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Desmatamento Amazónia.900km a sudeste de Manaus-2 - cópia

Desflorestação da Amazónia bate recordes durante confinamento

| 12/05/2020

Desflorestação da Amazónia bate recordes durante confinamento

by | 12 Mai 20

Desmatamento Amazónia.900km a sudeste de Manaus-2 - cópia

Desmatamento 900 quilómetros a sudeste de Manaus, Amazónia. Foto © Gerard Moss/Projecto Brasil das Águas-2006.

 

A floresta da Amazónia brasileira continua a desaparecer a um ritmo vertiginoso e acaba de ser batido mais um recorde: entre janeiro e abril, foi desflorestada uma área total de 1.200 km2, equivalente a cerca de metade do Luxemburgo, o que representa um aumento de 55% em relação ao mesmo período do ano passado. O Presidente Jair Bolsonaro ordenou que as Forças Armadas fossem esta segunda-feira, 11 de maio, para o terreno, com o objetivo de combater o avanço da desflorestação e evitar incêndios.

Os alertas têm chegado diariamente a partir das imagens obtidas em tempo real pelo sistema de deteção Deter-B, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as quais indicam que, só durante o mês de abril, foram emitidos sinais de alerta em 405,6 km2 nos estados da chamada Amazónia Legal. Este aumento da desflorestação coincide com o período de adoção de medidas de confinamento para conter a pandemia de covid-19, e é o maior registado desde 2015, data em que se iniciaram as observações mensais, noticiou o jornal francês La Croix.

Segundo a ONG Greenpeace, a desflorestação tem avançado particularmente em terras indígenas. Nos primeiros quatro meses de 2020, os alertas em áreas de proteção cresceram 59%, em comparação com o mesmo período do ano passado, colocando em risco a saúde daqueles povos, cada vez mais expostos ao novo coronavírus.

 

Papa apoia um milhão de árvores para África

No domingo, 10, após a oração do Regina Coeli, o Papa Francisco saudou uma iniciativa de reflorestação, desta feita em África, levada a cabo pelos jovens “Laudato Si’ Árvores”.

Este grupo irá plantar pelo menos um milhão de árvores na região do Sahel, fortemente afetada pela seca, para integrar a “Grande Muralha Verde de África”. O Papa recordou assim os 40 anos da primeira visita de João Paulo II àquele continente, que se iniciou a 10 de maio de 1980, e apelou a que “muitos possam seguir o exemplo de solidariedade destes jovens”.

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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