Diários de quarentena (31): Por que não pontos de situação do âmbito social? (e uma homenagem com música aos que curam feridas)

| 16 Abr 20

Pontos de situação do âmbito social?

Diariamente, o Ministério da Saúde faz o ponto de situação da covid-19 no país; pelo contrário, não existe informação regular acerca da situação social. A insuficiência de rendimentos, com ou sem pobreza anterior, a dependência (resultante de doença grave, idade avançada, deficiência ou acidente incapacitantes…), o isolamento sem companhia, a falta de habitação condigna, a violência doméstica… são realidades que a pandemia está a agravar e que, publicamente, quase não existem. Aliás, nunca se instituiu a difusão regular de informação estatística relativa ao atendimento social que acontece diariamente em todo o país. E, muito embora o atual contexto limite os contactos diretos, a verdade é que as diferentes prestações de serviços sociais, incluindo o atendimento, vão prosseguindo; e nada impede o seu tratamento estatístico e a sua difusão. Aliás, o distanciamento físico torna mais imperiosa a aproximação social através de novos tipos de presença, comunicação e compromisso com outrem e com o bem comum.

O ponto de situação social, nesta fase, poderia ser apenas semanal e incluir a informação disponível sobre os problemas de maior gravidade, com vista às respetivas soluções.

A Rede Social, aflorada numa recente reflexão, poderia funcionar como espaço privilegiado para o primeiro tratamento da informação social, em cada localidade, concelho e a nível nacional; com tal informação, a «Rede» adequaria melhor a sua atividade e congregaria as inúmeras iniciativas que vêm surgindo por toda a parte. No entanto, com ou sem «Rede», impõe-se que sejam abrangidos todos os casos sociais, sem nenhuma exclusão, e que seja promovida a mobilização do maior número possível de pessoas, instituições e recursos; particularmente, impõe-se que não fiquem excluídas as situações mais graves.

Acácio Catarino, consultor social

Uma homenagem a quem cura feridas

Joao Pedro Venâncio, aluno do 9º ano de Educação Moral e Religiosa do Agrupamento de Escolas Abade de Baçal (Bragança) toca a banda sonora original do filme “A Missão” e explica o sentido de executar esta música durante a quarentena relacionada com a covid-19.

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