“Cristo Jovem” – Testemunho

Crimes de escravidão em Requião à sombra das “cruzes do amor”

| 12 Jul 2022

Joaquim Milheiro Valente com a “vidente” Vassula Ryden (à esqª) e a “irmã” Isabel Ferreira da Silva. O padre ignorou as recomendações do cardeal Joseph Ratzinger em relação à “profeta”. 

Joaquim Milheiro Valente com a “vidente” Vassula Ryden (à esq.) e a “irmã” Isabel Ferreira da Silva. O padre ignorou as recomendações do cardeal Joseph Ratzinger em relação à “profeta”. Foto: Direitos reservados.

 

Passei por Requião, no concelho de Vila Nova de Famalicão, em reportagem para a TSF, em Fevereiro de 1999. Andava já no ar aquele milenarismo bacoco: A mil chegarás, de dois mil não passarás. Que angústias e ansiedades perturbavam esta gente, enclausurada num convento que não era, com freiras que não eram e com celas que não existiam? Escudavam-se estes medrosos debaixo de um nome publicitário de caráter juvenil: Fraternidade Missionária de Cristo Jovem, criada em 1984, na cidade de Lisboa.

O caminho para o “convento” não era de fácil acesso. Num quase recôndito surgia uma cancela longa, pintada de azul celeste. Nem outra cor ali caberia. Vermelho era, declaradamente, a cor de Belzebu…  

De imediato fui objeto de uma revista rigorosa aos meus pertences de reportagem, como se acedesse agora, ao Tesouro Real, no Palácio da Ajuda… Mas era um homem que entrava e isso fazia toda a diferença. Tinha lá estado, dias antes, Mário Robalo, como repórter do Expresso que, no dizer do padre Milheiro, nem as laranjas que lhe ofereceu impediram que depreciasse tanto a instituição. Confesso que estranhei o tom carinhoso e reverencial que ali era utilizado: o nosso pai fundador. A referência era devida ao padre Joaquim Milheiro Valente, ao tempo com 68 anos, assistente espiritual da Fraternidade Missionária. Esta instituição estivera localizada no Sameiro, em Braga, de 1984 a 1987. Eram colaboradoras desta novel comunidade a “irmã” Maria Isabel Ferreira da Silva, “madre superiora” (a mais ágil e vistosa), Arminda Costa, “mestra de noviças” e Joaquina Carvalho, “adjunta”, no governo do “convento”. Toda a preocupação, no momento, era serem rigorosas na entrevista, que foi realizada na sala de visitas. O pai fundador tentava escapar à conversa anteriormente solicitada e confirmada – o que se repetiu várias vezes com a comunicação social que dali se abeirava. 

Entretanto, entre desabafos inacreditáveis, a “madre” Isabel mostrou-me a avantajada quinta (avaliada atualmente em 8 milhões de euros), onde se guardava todo o património da instituição, uma IPSS, registada como Centro Social de Apoio e Orientação da Juventude, reconhecida, em 1978, por D. Eurico Dias Nogueira, então arcebispo de Braga. Este prelado, retornado de Angola e doutorado em Direito Civil e Canónico, era conhecido pela solução fácil dos pedidos que lhe chegavam, de onde quer que fosse. Na visita à quinta, com muitas árvores de fruto e flores, pude observar um plantio de santuários marianos europeus, em miniatura: Fátima, Lourdes, Czestochowa, entre outros.
 

Dominique, a senha de sucesso?

Foi a divulgação da canção Dominique, nos anos 60, cantada por Jeanine Deckers, uma freira belga, que fez que o padre Milheiro se tornasse “vedeta” entre os jovens católicos portugueses, sobretudo em meios do interior. O padre tentou imitar mons. Hervàs, um bispo espanhol, que fundou, nos anos 50, os Cursilhos de Cristandade, ainda resistentes para católicos adultos. Nesses cursos, uma operação de choque culmina, normalmente, numa conversão relâmpago. Ficaram célebres as vigílias nocturnas diante do altar, à espera que os “pecadores” se confessassem ao padre assistente. Métodos que o padre Milheiro adoptou, próximos de uma lavagem cerebral. Muitas críticas surgiram, de modo especial, dos universos da psicologia e da psiquiatria. Mas também aqui o sucesso não lhe bateria à porta. Antes do fim do séc. XX, estavam já fechadas as portas de tanto “misticismo gasoso”…

Não terá sabido este fundador persistente do fim trágico que sofreu a “Irmã Sorriso”, como era conhecida Jeanine Deckers, a primeira freira católica a pisar os estúdios de uma televisão e autora da canção-mote do movimento juvenil Dominique. A religiosa dominicana deixa o convento, acabando com graves problemas financeiros, quando o fisco belga lhe pediu os impostos devidos pela venda dos milhões de discos. De acordo com a entrada sobre ela na Wikipédia, a editora discográfica Philips não contribuiu em nada para solucionar o problema e Jeanine acabaria a cometer suicídio, em 1985. Entre nós cantavam-se ainda loas à famosa religiosa.

O padre Joaquim Milheiro Valente, nasceu em S. Miguel D’Acha, no concelho de Idanha-a-Nova, em 1931 e foi ordenado, em 1955, na diocese de Portalegre e Castelo Branco. Aqui iniciaria a sua actividade pastoral como prefeito e professor de música nos seminários de Alcains e Portalegre. Surgiram, entretanto, os cursos Aleluia, também da responsabilidade do padre Milheiro, como retiros para jovens e seminaristas. Apesar do sucesso inicial, Joaquim Milheiro sentiu-se progressivamente pouco acarinhado pelo bispo diocesano, D. Agostinho de Moura, espiritano, tendo sido, segundo fontes contactadas, “saneado a tempo”. Em roda livre, o padre Milheiro, perseguido por videntes, a quem deu assentimento, prendeu-se a uma pastoral, ao tempo, de maior estrelato. 

Sem êxito com os seus estranhos cursos Dominique, o padre Milheiro arriscou nova tarefa: com laivos ainda de “eterna juventude”, dedicou-se a uma atividade mais arrojada. Como a juventude que povoara os seus Dominiques, perdera, entretanto, a confiança em franco-atiradores sem escrúpulos, dedicou-se à evangelização de raparigas frágeis e desprotegidas, integrando-as na comunidade de Cristo Jovem, em Requião, um espaço rural, próximo da cidade industrial de Famalicão.

Uma ousadia louca e disruptiva 

Apoiado pelo arcebispo Eurico, Milheiro deixou que a ousadia chegasse longe. Sem especial carisma, logo seria ultrapassado pelas colaboradoras, que se julgavam as mais competentes, embora sem qualquer formação, mas desejosas de serem freiras, a qualquer preço. Não se contiveram, tomando o poder discricionariamente, deixando sem conteúdo a responsabilidade do padre Milheiro. Tornaram-se, assim, pasto de toda a miséria humana, onde o Evangelho era o mais ausente da dita Fraternidade. 

Mas que fraternidade? Valia tudo: bofetadas, espancamentos, escravidão, confiscação de documentos oficiais e de joias valiosas, proibição de visitar a família, sem acesso a cuidados médicos, privação de comida, bebida e banho, açoites nos corpos nus, no jardim e na capela, diante do Santíssimo Sacramento, até ao horror de servirem à colega doente Maria Amélia, uma refeição com excrementos de cão (que lhe foram esfregados na cara, por ela se negar a comer!). Pormenores contados há poucos anos numa reportagem da RTP e que o Tribunal agora confirmou em grande parte. 

Isto levaria a que a “freira” Maria Amélia de Matos Serra, natural de Curvos, Esposende, com 25 anos de vivência na Fraternidade, se suicidasse num tanque da quinta. Além de manifestar incapacidade pedagógica, sem qualquer corpo docente e sem formação específica, para raparigas de frágeis recursos, aquele sacerdote apegou-se a dois movimentos internacionais de questionável sanidade, presos a ideários conservadores, próximos da extrema-direita europeia. Por ali circulavam, como se sabe, além de meios financeiros, ideários fundamentalistas religiosos e culturais. Sobravam solidariedades a complôs de diversas origens.

As polémicas cruzes do fim do mundo

Uma “cruz do amor”, erguida em múltiplos sítios para evitar a tragédia mundial que se avizinhava. Foto © Lucília Monteiro, cedida pela autora.

 

À Fraternidade Missionária, saída das mãos perturbadas do padre Milheiro, juntaram-se, em finais dos anos 90, as Testemunhas da Cruz, um movimento cristão, originário do norte da França. Baseava-se em 49 “revelações de Cristo” à vidente Madalena Aumont, a fim de avisar a hierarquia católica para a iminência de uma tragédia mundial; para evitá-la, deveria erguer-se uma cruz de 738 metros. Ninguém escutou, porém, esta inacreditável proposta feita por uma organização de carácter sectário e apocalíptico. A discutida altura da cruz baixou, 10 anos depois, para 7,38 metros, por influência de Albert Delbausche, um professor de ioga. 

Escondia-se ali uma matemática estranha. De autoritarismo ditatorial e elevador de beatices, de pendor reacionário, o visionário fundador da comunidade de Requião profetizou, em 1999, o desencadear devastador de uma série de catástrofes. Para impedir essa avalanche do Mal, o chefe do aziago “convento” sugeriu a uma fábrica de serralharia de Famalicão o fabrico das famigeradas “cruzes do amor”, de 7 metros de altura, em azul e branco, a 600 contos (o equivalente a 300 euros da moeda actual, mas um valor significativo nessa altura) cada uma. Uma pia negociata, que terá angariado para a Obra de Requião mais de 600 mil contos (hoje seriam 120 mil euros). Passados 20 anos, ainda se encontram essas cruzes agoirentas às portas de casa, de igrejas e em jardins, guardiãs das investidas do “Pai do Mal”. Este movimento de cruzes, apanhou, sem aviso, alguns prelados portugueses, que não gostaram da façanha, incluindo o arcebispo de Braga.

Uma Vassula farta de beleza
Vassula com o então Papa Bento XVI: nascida no Cairo, Vassula torna-se “vidente” no Bangladesh, e seria depois expulsa da Igreja Greco-Católica. Divorciada, tem dois filhos e voltou a casar com um protestante luterano; reside atualmente na Suíça. Foto: Direitos reservados.

Vassula com o então Papa Bento XVI: nascida no Cairo, Vassula torna-se “vidente” no Bangladesh, e seria depois expulsa da Igreja Greco-Católica. Divorciada, tem dois filhos e voltou a casar com um protestante luterano; reside atualmente na Suíça. Foto: Direitos reservados.

Em 2004, o padre Milheiro optou por trazer à sua central de “profecias” e de outros fenómenos a vidente Vassula Ryden. Aquando da minha visita àqueles lugares, que podiam ser descritos como campo de mulheres em fúria, interrogava-me sobre a presença, ali, de um nome que ficara conhecido do universo do crime, que praticara vários assassinatos na praia do Osso da Baleia (Peniche): um recluso convertido pelo setor de pastoral da Fraternidade, nas prisões, e cuja atividade justificava a existência de uma tipografia, de rara qualidade, onde eram impressas as Edições Boa Nova (não confundir com as edições da Sociedade Missionária da Boa Nova!). No baú destas edições observei, na feira de Famalicão, diversos discos com música de mensagem e para relaxar, propriedade da Fraternidade Cristo Jovem. 

Vassula Ryden, nascida no Cairo, em 1942, hoje com 80 anos, começou por ser elemento da socialite, como apetecida modelo do Hotel Sheraton. Torna-se vidente, em 1986, no Bangladesh. De confissão greco-católica, de imponente porte físico, divorciada, com dois filhos, recasada com um protestante luterano, reside atualmente na Suíça. Afirma-se agora como casada com Jesus Cristo, de quem recebe a imagem e mensagens encriptadas. Esta Vassula incendiária foi condenada, por duas vezes, pela Igreja Católica, em que intervieram os cardeais Joseph Ratzinger e William Levada, quando eram prefeitos da Congregação da Doutrina da Fé. A experimentada Vassula fez questão de se fotografar com o futuro Papa Bento XVI, que não recusou. Em Março de 2011, foi expulsa da sua igreja greco-católica. Autora de 12 livros, tem como profissão ser vidente a tempo inteiro e conferencista. 

De visita oficial a Requião, em 27 de Janeiro de 2004, a obscura mística egípcia, altamente produzida, apareceu fulgurante, de calças brancas (indumentária proibida dentro do “convento”). A mensageira fanática foi aplaudida festivamente por membros e seguidores da Fraternidade que se concentraram em grande número. Entre eles encontravam-se também cerca de vinte eclesiásticos da diocese bracarense, tendo alguns deles pedido autógrafos à vidente, mesmo incorrendo em sanções canónicas. Na altura, a multidão incluiu, no mesmo aplauso afetuoso, o padre Milheiro e a “irmã” Isabel – as duas principais figuras do “convento” – por terem acolhido as doutrinas de Vassula. Já nessa época eram constantes por ali os grupos contestatários das novas orientações do Concílio Ecuménico Vaticano II, ocorrido de 1962 a 1965, e em que intervieram, de modo singular, os papas João XXIII e Paulo VI.

Hierarquia de Braga a ver tudo por um canudo

O interior da Sé Catedral de Braga. Foto © Josep Renalias, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

 

Era nesse ambiente restauracionista de combate ideológico-religioso em que Milheiro e a sua comunidade mergulhavam. Um mundo evidentemente adverso, onde reinava a ignorância, sobretudo religiosa. Vagalhões de pouca ou nenhuma autoestima e de ferocidade humana, misturavam-se com miseráveis sentimentos cristãos. De Braga, a hierarquia olhava por um canudo, nunca tomando uma atitude de intervenção saudável. Mantinha-se de vista grossa a (não) observar o fenómeno das “cruzes do amor”, que ainda hoje permanecem à entrada de muitas casas. Essas cruzes são símbolos dos ancestrais medos do fim do mundo e sinais evidentes de pouca fé esclarecida. 

De muitas paróquias, no segundo domingo de cada mês, saíam de manhã fiéis devotos para cumprirem o preceito dominical no “convento” de Requião. De véu na cabeça, as mulheres eram impedidas de entrar caso usassem calças. Os homens eram aceites se tivessem o corte clássico de cabelo. A todos era proibida a comunhão nas mãos. São estes e outros os traços claros do conservadorismo litúrgico, que se manifestava na capela do “convento”, passadiço de videntes, desafiando quaisquer orientações de evangelização. A imagem de D. Eurico Dias Nogueira, o arcebispo de Braga que “abençoou” esta pia associação privada de fiéis, era ali exposta em grandes dimensões.

A promessa de novos céus e nova terra, feita a quem ali chegava com a esperança do cumprimento de uma vocação, ficou-se pelo atentado mais grosseiro aos direitos dos seres humanos… e nada disse ainda a Igreja, perita em humanidade.

Lições de um Tribunal à Igreja portuguesa
Júlio Reis, CC BY-SA 3.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0>, via Wikimedia Commons

Tribunal de Guimarães. Foto © Júlio Reis, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

 

A juíza-presidente do Tribunal de Guimarães remeteu à Igreja local a consideração de responsabilidades, neste caso por omissão. Além da morte de uma “irmã” por suicídio, dezenas de vítimas carregavam ainda o seu sofrimento por entre as paredes do falso “convento”. Quem vai pagar as indemnizações assinaladas na sentença? Não é apenas aos abusadores sexuais do clero a menores que se impõem responsabilidades. Este é um pecado contra a dignidade humana, que nenhuma condecoração poderá apagar… Pois campeou livremente à margem de quaisquer instâncias oficiais.

Bastaram as queixas de algumas “noviças”, restituídas à liberdade, para que, a partir de 2015, com a intervenção da Polícia Judiciária no interior da instituição, se mudassem os fusos horários dentro do anquilosado “convento” de Requião. Oito anos depois, aí está a sentença do Tribunal de Guimarães: 12 a 17 anos de cadeia, para os nove crimes de escravidão cometidos pelos últimos quatro elementos do “convento”. Nem uma pena suspensa…

Suspensa ficou a justiça de uma Igreja cuja mensagem inclui uma de oito bem-aventuranças: Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

Retiro da leitura do Acórdão Final, de 1 de Julho de 2022, estes itens dirigidos aos responsáveis da Arquidiocese de Braga: Espero que a Arquidiocese não extinga, apressada, o Centro Social, como nunca priorizou e nem nunca protegeu as vítimas, espero que tenha o discernimento de não esvaziar a garantia das indemnizações às vítimas. O Centro Social afeto à Fraternidade Missionária de Cristo Jovem foi multado em 400 mil euros. As vítimas do “convento” de Requião deverão ser indemnizadas no valor de cerca de 1,2 milhões de euros. 

O tribunal de Guimarães não teve dúvidas em afirmar, lamentando, a posição esquizofrénica que a Arquidiocese de Braga foi assumindo ao longo do processo. Dirigindo-se, por fim, às arguidas disse-lhes a juíza-presidente do Tribunal de Guimarães: É tudo muito grave. Invocaram o nome de Deus em vão.

 

 

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