
Uma cruz feita com Bíblias: “Há cada vez mais pessoas a reproduzir a linguagem da ‘política de identidade’ defendendo uma visão errada segunda a qual Itália é ‘uma nação cristã’.” Foto © Timóteo Cavaco.
“Entre os evangélicos italianos há uma base consistente de pessoas que apoiam políticas populistas”, reconheceu ao Protestante Digital o responsável da Aliança Evangélica pela região do noroeste italiano, Giuseppe Riza.
Também o vice-presidente da Aliança, Leonardo de Chirico, afirmou que perante as manobras políticas que deram origem, em janeiro, à queda do Governo italiano existem “setores da população evangélica que tendem a assumir as narrativas populistas e conspiratórias, à medida que a vida a nível económico e social se vai tornando mais difícil.”
No campo evangélico há, declara Chirico, cada vez mais pessoas que “reproduzem a linguagem da ‘política de identidade’ defendendo uma visão errada segunda a qual Itália é ‘uma nação cristã’ em contraposição às tendências secularistas, acabando na polarização da sociedade entre ‘eles’ e ‘nós’, como é o caso da posição em relação aos imigrantes.”
Esta tentação populista, verifica o responsável (numa análise aprofundada que pode ser lida em espanhol no Protestante Digital), “simplifica a compreensão da situação atual até ao ponto de convertê-la numa caricatura simplista, fomentando movimentos de raiva contra ‘o inimigo’ (…) seja ele ‘o Estado’ ou ‘outros inimigos do povo’ como os imigrantes, as minorias, os meios de comunicação, ou as autoridades de saúde.”










