País com 95% de muçulmanos sunitas

Discriminação por motivos religiosos a subir na Tunísia

| 1 Out 2023

Mais de 95% da população da Tunísia identifica-se como muçulmana sunita. Foto © IssamBarhoumi, CC BY-SA 4.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons.

Mais de 95% da população da Tunísia identifica-se como muçulmana sunita. Foto © IssamBarhoumi, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

 

Está a crescer na Tunísia, no Norte de África, o discurso de ódio contra minorias religiosas, segundo dados do Relatório Anual sobre Liberdade Religiosa publicado este ano, com incidência nos 12 meses de 2022.

O Relatório, que é produzido pela Associação Attalaki, dá conta de 122 casos de discriminação e de discurso de ódio, 55 dos quais cometidos contra indivíduos pertencentes a minorias religiosas.

No entanto, na legislação tunisina, “não existe uma definição clara do conceito de minorias, sejam elas étnicas, raciais, religiosas ou linguísticas”, segundo o estudo. 

A Constituição da Tunísia estabelece que “o Islão é a religião do Estado “, sem mencionar a situação de cidadãos que professem outras religiões e crenças. No entanto, a lei fundamental “preservou o direito à liberdade de consciência, de crença e de culto”, explica Rashed Massoud Hafnaoui, o presidente da Attalaki.

O site noticioso espanhol Protestante Digital cita este responsável, que considera que os casos documentados neste relatório “não refletem totalmente a realidade das minorias religiosas e a discriminação cometida contra elas”.

Entre as razões invocadas pelo responsável tunisino, está a “capacidade limitada de chegar aos grupos marginalizados e de documentar os casos de discriminação”. Mas aponta sobretudo “a falta de monitorização consistente e de recolha de dados oficiais para acompanhar o estatuto destas comunidades, que vivem à margem da lei e da sociedade, tornando-as altamente expostas à discriminação e às violações dos direitos”.

O presidente da Attalaki admite que mais de 95% da população tunisina se identifica como muçulmana sunita, ainda que o país não disponha de um recenseamento oficial das instituições religiosas.

O Relatório admite que a primeira minoria são os xiitas, com cerca de 100 mil pessoas. Os cristãos católicos chegam a 25 mil, mas são sobretudo residentes estrangeiros. Os cristãos evangélicos andam entre os três e os cinco mil e os judeus ente 1.500 e 2000.

As mulheres são, ainda segundo o Relatório anual, a maioria dos casos de discriminação religiosa registados. “Estas mulheres sofreram várias formas de maus-tratos, incluindo assédio sexual, coação psicológica, abuso e ameaças online, muitas vezes provenientes das suas próprias famílias e de plataformas de redes sociais”, sublinha Hafnaoui.

 

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Cruz Vermelha quer levar ajuda urgente às vítimas das cheias no Brasil

Apelo internacional

Cruz Vermelha quer levar ajuda urgente às vítimas das cheias no Brasil novidade

Com o objetivo de “aumentar a assistência humanitária às comunidades afetadas pelas devastadoras inundações no Rio Grande do Sul, no Brasil”, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) lançou um “apelo de emergência de cerca de oito milhões de euros”, anunciou a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), na última quarta-feira, 22 de maio.

A Dignidade da pessoa humana como prioridade

A Dignidade da pessoa humana como prioridade novidade

Na semana depois de Pentecostes é oportuno recordar a publicação da declaração Dignitas Infinita sobre a Dignidade Humana, elaborada durante cinco anos e divulgada pelo Dicastério para a Doutrina da Fé, pondo a tónica na dimensão universal, filosófica e antropológica, do respeito pela pessoa humana enquanto fator de salvaguarda dos direitos humanos, do primado da justiça e do reconhecimento de que todos os seres humanos como livres e iguais em dignidade e direitos.

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This