Terça, 19h, em canal vídeo

Debate sobre Cabo Delgado pede mais que acção militar

| 13 Dez 2021

Amnistia, Cabo Delgado, refugiados, Moçambique

As Nações Unidas calculam que mais de 530 mil pessoas estão deslocadas em Cabo Delgado. Segundo a UNICEF, cerca de 250 mil desses refugiados são crianças. Foto © Amnistia Internacional

 

“Trazer para o espaço público a trágica situação humanitária vivida na província de Cabo Delgado, no Norte de Moçambique, na sequência do conflito armado em curso naquela região desde Outubro de 2017” é o que pretende o debate em canal vídeo que decorre nesta terça, 14 de Dezembro, a partir das 19h de Lisboa (21h em Maputo).

“Não queremos deixar cair no esquecimento que as acções violentas, levadas a cabo por grupos armados, têm resultado em intoleráveis assassinatos de cidadãos inocentes”, dizem as organizações promotoras da iniciativa. Até agora, recordam, morreram mais de 3100 pessoas e estima-se em 800.000 o número de pessoas deslocadas, das quais 27% são mulheres e 52% são crianças, segundo da Organização Internacional para as Migrações.

“Apesar da fuga e do apoio, estas populações vivem em situação de grande precaridade e vulnerabilidade, uma vez que a ajuda humanitária continua a ser insuficiente para a dimensão da catástrofe. É urgente uma acção que vá para além da intervenção militar, que se fundamente no desenvolvimento como garante da paz”, dizem ainda as organizações promotoras.

No debate, com moderação da jornalista Cândida Pinto, participam o bispo António Juliasse, actual administrador apostólico da diocese de Pemba; Zenaida Machado, investigadora da Human Rights Watch; Ivone Soares, deputada e jornalista moçambicana; e Isabel Santos, eurodeputada pelo Partido Socialista.

O debate é promovido pela Cáritas PortuguesaCentro Missionário Arquidiocesano de Braga, Comissão Nacional Justiça e Paz, FEC – Fundação Fé e Cooperação, FGS – Fundação Gonçalo da Silveira, e Rosto Solidário. “Movidas pela defesa intransigente da dignidade humana, as organizações promotoras” apelam “ao reforço da vigilância de qualquer violação aos direitos humanos, ao incremento da ajuda humanitária e à promoção do desenvolvimento como meio de alcançar uma paz efetiva e duradoura”.

A participação exige uma inscrição prévia através deste formulário.

 

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