Deputados de cinco países juntam-se para lutar contra o antissemitismo online

| 6 Out 20

cartaz antissemitismo covid-19

Um cartaz de combate ao antissemitismo, jogando com a covid-19: “Se tiver o bicho, dê um abraço; espalhe a gripe a todos os judeus.”

 

Políticos de cinco países e diferentes filiações partidárias constituíram um grupo de trabalho para combater o antissemitismo online. O grupo inclui deputados do Reino Unido, Estados Unidos da América, Israel, Austrália e Canadá, e pretende responsabilizar em particular as redes sociais pelo seu papel na luta contra os discursos de ódio, noticiou nesta segunda-feira, 5 de outubro, o Jewish News.

Twitter, Tik Tok e Facebook, além da gigante das pesquisas Google, são algumas das empresas que, de acordo com o grupo, deveriam reconhecer uma maior responsabilidade na erradicação do antissemitismo.

“Nos últimos anos, assistimos a um aumento preocupante do ódio antissemita online”, afirmou ao Jewish News o deputado conservador britânico Andrew Percy. “Essa tendência preocupante foi observada aqui no Reino Unido e em todo o mundo. É, portanto, importante que trabalhemos em conjunto com aliados em todo o mundo para enfrentar o aumento desse preconceito vil”.

A deputada israelita Michal Cotler-Wunsch acrescenta: “Ao trabalhar com aliados multipartidários em parlamentos de todo o mundo, esperamos criar melhores práticas e uma mudança real na quota de responsabilidade que os gigantes dos media sociais têm no ódio que se manifesta nas suas plataformas. É imperativo que trabalhemos juntos para expor esta regra de dois pesos, duas medidas”.

Este grupo interparlamentar, cuja ideia de criação surgiu durante o Fórum Mundial do Holocausto, realizado no início deste ano em Jerusalém, pretende divulgar pareceres regulares sobre o tema e contribuir para a definição de uma política a nível mundial de responsabilização das empresas no combate ao antissemitismo.

 

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Caminhar juntos, lado a lado, na mesma direcção

Caminhar juntos, lado a lado, na mesma direcção novidade

Vem aí o Sínodo, cuja assembleia geral será em outubro de 2023, já depois da Jornada Mundial da Juventude, a realizar em Lisboa, no verão anterior. O tema é desafiante: Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão. O documento preparatório veio a público a 7 de setembro e lança as bases de um caminho a percorrer juntos.

Vacinas, negacionistas, aborto e uniões homossexuais – e a missão de “proximidade” dos bispos

Papa regressou da Eslováquia

Vacinas, negacionistas, aborto e uniões homossexuais – e a missão de “proximidade” dos bispos novidade

O aborto é homicídio, mas os bispos têm de ser próximos de quem defende a sua legalização; os Estados devem apoiar as uniões de pessoas do mesmo sexo, mas a Igreja continua a considerar o sacramento do matrimónio apenas entre um homem e uma mulher; e as vacinas têm uma “história de amizade” com a humanidade, não se entendem por isso os negacionismos. Palavras do Papa a bordo do avião que o levou da Eslováquia de regresso a Roma.

Ator Mel Gibson cada vez mais contra a Igreja e o Papa

Enredado em movimentos tradicionalistas

Ator Mel Gibson cada vez mais contra a Igreja e o Papa

São visíveis na Igreja Católica dos Estados Unidos da América, em especial nos últimos anos, movimentações de setores conservadores e tradicionalistas que, embora não assumindo o cisma, se comportam objetivamente como cismáticos. São numerosas as organizações que contam com o apoio de figuras de projeção mediática e que ostensivamente denigrem o Papa e uma parte dos bispos do seu país. Um nome aparece cada vez mais como elemento comum e de suporte: Carlo Maria Viganò, o arcebispo que foi núncio em Washington e que exigiu, em 2018, a demissão do Papa Francisco. Mais recentemente, outra figura de grande projeção pública que vem surgindo nestas movimentações é a do ator e realizador Mel Gibson.

Fale connosco

Pin It on Pinterest

Share This