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Imran Masih, Paquistão

Cristão libertado 11 anos depois de condenação por blasfémia no Paquistão

| 05/01/2021

Imran Masih, cristão condenado a prisão perpétua em julho de 2009, no Paquistão, libertado após 11 anos de prisão. Foto © ACN Portugal.

 

O Tribunal de Relação de Lahore, no Paquistão, absolveu o cristão Imran Masih, que tinha sido condenado a prisão perpétua em julho de 2009 por, segundo testemunhas oculares, ter queimado livros contendo versículos do Alcorão enquanto limpava a sua loja em Hajveri, Faisalabad. O processo judicial sofreu quase 70 adiamentos durante os 11 anos que Imran permaneceu na prisão e o advogado da vítima pretende agora apurar responsabilidades pela demora no reconhecimento da injustiça de que foi alvo.

O caso, divulgado esta segunda-feira, dia 4, pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), revela a dificuldade de defender os acusados do crime de blasfémia no Paquistão. “Primeiro prendem o acusado e só mais tarde verificam as provas”, explica Khalil Tahir Sandhu, advogado de Imran Masih, em deciarações à AIS.

O advogado diz sentir alívio por ter conseguido finalmente a libertação do seu cliente mas quer o apuramento de responsabilidades pelo longo tempo em que Masih esteve detido na prisão central de Faisalabad. “É excelente que Imran tenha sido absolvido de todas as acusações, mas quem é o responsável por ele ter passado mais de 11 anos atrás das grades por um crime que nunca cometeu?”, pergunta Tahir Sandhu.

 

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