Dalai Lama celebra 85 anos com lançamento de um disco

| 8 Jul 20

Tenzin Gyatso, o atual Dalai Lama: 85 anos e um disco com os seus mantras e as suas reflexões. Foto: Direitos reservados.

 

Quando fez 80 anos, ouviu milhares de pessoas cantarem-lhe os parabéns no festival de música rock de Glastonbury, durante o concerto da artista norte-americana Patti Smith. Cinco anos depois, o Dalai Lama assinalou esta segunda-feira, 6 de julho, o seu 85º aniversário com o lançamento do seu próprio álbum. O disco, que mistura a voz do líder espiritual tibetano entoando ensinamentos e meditações com música instrumental original ao estilo new age, chama-se Inner World e já está disponível nos serviços de streaming.

A produção ficou a cargo do casal de músicos neozelandeses Junelle e Abraham Kunin, que tiveram a ideia para o projeto há vários anos e aproveitaram uma viagem à Índia, em 2015, para lançar o desafio ao Dalai Lama através de uma carta manuscrita que entregaram a um dos seus assistentes. A resposta positiva não se fez esperar, conta a revista Rolling Stone.

Durante as gravações, feitas na casa do próprio Dalai Lama, em Dharamsala, ele explicou a Junelle porque tinha aceitado o desafio. “Falou-nos de como a música pode ajudar as pessoas de uma forma que ele não pode; consegue transcender as diferenças e devolver-nos à nossa verdadeira natureza e aos nossos bons corações”, recorda a artista. “Estava tão entusiasmado!”

Ao longo de 11 faixas, é possível escutar o líder espiritual a recitar os mantras de sete Buddhas, bem como as suas reflexões sobre temas como a sabedoria, a coragem ou a cura.

Os lucros obtidos com as vendas do álbum reverterão na sua totalidade para o Instituto Mind & Life e para o programa educativo internacional Social, Emotion and Ethical Learning, que foi desenvolvido pelo próprio Dalai Lama em parceria com a Emory University, nos EUA.

“One Of My Favourite Prayers” é a segunda faixa do álbum de Dalai Lama, Inner World.

 

Artigos relacionados

“Fratelli Tutti”: Os desafios missionários do Papa Francisco

“Fratelli Tutti”: Os desafios missionários do Papa Francisco

A Igreja Católica assinala neste domingo, 18 de Outubro, o Dia Mundial das Missões. A esse propósito e com esse pretexto, o padre Tony Neves, dos Missionários Espiritanos, escreveu uma análise da Fratelli Tutti em chave missionária. A nova encíclica do Papa Francisco, divulgada há duas semanas, já foi objecto de várias leituras no 7MARGENS. Tony Neves considera-a “um texto inspirador para estes tempos de pandemia mundial”. 

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Breves

Papa aceita demissão de bispo polaco acusado de encobrir abusos sexuais

O Papa Francisco aceitou o pedido de resignação de Edward Janiak, bispo de Kalisz (Polónia), depois de, no passado mês de junho, ter ordenado o seu afastamento da diocese por suspeitas de encobrimento de abusos sexuais de menores. A renúncia de Janiak, aos 68 anos, sete anos antes do previsto no Código de Direito Canónico, sugere que as suspeitas se terão confirmado.

Inscreva-se aqui
e receba as nossas notícias

Boas notícias

Facebook proíbe conteúdos que neguem ou distorçam o Holocausto

Facebook proíbe conteúdos que neguem ou distorçam o Holocausto

A decisão foi anunciada esta segunda-feira, 12 de outubro, pela vice-presidente de política de conteúdos do Facebook, Monika Bickert, e confirmada pelo próprio dono e fundador da rede social, Mark Zuckerberg: face ao crescimento das manifestações de antissemitismo online, o Facebook irá banir “qualquer conteúdo que negue ou distorça o Holocausto”.

É notícia

Entre margens

Dormir com o inimigo novidade

O segmento evangélico americano pautou-se durante largas décadas por ensinar aos fiéis a integridade pessoal. A lógica era que o homem nascido de novo (born again) seria transformado à imagem de Cristo e viveria uma nova ética, sendo bom cidadão, bom profissional, parte duma família funcional, promotor da paz e cultivando o amor e o perdão para com o seu semelhante. Billy Graham foi o seu profeta maior, com uma postura de integridade e semeando uma mensagem de esperança num mundo do pós-guerra, devastado física e moralmente.

Eliminar a pobreza, sanar o tecido social

Voltou a haver pobreza em Portugal como não havia, diz-se, desde há 100 anos. Não sei se será bem assim, mas que há mais pobreza, há. Vê-se muito mais gente nas ruas a pedir ajuda, envergonhada, aviltada, desconfortável com a sua nova situação. Gente que, talvez até há menos de um ano, não esperava chegar ao ponto de se ver obrigada a ir para a rua pedir para comer. Frequentemente, gente de meia-idade ou bem mais velha.

Cultura e artes

O capitalismo não gosta da calma (nem da contemplação religiosa)

A editora Relógio d’Água prossegue a publicação em Portugal dos ensaios de Byung-Chul Han, filósofo sul-coreano radicado na Alemanha. O tom direto e incisivo da sua escrita aponta, num registo realista, as múltiplas enfermidades de que padece a sociedade contemporânea, que o autor designa como sociedade pós-industrial ou sociedade da comunicação e do digital, do excesso de produção e de comunicação. A perda dos referentes rituais – análise que o autor refere como isenta de nostalgia, mas apontando o futuro – é uma dessas enfermidades, com as quais a vivência religiosa está intimamente relacionada.

Documentário sobre Ferreira d’Almeida disponível na RTP Play

O documentário abre com Carlos Fiolhais professor de Física na Universidade de Coimbra, a recordar que a Bíblia é o livro mais traduzido e divulgado de sempre – também na língua portuguesa. E que frases conhecidas como “No princípio criou Deus o céu e a terra” têm, em português, um responsável maior: João Ferreira Annes d’Almeida, o primeiro tradutor da Bíblia para português, trabalho que realizou no Oriente, para onde foi ainda jovem e onde acabaria por morrer.

Uma simples prece

Nem todos somos chamados a um grande destino/ Mas cada um de nós faz parte de um mistério maior/ Mesmo que a nossa existência pareça irrelevante/ Tu recolhes-te em cada gesto e interrogação

Sete Partidas

Não ter medo da covid

Nesta crise da covid tenho ouvido cada vez mais falar em medo, em “manipulação pelo medo” em “não ceder à estratégia do medo”. Parece que há por aí quem acredite que os governos têm um plano secreto de instalação do totalitarismo, e a covid é apenas uma excelente desculpa para a pôr em prática.

Aquele que habita os céus sorri

Agenda

Parceiros

Fale connosco