Cúria Romana dá um mês de salário para apoiar os desprotegidos por causa da pandemia

| 22 Abr 20

Cúpula da Basílica de São Pedro: o Papa quer a hierarquia católica também a mostrar gestos de solidariedade. Foto © António Marujo/7MARGENS.

 

Cardeais, bispos e outros clérigos da Cúria Romana ofereceram um mês do seu salário ao Papa Francisco, para que ele disponha do dinheiro para distribuir por obras assistenciais e caritativas. O gesto surge em resposta ao convite do responsável da Esmolaria Apostólica, cardeal Konrad Krajewski, durante a Semana Santa, que pediu um donativo como gesto de solidariedade para ajudar todos “os que estão sofrendo neste momento de prova”, relata a revista espanhola Vida Nueva, citando o jornal italiano Il Fatto Quotidiano

O convite do esmoleiro do Papa não foi o primeiro gesto do género relacionado com a pandemia. A Vida Nueva recorda também que o cardeal Krajewski providenciou a distribuição de ventiladores em hospitais Itália, Espanha, Síria, Jerusalém, Belém e Faixa de Gaza (Palestina), além de ter continuando a correr aos sem-abrigo, nesta fase mais delicada da sua sobrevivência.

O Papa Francisco criou um fundo especial, com uma dotação de 750 mil dólares, para apoiar a luta contra a pandemia nos países mais pobres. Apesar de a economia do Estado pontifício se estar a ressentir do encerramento dos Museus do Vaticano, o Papa tem insistido na necessidade de a Igreja Católica e os seus responsáveis terem gestos de solidariedade para com as vítimas e os mais afectados pela pandemia. Em Bérgamo, uma das cidades mais atingidas pela doença na Itália, os padres da diocese doaram também três meses do seu salário para criar um fundo solidário de apoio aos mais desfavorecidos.

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