Vacina covid-19

Desigualdade no acesso dificulta recuperação dos países mais pobres

| 29 Jul 21

Ministra da Saúde do Malawi, Chrissy Kanyasho, com Diana Chikuwa, da UNICEF, ao receber 192 mil doses da vacina Astra Zeneca doada pelo governo francês. Foto © Unicef/Moving Minds

 

África teve uma queda de 1,7% de novos casos da covid-19 na última semana, com o continente a registar quase 282 mil infetados durante esse período. Os dados foram revelados pela diretora regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para África, citada pelo portal das Nações Unidas, Matshidiso Moeti, que, no entanto, afirmou aos jornalistas, em Brazzaville, que “não se deve ter ilusões, porque a terceira onda não chegou ao fim na região”.

Os dados recentes apontam para uma melhoria, mas que de nada servirá, considerando a desigualdade no acesso das populações às vacinas, já que “muitos países ainda estão em risco de alcançar o pico da terceira onda, com as celebrações, esta semana, da festa muçulmana do Eid”, avisa.

Entre os maiores desafios apontados pela OMS está a distribuição de vacinas. O aumento deve ser entre cinco a seis vezes mais rápido que o atual, para cumprir a meta de imunizar 10% da população de risco até ao final de setembro. Moeti lembrou que, para cada pessoa vacinada num país africano, um país desenvolvido vacina 62 pessoas, o que cria ume enorme desigualdade.

Para ilustrar o atraso do continente na imunização, Moeti disse que apenas 20 milhões de africanos estão totalmente vacinados, o que corresponde a 1,5% da população africana. Apenas 1,7% dos 3,7 mil milhões de doses administradas globalmente foram para a África. A região deve receber 500 milhões de doses ainda este ano através do mecanismo Covax, liderado pela OMS e parceiros, mas esta responsável avisa que os países da região “devem melhorar a sua prestação com esforços para aumentar a aceitação, expandir as operações, investir em custos operacionais e lidar com a confiança nas vacinas”.

Estas percepções foram confirmadas recentemente pelo Painel Global para a Equidade na Vacinação covid-19, uma iniciativa conjunta do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), da OMS e da Escola de Governo Blavatnik da Universidade de Oxford, que combina as informações mais recentes sobre a vacinação covid-19 com os dados socioeconómicos mais recentes para ilustrar que acelerar a equidade na distribuição da vacina não é apenas crítico para salvar vidas, mas também para conduzir a uma recuperação mais rápida e justa da pandemia com benefícios para todos.

“Em alguns países mais pobres, menos de um por cento da população é vacinada – isso está a contribuir para uma recuperação a dois ritmos da pandemia de covid-19”, disse o administrador do PNUD, Achim Steiner. “É hora de uma ação coletiva rápida – este novo Painel de Equidade de Vacinação covid-19 fornecerá aos governos e organizações internacionais percepções exclusivas para acelerar a entrega global de vacinas e mitigar os impactos socioeconómicos devastadores da pandemia”, garantiu este responsável.

“A desigualdade da vacina é o maior obstáculo do mundo para acabar com esta pandemia e recuperar da covid-19”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde. “Economicamente, epidemiologicamente e moralmente, é do interesse de todos os países usar os dados mais recentes disponíveis para disponibilizar vacinas que salvam vidas a todos.”

 

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