Guerra da Ucrânia

Diálogo entre Papa e Cirilo “muito difícil”

| 9 Ago 2022

Papa Francisco em videoconferência com patriarca cirilo a 16 março 2022 foto facebook de antonio spadaro sj

Papa Francisco em videoconferência com patriarca Cirilo, a 16 de março de 2022. Agora, um eventual encontro está afastado. Foto do Facebook de Antonio Spadaro sj.

 

O diálogo entre o Papa e o patriarca Cirilo está cada vez mais difícil, admitiu o secretário de Estado da Santa Sé, Pietro Parolin. Previsto para o passado mês de junho, e a realizar-se em Jerusalém, Parolin garante que o encontro entre Francisco e Cirilo “foi suspenso porque não se chegou a um entendimento”, descreveu em entrevista à revista geopolítica italiana Limes, citado pela Vida Nueva Digital.

“O maior desejo do Papa e, portanto, a sua prioridade, é que através das suas viagens possamos atingir um benefício concreto”, apontou o cardeal Parolin.

Nesse sentido, a intenção do Papa de viajar até Kiev visa “trazer conforto e esperança” às populações afetadas pela guerra. E Francisco também estava, de acordo com Parolin, disposto “a ir a Moscovo se as condições fossem realmente úteis para alcançar a paz”. No entanto, o diálogo entre o Vaticano e a Rússia está a tornar-se “mais difícil”. “Avança em pequenos passos”, notou o cardeal responsável pelas relações externas da Santa Sé. Esse diálogo “vive fases flutuantes”, mas ainda “não parou”. destacou.

Uma paz duradoura

O que está para já descartado é o encontro que ocorreria em Jerusalém, previsto para junho passado, entre Francisco e Cirilo, pois, como explicou Parolin, “não teria sido alcançado um entendimento e o peso da guerra em curso tinha-o condicionado em demasia”.

O problema, adianta o cardeal, é o que não se consegue antecipar no futuro. “Acho que ainda não somos capazes de prever ou calcular as consequências do que está a acontecer”, reconheceu. “Milhares de mortes, cidades destruídas, milhões de pessoas deslocadas, o ambiente natural devastado, o risco de fome por falta de trigo em muitas partes do mundo, a crise energética”, descreveu Parolin, convicto de que “a única resposta possível, o único caminho viável, a única perspetiva viável é parar as armas e promover uma paz justa e duradoura”.

 

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Reconhecendo que o contexto da Igreja universal “é caracterizado pela descredibilização do clero provocada por diversas crises, pela redução do número de vocações ao sacerdócio ministerial e pela situação sociológica de individualismo e de crescente indiferença perante a questão vocacional”, os representantes do Clero diocesano de Angra (Açores) defendem o incremento da “pastoral vocacional assente na comunidade, sobretudo na família e no testemunho do padre”.

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