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Livro O que o coração une o mar não separa. Foto Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima
Os testemunhos reunidos no livro dão voz a quem entre 2015 e 2025 se dispôs a servir em Timor-Leste. Foto © Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima

Apresentado em Fátima

Dez anos de voluntariado em Timor-Leste partilhados num livro

| 14/10/2025

O que o coração une, o mar não separa (ou, em tétum, língua nacional de Timor-Leste: Fuan Ne’Ebe Halibur Tasi La Hafane) é o título do livro que acaba de ser apresentado pela Fundação das Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima em Timor. A obra pretende homenagear a dedicação dos voluntários que ao longo dos últimos dez anos participaram na missão da congregação religiosa naquele país, contando com os testemunhos de muitos deles.

“Pareceu-me interessante partilhar com as pessoas o sentido do voluntariado na missão ad gentes, que é muito diferente do voluntariado que se faz, por exemplo, em instituições do país onde se vive. Aqui, as pessoas deixam a sua vida, as suas responsabilidades, muitas vezes o seu trabalho, para se dedicarem ao voluntariado longe de casa e dos seus”, sublinha a irmã Cristina Macrino, presidente da Fundação das Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima em Timor e coordenadora do projeto editorial, em comunicado enviado ao 7MARGENS.

Os testemunhos reunidos no livro dão voz a quem entre 2015 e 2025 se dispôs a servir em Timor-Leste: médicos, enfermeiros, psicólogos, professores, entre outros profissionais, alguns por períodos longos, outros com estadias mais curtas, mas “todos unidos pelo espírito de entrega e gratuidade que o livro reflete”.

Para a irmã Cristina Macrino, a escolha do autor do prefácio é também significativa: “Convidei o senhor ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Timor-Leste, Bendito Freitas, porque sempre demonstrou grande apreço por este voluntariado e gratidão por aqueles que chegam a Timor com esta missão. É uma pessoa sensível a este gesto e, por isso, quisemos dar-lhe esse destaque”.

No prefácio, o ministro timorense enaltece o trabalho da congregação religiosa feminina e sublinha o que mais o tocou nos testemunhos dos voluntários: “a constatação de que todos, sem exceção, sentem que, na sua experiência individual de voluntariado, receberam muito mais do que aquilo que ofereceram”.

Ao ler a obra, Bendito Freitas apreciou particularmente a forma como os voluntários descrevem o país que os acolhe: “Timor-Leste, Memo em particular, aparece pintado neste livro com tons de intensa alegria. Vejo que quem chega pela primeira vez consegue decifrar a cor dos sorrisos, da resiliência, dos abraços e dos olhares profundos (assim descritos) do povo timorense”.

O livro contou com o apoio à sua publicação da associação de solidariedade social Mercado dos Santos, sediada em Matosinhos e presidida por Marisa Barroca, também ela voluntária desta missão em Timor-Leste. “Foi a Marisa Barroca quem angariou os contentores e assegurou grande parte do financiamento para o laboratório de análises clínicas e para o pátio multiusos do centro social inaugurados este verão”, destaca a irmã Cristina Macrino.

A Congregação das Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima é uma instituição religiosa de direito canónico fundada há quase cem anos, em 6 de janeiro de 1926, pelo venerável padre Manuel Nunes Formigão. Atualmente, está presente em Portugal, Angola, Moçambique e Timor, com trabalho e missão nas áreas da Pastoral, Educação e Saúde. A missão em Timor é a mais recente da Congregação, iniciada em outubro de 2011.

 

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