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Papa Leao XIV. Foto Vatican Media
Leão XIV iniciará as visitas pastorais por Itália no próximo dia 8 de maio. Foto © Vatican Media

Novas visitas pastorais

De Pavia a Lampedusa, passando por Assis: assim será a “digressão” do Papa por Itália

| 19/02/2026

A Prefeitura da Casa Pontifícia divulgou nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, o calendário das visitas pastorais do Papa. De Pavia, no norte, onde repousam os restos mortais de Santo Agostinho, até ao extremo sul, na ilha de Lampedusa, palco da tragédia dos migrantes, um extenso percurso por Itália aguarda Leão XIV entre maio e agosto deste ano.

A data de início das viagens do Papa por Itália é simbólica, assinala o Vatican News: 8 de maio, o primeiro aniversário da sua eleição para a Sé Petrina. É também um dia significativo para a devoção a Nossa Senhora de Pompeia, como o próprio pontífice recordou na varanda central da Basílica de São Pedro, por ocasião da sua primeira saudação: “Hoje é o dia da Súplica a Nossa Senhora de Pompeia. Nossa Mãe Maria quer caminhar sempre connosco, estar perto de nós, ajudar-nos com a sua intercessão e o seu amor”.

E Leão XIV viajará até Pompeia precisamente no próximo dia 8 de maio, para visitar o famoso santuário mariano, meta de peregrinação de quatro Papas e milhões de fiéis que se reúnem para a “Súplica” aos pés da Virgem Maria duas vezes por ano, em maio e novembro.

Este ano, o Papa também participará da famosa oração devocional escrita em 1883 pelo fundador do santuário, Bartolo Longo (canonizado por Leão XIV em outubro de 2025), após presidir à Missa. Depois, seguirá para Nápoles, onde o esperam um encontro com o clero e líderes religiosos na Catedral e um encontro com os cidadãos na Piazza del Plebiscito.

Leão XIV regressará à Campânia a 23 de maio, desta vez para visitar Acerra, um dos municípios simbólicos da chamada Terra dos Fogos, a área entre as províncias de Nápoles e Caserta que há décadas sofre com o descarte ilegal de resíduos tóxicos e a queima de plástico e materiais industriais.

Acerra, juntamente com Nola e Marigliano, constituem o que revistas científicas internacionais apelidaram de “Triângulo da Morte”, devido à alta taxa de mortalidade, também ligada à poluição ambiental.

O Papa Francisco tinha planeado ir a Acerra a 24 de maio de 2020, no aniversário da assinatura da Encíclica social Laudato si’. Mas as restrições da pandemia de covid-19 forçaram o adiamento da viagem, que acabou nunca por nunca se realizar, apesar de a população de Acerra nunca ter perdido a esperança de uma visita do Papa, que agora irá finalmente concretizar-se.

O Papa retomará as suas visitas pastorais em junho, viajando para Pavia na tarde de sábado, dia 20. A cidade está indissoluvelmente ligada a Santo Agostinho, cujos restos mortais foram transferidos em 722 para San Pietro in Ciel d’Oro, a basílica — também mencionada por Dante na Divina Comédia — um exemplo da arquitetura românica lombarda. E ali permanecem até hoje.

Já em julho, dia 4, Leão XIV irá a Lampedusa, que foi o local da primeira viagem do Papa Francisco fora de Roma, em 2013. Seguindo os passos do seu antecessor, o novo Papa regressa a Lampedusa para oferecer conforto e encorajamento aos migrantes que vivem nos diversos centros de acolhimento e àqueles que os assistem.

A visita agendada para a manhã de 6 de agosto a Assis também será um regresso. Leão XIV já tinha estado na cidade do “Poverello” em novembro para concluir a 81ª Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI). Naquela ocasião, e também visitou a Basílica Superior de São Francisco para rezar junto do túmulo de São Francisco.

Ao saudar os franciscanos, o Papa prometeu que regressaria à cidade da Úmbria, onde estão em andamento as celebrações do 800º aniversário da morte de São Francisco, com a exposição de seus restos mortais. E cumprirá a promessa, estando previsto que ali se encontre também com centenas de jovens que estarão reunidos para assinalar o oitavo centenário.

 

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