Funeral de Emília Castro

“Deus é a única certeza que temos na vida”

| 24 Mai 2022

Fotografia de perfil do Facebook de Emília Castro.

Fotografia de perfil do Facebook de Emília Castro.

Numa das últimas conversas que tive com a Emília Castro, uma das três vítimas mortais no acidente, no passado sábado, na A1, a caminho do Santuário de Fátima, ela repetiu uma das frases que mais usava: “Deus é a única certeza que temos na vida.” Falávamos sobre a catequese, sobre a dificuldade em trabalhar com adolescentes, da Igreja, da família e do trabalho. A pandemia que nos afastou de tudo e de todos e que de como era bom estar a voltar “ao normal”. 

A Mila, mulher de gargalhada inesquecível, de abraços, de afetos e de Fé. Sem grandes estudos académicos, aprendeu por conta própria música, teologia, filosofia, psicologia e muitas outras ciências. “Os livros estão por aí à espera de ser lidos”, dizia.

Entre o trabalho na fábrica têxtil (fazia o turno da noite com o marido), a catequese, o ensaio da grupo coral e a família, a Mila ainda tinha tempo e vontade para ajudar a organizar viagens a Fátima. No sábado, de Figueiredo, em Guimarães, partiram três autocarros cheios de pessoas para rezar à Virgem. No autocarro acidentado, onde também viajavam o marido, uma irmã e outros familiares, a minha Amiga Emília, sentada junto ao motorista para ter acesso ao microfone do autocarro, tinha acabado de rezar o terço e de fazer a Consagração a Nossa Senhora. Morreu segundos depois. 

Ao falar com um familiar muito próximo, sinto que o facto de ela ter partido depois de ter rezado a Nossa Senhora, dá paz a quem mais a ama. De facto, pensando bem, se “Deus é a única certeza que temos na vida”, a morte não poderia ter sido de outra forma.

O funeral é esta quarta-feira, dia 25, pelas 18h30, na Igreja de S. Paio de Figueiredo, em Guimarães.

 

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Na Calábria, com Migrantes e Refugiados

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Estou na Calábria com vista para a Sicília e o vulcão Stromboli ao fundo. Reunião de Coordenadores das Redes Internacionais do Graal. Com uma amiga mexicana coordeno a Rede de Migrantes e Refugiados que abrange nada mais nada menos que 10 países, dos Estados Unidos, Canadá e México às Filipinas, passando por África e o sul da Europa. Escolhemos reunir numa propriedade de agroturismo ecológico (Pirapora), nas escarpas do mar Jónio, da antiga colonização grega. Na Antiguidade, o Mar Jónico foi uma importante via de comércio marítimo, principalmente entre a Grécia e o Sul da Itália.

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