Dezanove padres suspensos na Colômbia por suspeitas de participação em rede de abusadores

| 9 Abr 21

Catedral de Bogotá, Colômbia

Catedral de Bogotá: o arcebispo da diocese da capital reconhecera em Março de 2019 que a Igreja conhecia mais de 100 casos de abusos sexuais no país. Foto © Luisalvaz/Wikimedia Commons

 

Dezanove padres colombianos suspeitos de terem cometido abusos sexuais e que teriam uma rede organizada entre a Colômbia, Itália e Estados Unidos foram suspensos do seu ministério. A decisão foi tomada na sequência de uma queixa apresentada por uma testemunha que agora está sob protecção judicial, segundo a emissora colombiana Rádio Caracol.

Quinze dos padres foram suspensos pelo arcebispo de Villavicencio e presidente da Conferência Episcopal, Óscar Urbina, uma decisão que terá sido tomada já a 16 de Março, mas só esta semana foi conhecida. Numa acção sem precedentes no país, como refere o jornal Kairos, outros quatro foram também suspensos em dioceses diferentes, mas todos integravam a rede.

Em comunicado, a diocese de Villavicencio fez saber que, a 14 de Fevereiro de 2020, um cidadão colombiano denunciou ao organismo competente a existência de factos “contra a moralidade sexual de alguns” clérigos da diocese, o que o arcebispo lamenta. A diocese colocou-se, entretanto, à disposição das autoridades enquanto decorre o processo canónico e o processo penal.

O homem que denunciou os factos está entretanto a ser acompanhado ao nível psico-espiritual, assegurando a diocese que a prioridade são as vítimas. Por seu lado, o arcebispo Urbina disse à Rádio Caracol que os padres suspensos representam 15% do clero da cidade. A eles foi aplicada a “tolerância zero para o abuso sexual por parte dos clérigos”, conforme as directrizes do Papa.

Ruben Salazar, arcebispo de Bogotá, a diocese da capital, reconhecera já em Março de 2019 que a Igreja tem conhecimento de mais de 100 casos de abusos sexuais na Colômbia, embora não tenha especificado as idades das vítimas nem o período em que foram cometidos.

A denúncia dos factos terá sido decidida pela vítima depois de ter lido o livro do jornalista Juan Pablo Barrientos, Dejad que los niños vengan a mí (“Deixai que as crianças venham até mim”), de 2019. Nele revelava vários casos presumidos de abuso por parte de vários padres.

De acordo com o El País, o jornalista recebeu entretanto 200 denúncias de novas vítimas e algumas delas já estarão a ser investigadas.

 

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