Redução de 30% face ao previsto

Custo do altar-palco da JMJ baixa para 2,9 milhões de euros

| 10 Fev 2023

altar palco JMJ duas versoes

Em cima, o projeto que tinha um custo associado de 4,2 milhões de euros; em baixo, a nova versão, com uma altura e área menores, que custará 2,9 milhões.

 

O preço do altar-palco da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que será construído no Parque Tejo, em Lisboa, e onde decorrerão a vigília e missa finais com o Papa, vai passar dos 4,2 milhões de euros que tinham sido divulgados há duas semanas para 2,9 milhões de euros. A altura e área de implantação da estrutura foram reduzidas, o que permitirá uma poupança de 30% face ao valor que estava previsto.

O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, durante uma conferência de imprensa que decorreu esta sexta-feira, 10 de fevereiro, nos Paços do Concelho.

O autarca detalhou que a infraestrutura vai passar de 5 mil para 3.250 metros quadrados, tendo a sua capacidade sido alterada de 2 mil para 1.240 pessoas. A altura foi reduzida de nove para quatro metros.

Carlos Moedas adiantou ainda que o altar-palco que será erguido no Parque Eduardo VII, que tinha um custo previsto de até dois milhões de euros, na realidade irá custar até 450 mil euros, e será integralmente financiado pela Fundação JMJ 2023, presidida pelo bispo auxiliar de Lisboa, Américo Aguiar.

 

“Estamos a aprender”

Américo Aguiar, JMJ

Américo Aguiar, bispo auxiliar de Lisboa e presidente da Fundação JMJ, pediu aos portugueses “que confiem, que acreditem”. Foto © Ricardo Perna/JMJ Lisboa 2023

 

Também presente no encontro com os jornalistas, o bispo agradeceu “todo o escrutínio que foi feito” por parte dos órgãos de comunicação social, e lembrou que perante uma organização inédita em Portugal, todos “estamos a aprender”.

A polémica em torno dos custos associados à JMJ surgiu depois de ter sido noticiado que a construção do altar-palco no Parque Tejo tinha sido adjudicada pelo município de Lisboa, por ajuste direto, à Mota-Engil por 4,24 milhões de euros (mais IVA), somando-se a esse valor 1,06 milhões de euros para as fundações indiretas da cobertura.

Américo Aguiar afirmou no dia seguinte que esse custo “magoou” os responsáveis da Igreja e que estes iriam estudar, juntamente com as várias entidades envolvidas, soluções alternativas que permitissem uma redução do mesmo.

“Foram dias de trabalho árduo e contínuo, mas conseguimos”, declarou Carlos Moedas aos jornalistas, referindo-se à série de reuniões que decorreram nas ultimas duas semanas entre os envolvidos na organização da Jornada para alcançar esse objetivo.

“Os portugueses podem por vezes ficar surpreendidos com as dimensões das coisas, mas nós estamos a falar de um evento que é esmagador”, assinalou ainda Américo Aguiar. Para dar uma dimensão do acontecimento, o bispo auxiliar de Lisboa explicou que se trata “de um espaço que é equivalente a 100 campos de futebol”.

“A cidade de Lisboa, durante uma semana, vai ter um suplemento de 10% da população portuguesa a mais”, afirmou o presidente da Fundação JMJ, adiantando que a iniciativa está “quase a chegar aos 500 mil inscritos” e pedindo aos portugueses “que confiem, que acreditem”.  “E àqueles a quem eu puder pedir isto – acrescentou – que rezem para que tudo corra da melhor maneira”.

 

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