"Tempo da Criação"

Cristãos lembram “vítimas de diversas formas de injustiça ambiental”

| 25 Ago 2023

Laudato Si, natureza.

Igrejas e comunidades cristãs de todo o mundo vão unir-se para uma nova edição do ‘Tempo da Criação’: “A oportunidade de criar um modo de vida mais justo e sustentável para toda a humanidade depende do nosso compromisso de proteger a nossa Casa Comum.” Foto © Movimento Laudato Si’

 

O Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE, católica) e a Conferência das Igrejas Europeias (CEC), que reúne protestantes, anglicanos e ortodoxos, alertam para as “vítimas de diversas formas de injustiça ambiental” e convidam os cristãos a celebrar o Tempo da Criação, de 1 de setembro a 4 de outubro.

“Cada vez que vemos com tristeza pessoas com sede ou lutando contra a seca, rezamos: ‘Deixe fluir a justiça e a paz’. Sempre que assistimos à destruição desumana da guerra, como na Ucrânia, na Somália, no Iémen, na Eritreia, em Mianmar [a antiga Birmânia], e em muitos outros lugares do mundo, onde as necessidades essenciais são prejudicadas ou onde a água é utilizada como arma contra civis inocentes, repetimos as mesmas palavras”, lê-se na declaração conjunta enviada esta sexta-feira à agência Ecclesia.

Igrejas e comunidades cristãs de todo o mundo vão unir-se para uma nova edição do Tempo da Criação, de 1 de setembro a 4 de outubro, uma iniciativa que começa com uma celebração ecuménica e termina na festa de São Francisco de Assis e, este ano, tem como tema “Que a Justiça e a Paz Fluam”.

Os presidentes do CCEE e da CEC, respetivamente Gintaras Grusas, arcebispo católico de Vilnius (Lituânia), e Nikitas (Lulias) de Thyateira, arcebispo greco-ortodoxo da Grã-Bretanha, lembram, neste tempo de “oração e conversão”, o “apelo dos irmãos e irmãs vítimas de diversas formas de injustiça ambiental”.

“A oportunidade de criar um modo de vida mais justo e sustentável para toda a humanidade depende do nosso compromisso de proteger a nossa Casa Comum, mudando o nosso estilo de vida, favorecendo a temperança e a sobriedade na utilização de recursos que são um dom de Deus”, assinalam, realçando que, de um modo especial, isso depende do “empenho e do trabalho ponderado” daqueles que estão “mais diretamente envolvidos na política e na vida social”.

O arcebispo católico Gintaras Grusas e o arcebispo greco-ortodoxo Nikitas de Thyateira afirmam que “Deus quer que cada um de se comporte de forma justa e pacífica”, em todas as situações da vida, “nutrindo de uma relação de confiança com Deus, com os irmãos e com a natureza”.

“Assim, uma justiça e uma paz eficazes fluirão abundantemente”, acrescentam, no convite que dirigem a “todos os cristãos” para celebrarem o Tempo da Criação 2023, “num espírito ecuménico, unidos na oração e na ação”, nas igrejas, paróquias, comunidades, e que estendem a “todas as pessoas de boa vontade na Europa”.

O “símbolo espiritual” do Tempo da Criação 2023 é um “rio poderoso”, e os presidentes do Conselho das Conferências Episcopais da Europa e da Conferência das Igrejas Europeias recordam que a água, “elemento simples e essencial”, é sinal de vida e de purificação nas respetivas tradições religiosas, recorda o Batismo de cada um “e o compromisso de conversão e de vida nova”.

“A água, no entanto, não é acessível com segurança a todos, embora seja tão essencial para a sobrevivência humana. Muitas pessoas ainda não têm acesso a água potável; outros tiveram recentemente de fugir das suas aldeias devido à seca. Muitos dos nossos irmãos em todo o mundo são obrigados a repetir as palavras de Jesus: ‘Tenho sede’ (cf. João 19:28). Outros ainda tiveram de fugir devido a inundações, seja por causas naturais ou humanas”, alertam.

O tema desta iniciativa – “Que a Justiça e a Paz Fluam” – é inspirado no livro bíblico do profeta Amós.

 

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