Nobel da Paz

De cabelos soltos, Narges disse que o Irão quer “democracia, liberdade e igualdade”

| 10 Dez 2023

Narges Mohammadi, ativista iraniana, vencedora do Prémio Nobel da Paz 2023. Foto Reihane Taravati

Foi esta a imagem que foi usada na cerimónia de entrega do prémio: Narges Mohammadi, ativista iraniana, Prémio Nobel da Paz 2023, de cabelos soltos, sorridente e com roupa colorida. Foto © Reihane Taravati.

 

Presa, como muitos outros presos de consciência no Irão, longe de Oslo, na Noruega, Narges Mohammadi foi homenageada este domingo na entrega do Prémio Nobel da Paz. Com um pedido muito especial que traduz a luta de tantas mulheres iranianas, que morreram ou estão presas por isso: que o comité do Nobel usasse na cerimónia “uma fotografia sua onde está de cabelos soltos, com uma roupa colorida e um olhar sorridente”.

No texto escrito “por detrás dos muros altos e frios de uma prisão” e que foi lido pela filha, Narges Mohammadi descreveu “a tirania” como “uma malevolência sem fim, sem limites, que há muito tempo lança a sua sombra sinistra sobre milhões de seres humanos deslocados”. E completou: “A tirania transforma a vida em morte, a bênção em lamento e o conforto em tormento. A tirania oprime a humanidade, o livre arbítrio e a dignidade humana. A tirania é o outro lado da moeda da guerra. A intensidade de ambas é devastadora; uma diretamente, com as suas chamas destruidoras de devastação visível, a outra insidiosa e enganadora, dilacerando a humanidade.”

“No meio das chamas da violência e da perpetuação da tirania, a nossa causa foi durante anos mais uma questão de sobrevivência do que de melhoria da nossa qualidade de vida. Essencialmente, tornou-se sobre a possibilidade de permanecer vivo, sobreviver e viver num mundo onde a vida humana está exposta, sem proteção ou escudo, ao poder de governos autoritários arrogantes, e permanece indefesa contra tudo”, notou.

A ativista dos direitos das mulheres iranianas sublinhou que o regime de Teerão promove a “opressão, a repressão, a discriminação e a tirania”, com um “Governo implacável e impiedoso”, que “recorre sistematicamente à discriminação com base na religião, no género e na etnia” para aniquilar a vontade do povo iraniano, num registo “religioso despótico”.

Os iranianos respondem com “protestos não-violentos e resistência civil” para alcançar a “democracia, liberdade e igualdade”.

“A democracia, devido à sua capacidade inerente de liberdade e igualdade, tem sido uma exigência fundamental da sociedade iraniana e, quase unanimemente, a sociedade civil apela a mudanças fundamentais e a uma transição para a democracia como componente do futuro sistema político do Irão”, sintetizou.

Já num momento do discurso lido pelo filho, a Nobel da Paz deixou um forte apelo e desafio aos governos democráticos do Ocidente: “Os governos ocidentais não devem adiar a democracia e os direitos humanos adotando estratégias centradas na continuação do regime da República Islâmica. Espera-se que a sociedade civil mundial dê um apoio mais tangível aos esforços do povo iraniano em prol da transição democrática e da luta não violenta para alcançar a paz, a democracia e os direitos humanos sem mais demoras.”

 

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Reconhecendo que o contexto da Igreja universal “é caracterizado pela descredibilização do clero provocada por diversas crises, pela redução do número de vocações ao sacerdócio ministerial e pela situação sociológica de individualismo e de crescente indiferença perante a questão vocacional”, os representantes do Clero diocesano de Angra (Açores) defendem o incremento da “pastoral vocacional assente na comunidade, sobretudo na família e no testemunho do padre”.

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Este texto do Padre Joaquim Félix corresponde à homilia do Domingo IV da Páscoa na liturgia católica – último dia da semana de oração pelas vocações – proferida nas celebrações eucarísticas das paróquias de Tabuaças (igreja das Cerdeirinhas), Vilar Chão e Eira Vedra (arciprestado de Vieira do Minho).  

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