Relatório contundente da Amnistia Internacional

Direitos humanos: relatos sobre Arábia Saudita contradizem discursos oficiais

| 4 Ago 21

Amnistia Internacional, direitos humanos, Índia, UE

A Amnistia Internacional denuncia situações que considera graves na Arábia Saudita. Foto © Amnistia Internacional – Portugal.

 

Em meados de 2021, “quase todos” os defensores dos direitos humanos, ativistas dos direitos das mulheres, jornalistas independentes, escritores e ativistas da Arábia Saudita “tinham sido detidos arbitrariamente, libertados condicionalmente, silenciados e proibidos de viajar ou enfrentaram julgamentos injustos prolongados, no Tribunal Criminal Especial (TCE)”. A denúncia vem da Amnistia Internacional em relatório divulgado esta terça-feira, 3, a que o 7MARGENS teve acesso.

A organização nota que, nos meses em que às autoridades sauditas coube a presidência do G20, que culminou na cimeira de novembro de 2020, as perseguições e condenações foram reduzidas. Passada essa fase, no entanto, “os julgamentos punitivos de defensores dos direitos humanos e outros dissidentes”, incluindo o uso da pena de morte, foram retomados.

Concretizando, a Amnistia Internacional sublinha que durante a presidência da Arábia Saudita do G20 a queda das execuções foi da ordem dos 85 por cento. Porém, só em dezembro de 2020 nove pessoas foram condenadas à morte e outras 40 executadas de janeiro a julho deste ano.

A organização documentou os casos de 64 indivíduos processados ​​por exercerem os seus direitos à liberdade de expressão, associação e reunião: 39 encontram-se atualmente presos, enquanto os restantes foram recentemente libertados em regime de liberdade condicional, após cumprirem as suas penas ou aguardam julgamento por acusações relacionadas com a liberdade de expressão e ativismo no campo dos direitos humanos.

Na maioria dos casos, o TCE proferiu sentenças “após julgamentos grosseiramente injustos, marcados por detenção em regime de incomunicação e confinamento solitário de longos meses, sem acesso a representação legal durante a detenção, durante o interrogatório e mesmo durante o julgamento”. Por outro lado, os tribunais mostram confiar, sem questionar, em ‘confissões’ extraídas por meio de tortura – em muitos casos, levando a uma sentença de morte com base em tais ‘confissões’.

A realidade desses julgamentos “contrasta fortemente com os anúncios de reformas legais, feitos recentemente pelo príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman”, de que a Arábia Saudita estaria a adotar novas leis e a reformar as existentes, a fim de “preservar direitos, apoiar os princípios de justiça, aplicar regras de transparência, proteger os direitos humanos e alcançar um desenvolvimento abrangente e sustentável”.

Dado o contraste entre as declarações políticas e o que se passa no plano dos direitos humanos, a Amnistia Internacional diz-se “seriamente preocupada” com a situação geral neste campo, no país.

“Os planos da Arábia Saudita para reformas legislativas e de direitos humanos não significam nada enquanto continuarem as execuções, julgamentos injustos e punição implacável de defensores dos direitos humanos, ativistas e jornalistas”, adverte a ONG.

Nesta sequência, o diretor adjunto para o Médio Oriente da Aministia Internacional, Lynn Maalouf, deixa o pedido: “Instamos o Conselho de Direitos Humanos da ONU a estabelecer um mecanismo de monitorização e de registo sobre a situação dos direitos humanos na Arábia Saudita”.

 

Escutar todos, com horizontes para lá das “fronteiras” da Igreja

Inquérito sobre o Sínodo

Escutar todos, com horizontes para lá das “fronteiras” da Igreja novidade

O Papa observava, no encontro sinodal com a sua diocese de Roma, no último sábado, 18, que escutar não é inquirir nem recolher opiniões. Mas nada impede que se consultem os cristãos sobre as “caraterísticas e âmbito” que “entendem dever ter a escuta que as igrejas diocesanas são chamadas a realizar, desde 17 de outubro próximo até ao fim de março-abril de 2022. Era esse o terceiro ponto da consulta feita pelo 7Margens, cujas respostas damos hoje a conhecer.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Nova estratégia de combate ao antissemitismo será apresentada em outubro

União Europeia

Nova estratégia de combate ao antissemitismo será apresentada em outubro novidade

A União Europeia (UE) deverá divulgar, no próximo mês de outubro, uma “nova estratégia de combate ao antissemitismo e promoção da vida judaica”. A iniciativa surge na sequência da disseminação do racismo antissemita em inúmeros países da Europa, associada a teorias da conspiração que culpabilizam os judeus pela propagação da covid-19, avançou esta quarta-feira, 22, o Jewish News.

Livrai-nos do Astérix, Senhor!

Livrai-nos do Astérix, Senhor! novidade

A malfadada filosofia do politicamente correcto já vai no ponto de apedrejar a cultura e diabolizar a memória. A liberdade do saber e do saber com prazer está cada vez mais ameaçada. Algumas escolas católicas do Canadá retiraram cerca de cinco mil títulos do seu acervo por considerarem que continham matéria ofensiva para com os povos indígenas.

A dança dos bispos continua em Leiria e Braga

João Lavrador deixa Açores para Viana

A dança dos bispos continua em Leiria e Braga

Com a escolha de João Lavrador para a sede vacante de Viana fica agora Angra sem bispo. Mas Braga já está à espera de sucessor há dois anos, enquanto em Leiria se perspectiva a sucessão talvez até final do ano. Há bispos que querem sair de onde estão, outros não querem alguns para determinados sítios. “Com todas estas movimentações, é difícil acreditar que a nomeação de um bispo seja obra do Espírito Santo”, diz um padre.

Fale connosco

Pin It on Pinterest

Share This