Ler a notícia das “pedras de tropeço” colocadas nos passeios de Lisboa em memória das vítimas do nazismo – que aceito, mas não aplaudo – fez-me lembrar das inúmeras “covas de tropeço” implantadas há muito por todos os passeios de Lisboa.

Uma das muitas “covas de tropeço” que se encontram no passeio de Lisboa. Foto © Miguel Veiga
Estas covas são a ausência de pequenos cubos de pedra e fazem-nos lembrar as vítimas anónimas das guerras por todo o mundo, da Palestina à Ucrânia, passando por tantas outras a que também devemos dar atenção, para não tropeçar na nossa indiferença humana como literalmente tropeçamos nos passeios.
Miguel Veiga é cristão, fisioterapeuta reformado.










