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Carta pastoral do arcebispo

Diocese de Braga retoma assembleias sinodais

| 14/09/2022

José Cordeiro, Braga

O arcebispo de Braga, José Cordeiro, pretende que a sinodalidade se vá desenvolvendo em toda a vida da Igreja arquidiocesana. Foto © DACS/Braga.

 

A Arquidiocese de Braga tem já marcada uma segunda assembleia sinodal para dar continuidade a alguns aspetos da síntese diocesana. Terá lugar em Guimarães, em 26 de novembro próximo. A confirmação acaba de surgir na primeira carta pastoral do arcebispo José Cordeiro, na qual a sinodalidade é, precisamente, o ponto mais destacado.

O arcebispo cita a equipa sinodal diocesana, que considera que o objetivo principal da primeira fase do Sínodo sobre a Sinodalidade foi alcançado: “infundir nas comunidades e realidades eclesiais este espírito de sinodalidade”, na expetativa de que ele se prolongue no tempo. “Algumas sínteses referem mesmo a vontade de repetirem os encontros sinodais”, sublinha-se.

José Cordeiro cita do Papa Francisco uma passagem significativa da exortação apostólica Evangelii Gaudium (n. 27): “Sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais à evangelização do mundo atual que à auto preservação”.

Prosseguindo uma associação entre sinodalidade e proximidade, patente na parábola do samaritano, que já vinha do anterior arcebispo Jorge Ortiga, José Cordeio afirma o desejo de que essa sinodalidade se vá desenvolvendo em toda a vida da Igreja arquidiocesana – órgãos de consulta, departamentos, serviços, unidades pastorais, paróquias, movimentos, comunidades de vida consagrada e piedade popular.

A proximidade passará ainda, afirma o responsável pela diocese de Braga, por, dentro das “possibilidades e limitações” escutar também “outras realidades da pastoral antropológica e territorial: sociais, políticas, económicas e culturais”, assim como “outras pessoas que raramente são ouvidas: os pobres, os reclusos, os vulneráveis, os excluídos, os migrantes, as pessoas portadoras de deficiência, as minorias étnicas e as outras periferias existenciais que são invisíveis na cidade, na vila ou na aldeia”.

A carta pastoral dedica um segundo ponto ao envolvimento da diocese na Jornada Mundial da Juventude, sem estabelecer qualquer conexão com o processo sinodal, referindo particularmente três momentos especiais: a peregrinação dos símbolos da Jornada, de 28 de janeiro a 29 de fevereiro de 2023, que será acompanhada pelos bispos; o acolhimento de jovens de outras dioceses do mundo, de 26 a 30 de julho seguinte; e a participação na Jornada em Lisboa, de 1 a 6 de agosto.

Os restantes pontos são dedicados, entre outros aspetos, ao ano litúrgico que passa a coincidir com o ano pastoral; às visitas pastorais, que se iniciarão em 27 de novembro próximo (e incluirão uma visita à Paróquia de Ócua na Diocese de Pemba, em Moçambique, que está sob a responsabilidade de agentes de pastoral de Braga); à escuta e à formação (retomando alguns pontos da síntese diocesana e sugerindo a criação de um dia [semanal?] de escuta, a cargo de um membro dessa comunidade).

 

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