Francisco preside aos ritos pascais

Dez anos depois, o Papa regressa à prisão de Casal del Marmo para lavar os pés a jovens reclusos

| 4 Abr 2023

papa francisco durante o rito do lava-pés, na prisão juvenil de Casal del Marmo, em 2013, foto Vatican Media

Em 2013, Francisco lavou os pés a doze jovens reclusos, dez rapazes e duas raparigas de diferentes nacionalidades e confissões, que se encontravam na prisão de Casal del Marmo, na periferia de Roma. Foto © Vatican Media.

 

Menos de uma semana após ter tido alta do hospital na sequência de uma infeção respiratória, o Papa irá presidir às celebrações pascais. Na manhã desta quinta-feira, 6 de abril, celebrará a Missa Crismal e à tarde a Missa da Ceia do Senhor, com o tradicional rito do lava-pés, que decorrerá no mesmo local que escolheu há dez anos, 15 dias após a sua eleição: a prisão juvenil de Casal del Marmo, em Roma.

Nessa Quinta-feira Santa de 2013, muitos ficaram surpreendidos com a decisão do Papa recém-eleito: cancelar a celebração solene da Última Ceia na Basílica de São João de Latrão, em Roma,  para celebrá-la numa prisão. Mas Francisco fez questão de manter um hábito que já tinha enquanto arcebispo de Buenos Aires, e em todos os anos que se seguiram continuou a celebrar a Quinta-feira Santa em locais que chamou de “periferias existenciais”: prisões, centros para refugiados, instalações de acolhimento e cuidado aos doentes ou jovens em dificuldades.

Há dez anos, trocou então o centro pela periferia de Roma, e nessa Missa da Ceia do Senhor  lavou os pés a doze jovens reclusos, dez rapazes e duas raparigas de diferentes nacionalidades e confissões. “Lavar os pés significa que devemos ajudar-nos uns aos outros”, disse-lhes então, explicando o seu gesto. “É meu dever como padre e como bispo estar ao vosso serviço”, acrescentou. “Mas é um dever que vem do meu coração: eu amo-o. Adoro fazer isto porque o Senhor assim me ensinou”. Depois, expressou o convite que nos anos seguintes reiterou às novas gerações: “Não deixai que a esperança vos seja roubada”. Um convite que irá agora renovar, dez anos depois da sua eleição.

No dia seguinte, Sexta-feira Santa, 7 de abril, o Papa presidirá a duas celebrações: a Paixão do Senhor, pelas 16 horas (hora de Lisboa), na Basílica de São Pedro, e a Via-sacra, às 20h15, no Coliseu de Roma.

No Sábado Santo, dia 8 de abril, Francisco celebrará a Missa da Vigília Pascal, novamente na Basílica de São Pedro, a partir das 18h30.

Já no Domingo de Páscoa, a partir das 9 horas de Lisboa, o Papa vai presidir à missa na Praça de São Pedro. Em seguida, do balcão central da Basílica de São Pedro, a partir das 11 horas, Francisco dará a bênção “Urbi et Orbi” por ocasião da Páscoa.

Todas as celebrações serão transmitidas em direto, com comentários em português, pela Rádio Vaticano e no canal do YouTube do Vatican News.

 

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Breves

 

O regresso da sombra da escravidão

O regresso da sombra da escravidão novidade

Vivemos um tempo de grande angústia e incerteza. As guerras multiplicam-se e os sinais de intolerância são cada vez mais evidentes. A fim de ser concreta também a nossa Quaresma, o primeiro passo é querer ver a realidade. O direito internacional e a dignidade humana são desprezados. [O texto de Guilherme d’Oliveira Martins]

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This