Diocese de Tóquio faz campanha contra desperdício de água

| 20 Set 20

Palácio Imperial. Tóquio. Água. Rio. Fonte

Fonte de água e rio junto do palácio Imperial em Tóquio. Foto © bjornman/Wikimedia Commons

 

A arquidiocese de Tóquio (Japão) lançou uma campanha para que cada pessoa assuma a responsabilidade de poupar e proteger a água, que tantas vezes é “maltratada, poluída e desperdiçada”, colocando em perigo “a sobrevivência e a saúde dos seres humanos”.

“Quando estiver com sede, encha um copo de água até metade e beba. Se for necessário, acrescente mais água.” Um pequeno gesto, aparentemente banal, mas que ajuda a não desperdiçar a nossa “fonte de vida”, diz o apelo da campanha, referida pelo Vatican News.

A arquidiocese preparou mesmo um subsídio litúrgico dedicado ao tema “água, fonte da vida”, que foi divulgado neste mês de Setembro, e que se inspira no documento Aqua fons vitae, do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, divulgado em Março, por ocasião do Dia Mundial da Água, referido na ocasião pelo 7MARGENS.

Nesse texto do Vaticano, os fiéis são convidados à oração e à acção concreta pela salvaguarda dos recursos hídricos, focalizada na protecção da vida em todas as suas formas.

O guião preparado na diocese da capital japonesa propõe pequenos gestos quotidianos, sublinha o valor da “promoção da paz” que a água possui, por ajudar a “uma maior coesão social” convida ao debate sobre a importância de economizar água, sugere visitas a instalações de depuração e distribuição e diz que os recursos hídricos não podem ser possuídos, saqueados, administrados, consumidos e trocados, pois são “um elemento essencial de todas as formas de vida”. Nesse sentido, apela ainda aos cristãos a que se informem sobre a questão da privatização da água e contesta a “privatização do mar, realizada em benefício exclusivo dos grandes agentes económicos” – e que é considerada como “predação do mar”.

Os católicos são ainda convidados a verificar se não há desperdício de água nas suas casas. O texto recorda: “Cerca de dois mil milhões de pessoas no mundo ainda não têm água potável suficiente porque as nascentes estão muito distantes ou muito poluídas” e isso ameaça fortemente sua saúde.

 

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