"Erosão da pertença católica"

Disciplina de Moral perdeu mais de 122 mil alunos em dez anos

| 22 Jan 2024

Crianças na sala de aula de uma escola. Foto © Arthur Krijgsman Pexels

Ao mesmo tempo que tem perdido alunos católicos, a disciplina de EMRC conta com cada vez mais crianças e jovens de outras religiões. Foto © Arthur Krijgsman/Pexels

 

A disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) perdeu mais de 122 mil alunos numa década, e, no mesmo espaço de tempo, os professores passaram de 1.469 para 1.081. Os dados são do Ministério da Educação e foram revelados pelo jornal Público, numa reportagem publicada esta segunda-feira, 22 de janeiro (artigo exclusivo a assinantes).

Se no ano letivo de 2012/2013 eram 265.981 inscritos na disciplina nas escolas públicas do continente, em 2021/2022 esse número desceu para os 143.407. Um dos motivos para esta redução terá sido o facto de a escola pública ter perdido alunos em geral (havendo uma ligeira recuperação no último ano), mas, “à cabeça, estará uma erosão da pertença católica”, aponta a reportagem, explicando que “ainda que, segundo os Censos de 2021, 80,2% da população portuguesa se declare católica, há outros estudos que apontam para o crescimento dos que se dizem não-crentes ou crentes sem religião”.

A reportagem, que se centra numa escola de Moreira de Cónegos, no distrito de Braga, assinala ainda que, ao mesmo tempo que tem perdido alunos católicos, a disciplina de EMRC conta com cada vez mais crianças e jovens de outras religiões, devido à chegada de alunos estrangeiros. Nesta escola, além de católicos, há muçulmanos, budistas, hindus, evangélicos e mórmons.

Apesar de a disciplina levar o nome de Educação Moral e Religiosa Católica, a professora Mónica Barros, professora da disciplina há duas décadas, diz querer trazer sempre “uma perspectiva o mais global possível”, e esclarece: “a disciplina de Moral não é cidadania, não é moral, não é religião. É um bocadinho de tudo porque está tudo ligado”.

“As pessoas têm uma visão de que Moral é catequese. E não. Moral não é catequese. Não é fácil abordarmos a vida em diferentes perspectivas, por isso é que um professor de Moral tem de estar bem preparado ao nível de História, de Geografia, até das Ciências. Quando eles perguntam ‘mas a fé diz uma coisa e a ciência diz outra’, parece um caminho inconciliável, mas não, são caminhos que se complementam”, conclui, em entrevista ao Público.

 

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