“Dar uma nova alma à economia”, pede a CNJP

| 11 Dez 20

União Europeia. Banco Central Europeu. Frankfurt

A sede do Banco Central Europeu, em Frankfurt: “Falar de direitos humanos é repartir esforços e recursos, também económicos”, diz a CNJP. Foto © António Marujo.

 

A Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP), organismo da Igreja Católica para intervenção em questões de paz e justiça social, decidiu “juntar a sua voz a este movimento global que visa dar uma nova alma à economia, partindo dos jovens e integrando todos num ‘novo barco económico’”, diz, em comunicado, a propósito do Dia Internacional dos Direitos Humanos, assinalado nesta quinta-feira, 10.

“Hoje, mais do que nunca, falar de direitos humanos é repartir esforços e recursos, também económicos”, lê-se no texto, que justifica desse modo a data escolhida para a sua divulgação. “No mundo de hoje, há uma relação estreita entre Economia e Direitos Humanos. Tudo está interligado.”

Nesse sentido, a CNJP “apela aos responsáveis políticos e aos diversos decisores económicos, para que considerem sempre o bem comum e a dignidade da pessoa humana nestes tempos pandémicos que atravessamos”. O comunicado pede ainda: “Que as limitações económicas e financeiras não promovam situações de miséria. Que haja criatividade na repartição dos esforços, e coragem para atravessar este ‘deserto’ juntos, evitando sucumbir à tentação de aproveitamento da crise para ‘reestruturações’ que descartem as pessoas.”

O documento, enviado ao 7MARGENS, tem também como pretexto o encontro A Economia de Francesco, realizado no final de Novembro, e o tempo de Natal que se aproxima: “O Menino, nascido em Belém no meio de tantas dificuldades, ‘não vem mudar as situações, mas vem mudar os corações; e são os nossos corações mudados que podem mudar as situações’. Deixemos que Ele toque os nossos corações e ‘recicle as nossas mentalidades’, para que este Natal seja o início de um tempo novo, com nova alma, na economia e em tudo o mais.”

A CNJP recorda também a conferência realizada há dias com a participação de três participantes portugueses n’A Economia de Francesco, e no qual interveio também Luigino Bruni, director científico do encontro.

 

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