
Sé de Setúbal: olhar os desafios da atualidade e preservar a memória são as ideias principais do Jubileu. Foto © Diocese de Setúbal
Prosseguir com o projeto de evangelização em chave missionária perante os novos desafios da atualidade e preservar a memória da diocese são os grandes objetivos que norteiam as comemorações do ano jubilar da Diocese de Setúbal, que se inicia nesta terça-feira, 16, e se prolonga até daqui a um ano.
“Queremos proporcionar um elenco de jubileus diocesanos, que no calendário não coincidem com os jubileus em Roma, envolvendo todas as pessoas das várias idades, pastorais e realidades dentro e fora da igreja”, refere uma nota de imprensa da diocese enviada ao 7MARGENS. “Queremos peregrinar. O Papa Francisco concedeu à igreja de Setúbal quatro igrejas jubilares: a catedral, o real Santuário de Nossa Senhora da Atalaia, o Santuário Nacional de Cristo Rei e o Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel. Vamos propor um “passaporte do peregrino” que proporcione a peregrinação a estes lugares, obtendo a indulgência plenária concedida pela Santa Sé”, acrescenta o documento.
Decorrerá, por exemplo, uma peregrinação a Fátima, em novembro deste ano e a Santarém, em abril de 2025, já que ambas as dioceses foram criadas na mesma altura. A nível internacional, haverá peregrinações até Santiago de Compostela em setembro de 2025 e a Roma em dezembro de 2025.
A Diocese tem também programada uma parceria com a Academia Portuguesa da História com o objetivo de “organizar estudos históricos sobre a história geral da península de Setúbal” e um projeto para a elaboração de um livro infanto-juvenil acerca da história da diocese.
Já está disponível, de igual modo, o novo sítio digital da diocese , no qual poderão ser encontradas todas as informações relativas ao Jubileu, como horários das missas, questões e respostas sobre sacramentos, notícias sobre a vida da diocese e artigos de opinião.
O início das celebrações é nesta terça-feira, 16, com uma eucaristia de Te Deum (ação de graças), na Sé de Setúbal, às 21h, presidida pelo cardeal Américo Aguiar, bispo da diocese.
A Diocese de Setúbal foi criada a 16 de julho de 1975 pelo Papa Paulo VI com a bula Studentes Nos, nomeando o seu primeiro bispo, Manuel da Silva Martins, até então vigário-geral da Diocese do Porto. O território da nova Diocese sadina compunha-se de 36 paróquias, tendo recebido quatro paróquias da arquidiocese de Évora: três que se encontravam já no concelho do Montijo e a da Comporta. A estas 40 organizadas em quatro vigararias, foram-se acrescentando outras, havendo atualmente 57 paróquias e 7 vigararias.










