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Cerimónia de acolhimento ao Papa Francisco na Colina do Encontro no Parque Eduardo VII.

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Correio Braziliense: “Da confissão em massa à Igreja aberta”

Cerimónia de acolhimento ao Papa Francisco na Colina do Encontro no Parque Eduardo VII.

Cerimónia de acolhimento ao Papa Francisco na Colina do Encontro no Parque Eduardo VII. Foto © Sebastião Roxo / JMJ Lisboa 2023

 

“Da confissão em massa à Igreja aberta”. Foi com este título que o diário brasileiro Correio Braziliense trouxe a Jornada Mundial da Juventude para a primeira página. O correspondente do jornal, Vicente Nunes, julgou significativo noticiar que, “enquanto 150 confessionários, instalados no Parque do Perdão, recebiam fiéis, o Papa Francisco fazia discurso tentando conter o êxodo dos jovens dos templos e alertar sobre os perigos do mundo virtual”. “Papa tenta conter êxodo de fiéis e diz que Igreja está aberta a todos”, diz outro título do jornal de Brasília.

Vicente Nunes escreve que, “diante da fuga cada vez maior de fiéis da Igreja – o Censo de 2022 deve mostrar, pela primeira vez, que os católicos são menos de 50% da população no Brasil –, o Papa Francisco aproveitou uma multidão de 500 mil pessoas para tentar conter esse êxodo”. O jornalista refere que o Papa “repetiu, por diversas vezes, que há espaço para todos na Igreja, ‘para quem erra, para quem cai, para quem sente dificuldades'”. A notícia Correio Braziliense indica que “são fortes as críticas de que a estrutura encravada no Vaticano mantém os dois pés no atraso, não se adequando ao mundo real, sobretudo aquele vislumbrado pelos jovens, os que lotaram o Parque Eduardo VII para ouvir o pontífice”.

As considerações do Papa sobre as redes sociais (o cardeal Manuel Clemente também se lhes tinha referido na homilia da primeira missa da Jornada Mundial da Juventude) também mereceram a atenção do diário brasileiro: “A convocação do pontífice explicitou a preocupação da Igreja com a competição que sofre nas redes sociais. O mundo virtual, ressaltou o Papa, tira muita gente de dentro dos templos. O compromisso da presença nas missas está rareando. Não à toa, Francisco atacou a força dos algoritmos e dirigiu-se aos jovens: ‘O teu nome aparece nas redes sociais, é processado por algoritmos que lhe associam gostos e preferências para pesquisas de mercado. Quantos lobos se escondem por trás de sorrisos de falsa bondade, dizendo que conhecem quem és, mas sem te querer bem, prometendo que serás alguém, para depois te deixarem sozinho, quando já não lhes fores útil? São ilusões do mundo virtual’, disse”.

O jornalista Vicente Nunes também reportou algo que ocorre à margem da JMJ, noticiando as acusações de trabalhadores contratados por uma empresa do sector de alimentação com sede em Carcavelos quanto às condições de trabalho “análogas à escravidão” num dos eventos da Jornada Mundial da Juventude. O correspondente do Correio Braziliense diz que a empresa exige uma jornada de trabalho de 36 horas consecutivas nos dias 5 e 6 de Agosto no Parque das Nações e em Loures: “As actividades estão previstas para começar às 9h00 manhã de sábado, seguindo até às 21h00 de domingo”. A notícia de Vicente Nunes termina dizendo que “para queixas e denúncias relativas a assédio laboral ou condições de trabalho análogos à escravidão, a Autoridade para as Condições do Trabalho em Portugal disponibiliza um canal exclusivo”.

 

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