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“Cristãos escondidos” do Japão, faceta assumida da história do país

| 24/05/2019

“Cristãos escondidos” do Japão, faceta assumida da história do país

by | 24 Mai 19 | Cultura e artes, Últimas

Imagem do filme “Silêncio”, de Martin Scorsese, que retrata um dos episódios das perseguições aos cristãos do Japão

 

O governo japonês concedeu ao cardeal Raffaele Farina a condecoração da Ordem do Sol Nascente – Estrela de Ouro e de Prata – pela sua “contribuição para o fortalecimento das relações de amizade entre o Japão e a Santa Sé”. A notícia foi dada pela embaixada do Japão na Santa Sé e difundida pela agência Fides. 

A condecoração deste cardeal salesiano, que foi responsável do Arquivo Secreto do Vaticano e da Biblioteca Vaticana, fica a dever-se, em boa parte, ao contributo que deu “para a reorganização dos documentos históricos do período Edo, recolhidos pelo missionário salesiano padre Mário Marega”, durante o qual foi imposta a proibição do cristianismo na região japonesa do Bungo.

O período Edo (1603-1868) refere-se à fase da história japonesa em que a família Tokugawa deteve o poder político e militar no país. Essa época ficou marcada por uma política de isolamento, durante a qual houve um verdadeiro banho de sangue de cristãos, especialmente na área de Nagasaki. 

Durante quase dois séculos, os cristãos que sobreviveram à perseguição continuaram a professar a sua fé clandestinamente. O período Edo é retratado no livro Silêncio, de Shusaku Endō, que foi passado ao cinema por Martin Scorsese, em 2016.

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