Crentes e não-crentes celebram a mulher na Capela do Rato, em Lisboa

| 2 Abr 19 | Destaque 2, Igrejas Cristãs, Religiões e Mulheres, Últimas

Sandro Botticelli, A Primavera. Ilustração reproduzida da Wikimedia Commons

 

Crentes e não-crentes, mulheres e homens, vão celebrar a figura da mulher através de canto, prosa e poesia. A iniciativa, organizada pela escritora e jornalista Leonor Xavier, tem lugar na Capela do Rato, em Lisboa, nesta quarta-feira, 3 de Abril, a partir das 18h30. A ideia é que cada pessoa escolhe um texto para ler ou declamar ou uma canção para cantar, que simbolize o papel ou a importância da mulher.

“Deixamos a cada pessoa a escolha do aspeto que queira valorizar da condição feminina. É uma iniciativa ao livre cuidado de cada um e de cada uma, para evocar o que quiser. Não queremos controlar as participações, apenas queremos receber a diversidade dos contributos”, explicava, na página do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, o padre António Martins, responsável da Capela de Nossa Senhora da Bonança (conhecida como Capela do Rato).

A sessão está pensada com 24 pessoas no total, com igual número de participações de homens e mulheres. Confirmaram a participação, entre outros, os cantores Amélia Muge, Carlos Alberto Moniz, Teresa Salgueiro, Tozé Brito e Vitorino, os jornalistas Jorge Wemans, Maria João Avillez e Vicente Jorge Silva, a pintora Catarina Castel-Branco, o embaixador Francisco Seixas da Costa, o crítico Jorge Leitão Ramos, o deputado José Manuel Pureza, o produtor Nuno Artur Silva, a professora Luísa Ribeiro Ferreira, a actriz Lídia Franco e a escritora Teolinda Gersão.

Integram ainda a lista de participantes Alfreda Ferreira da Fonseca, Ana Lúcia Esteves, Ana Marim, Fernando Mena, Gisa Dória, João Almeida Dias, José Alberto Costa e Patrícia Vasconcelos.

O padre António Martins explica, sobre a razão de ser uma iniciativa que implica crentes e não-crentes: “O humano, a nossa condição, a nossa luta, a nossa carne, o nosso corpo, a nossa experiência, a condição masculina e feminina, a multiplicidade de sensibilidades e de afectos, é uma ponte de encontro de toda a gente, independentemente da sua dimensão confessional, religiosa. É um ponto de encontro experimental, real, concreto, que nos pode reunir pela causa de Deus e pela causa do humano.”

A iniciativa pretende assinalar a data de 25 de Março, quando a Igreja Católica festeja a Anunciação a Nossa Senhora, que o movimento Nós Somos Igreja tenta registar há 21 anos de forma diferente – em Março de 1998, a primeira vez que isso aconteceu, concelebraram a eucaristia, na mesma capela, o bispo Jacques Gaillot, na sua primeira vinda a Portugal depois de ter sido demitido pelo Papa João Paulo II, com o padre Peter Stilwell, então responsável da capela, os frades dominicanos Bento Domingues e Luís de França, além do pastor presbiteriano Dimas de Almeida, que também estava presente.

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