
“É uma tragédia e uma injustiça que, a cada 30 minutos, um profissional de saúde morra com covid-19″, denuncia a Amnistia Internacional. Foto BaLL LunLa/Shutterstock
Pelo menos 17 mil profissionais de saúde morreram com covid-19, em 2020, segundo um relatório conjunto apresentado nesta sexta-feira, 6 de março, pela UNI Global Union, a Amnistia Internacional e a Public Services International. As três organizações apelam a uma ação urgente para acelerar o processo de vacinação de quem continua na linha da frente do combate à pandemia.
“É uma tragédia e uma injustiça que, a cada 30 minutos, um profissional de saúde morra com covid-19 (…), muitos foram deixados desprotegidos e pagaram o preço mais elevado”, denuncia Steve Cockburn, especialista da Amnistia Internacional em Justiça Económica e Social.
O alerta é divulgado numa altura em que continuam a aumentar as desigualdades no acesso às vacinas. Até agora, mais de metade das doses foram administradas em apenas dez países considerados ricos, que representam menos de dez por cento da população mundial. Mais de 100 países ainda não vacinaram uma única pessoa. Espera-se que alguns destes países considerados mais pobres comecem a receber os primeiros lotes de vacinas nas próximas semanas.
As organizações pedem aos governos que incluam todos os profissionais de saúde da linha de frente nos seus planos de distribuição para salvar vidas e proporcionar condições de trabalho seguras. Deverão ser considerados também os trabalhadores de limpeza, agentes comunitários e assistentes sociais, que têm sido frequentemente negligenciados durante a pandemia.
A Amnistia Internacional, a Public Services International e a UNI Global Union analisaram dados divulgados por governos, sindicatos, imprensa e organizações da sociedade civil em mais de 80 países. Os números são, provavelmente, superiores, já que nem todos os Estados reuniram informação oficial, ou só o fizeram de forma parcial.









