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Os restos mortais de São Francisco, em Assis. Foto: Direitos reservados.

Exposição pública até dia 22

Do corpo ocultado ao corpo exposto de Francisco de Assis

| 03/03/2026

Desde o dia 22 de fevereiro e até 22 de março decorre, na Basílica de São Francisco, em Assis, a exposição pública dos restos mortais do Poverello. Esta ostentação do que resta do “corpo” de São Francisco acontece no contexto das celebrações do oitavo centenário da morte do Santo (1226-2026). O evento, autorizado pelo Papa Leão XIV, tem gerado um enorme afluxo de peregrinos, que previamente tiveram de fazer “reserva” e que já apontam para uns 700.000 visitantes ao longo do mês.

O corpo do Santo que, logo após a sua morte, teve de ser escondido e permaneceu oculto e em lugar desconhecido por cerca de seis séculos é, pela segunda vez, mostrado aos devotos e curiosos.

 

Do corpo ocultado

Tudo começou na noite de 3 para 4 de outubro de 1226, quando Francisco foi visitado pela “irmã morte”. O seu corpo foi, então, guardado na igreja de San Jorge (Assis), onde permaneceu até 1230. A 25 de maio deste ano teve lugar a solene trasladação para a nova Basílica inferior, mandada construir por Frei Elias no local que era conhecido como a “Colina do Inferno” (por ser o local das execuções), passando, desde então, a nomear-se “Colina do Paraíso”.

São Boaventura deixou-nos uma curiosa descrição do corpo do santo, na hora da sua canonização e trasladação: finalmente, muitos puderam ver os sinais, até ali ocultos, do Amor deixados por aquelas seráficas feridas que dele fizeram um alter Christus. “Um espetáculo tão notável e tão extraordinário para todos os que o presenciaram”, confessa Boaventura (LM, XV).

Com medo de que a cidade rival viesse roubar ou desmembrar o corpo do Santo, para obter as preciosas relíquias, Frei Elias implementou medidas de segurança drásticas. O sarcófago, com o peso de 1500 quilos, ficou murado no coração da rocha sob o altar-mor, protegido por uma gaiola de ferro, lajes pesadíssimas ocultadas pelo betão. O segredo do local ficou tão bem guardado que o corpo permaneceu oculto e ignoto ao mundo durante praticamente seis séculos.

Após uma tentativa falhada em 1806 (devido à invasão napoleónica), o Ministro-Geral franciscano Giuseppe De Bonis obteve, em 1818, permissão do Papa Pio VII para retomar as pesquisas. Os trabalhadores laboraram durante 52 noites consecutivas, escavando um túnel de sete metros no betão e na rocha, ocultando o trabalho diurno para não incomodar nem chamar a atenção dos peregrinos.

A 12 de dezembro de 1818, às 22h, a luz de uma vela introduzida por uma pequena abertura revelou, finalmente, os restos mortais do Santo. Uma comissão de peritos declarou a autenticidade do corpo. Entre 1820 e 1824, foi construída a atual cripta para aí recolocar os restos mortais do Santo, de forma a permitir a veneração dos fiéis.

Em 1978 teve lugar a primeira exposição pública do que resta do corpo de S. Francisco, autorizada pelo Papa Paulo VI, após um novo reconhecimento oficial da parte da ciência e da Igreja.

Os peritos notaram que os ossos dos pés pareciam deformados, devido ao muito caminhar, mas sobretudo aos sofrimentos relacionados com os estigmas.

 

Retrato físico pouco atraente

São Francisco, Subiaco

A representação mais antiga de São Francisco, fresco na basílica de Subiaco.

A análise das ossadas condizia, no essencial, com o retrato físico que Tomás de Celano, primeiro biógrafo do Santo, nos dá:

“De média estatura, mais baixo que alto, cabeça regular e redonda, rosto um tanto comprido e saliente, testa plana e pequena, olhos regulares, negros e límpidos, cabelo escuro, sobrancelhas retilíneas, nariz equilibrado e afilado, orelhas sobressaídas mas pequenas, têmporas achatadas, língua pacifica­dora, ardente e penetrante, voz vibrante e doce, clara e sonora; dentes compactos, alinhados e brancos; lábios pequenos e finos; barba negra e rala, pescoço esguio, ombros direitos, braços curtos, mãos finas, dedos compridos, unhas acaneladas; pernas delgadas, pés pequenos, pele fina e enxuto de carnes. Vestia rudemente, dormia muito pouco e era extremamente generoso. Humilde como era, mostrava‑se manso com todos, a todos os feitios se acomo­dava. Sendo o mais santo de entre todos os santos, entre os peca­dores era como um deles” (1C 83).

São detalhes nada habituais nos retratos hagiográficos, que naturalmente nos transportam para o retrato pintado por Cimabue, na basílica inferior de S. Francisco, em Assis. O não menos famoso fresco que se conserva no mosteiro beneditino de Subiaco, pintado ainda em vida do Santo, tido, portanto, como o retrato fiel de Francisco, confirma a descrição física feita por Celano.

Numa sociedade e cultura em que a reputação e a virtude continuavam associadas à virilidade, e esta à aparência física, o “sucesso” de Francisco assinala uma radical inversão na antropologia espiritual.

O mais humilde dos santos, que nunca quis ser mais que os outros, continua a ser “o mais santo de entre os santos”, quando, pela avaliação do olhar humano, nada o fazia prever.

Do ponto de vista corporal não passava de um homem comum, sem nada de relevante ou atraente, no que toca ao aspeto físico. Não foi, pois, pelo fascínio da sua compleição física, nem pela beleza da sua fisionomia que o filho de Pedro Bernardone e Dona Pica atraiu as atenções do mundo.

Como é que um ser humano de aspeto tão insignificante, interpelou tanta gente e revolucionou o seu e o nosso mundo?

Cimabue, Francisco de Assis

Cimabue, Francisco de Assis.

Um outro seu companheiro, que São Francisco muito estimava pela simplicidade e santidade, já então fazia sua a nossa pergunta, quando interpelava o Santo nestes termos: “Por que a ti? Por que a ti? Por que a ti? Por que todo o mundo anda atrás de ti e toda a gente parece que deseja ver-te e ouvir-te e obedecer-te? Não és um homem belo de corpo, não és de grande ciência, não és nobre: donde vem, pois, que todo o mundo anda atrás de ti?” (Fl X).

Uma tal “imagem de santo”, ainda por cima tão bem documentada, contrasta abertamente com o topos do herói alto, bonito e atraente, preponderante na hagiografia e nos retratos dos grandes protagonistas da história.

Ruggero de Wendover, monge da abadia de S. Albano que morreu dez anos apenas depois de Francisco, descreveu assim o nosso Santo: “Com o hábito desgastado, o rosto desprezível, a barba comprida, o cabelo despenteado, as sobrancelhas negras e caídas”.  Tomás de Split, que viu São Francisco pregar em Bolonha, não é mais elogioso: “Usava um hábito sujo; a sua pessoa era desprezível, o seu rosto sem beleza.”

Para não nos alongarmos mais, resta-nos lembrar o episódio narrado nas Florinhas, em que, um dia, Francisco e Masseu, indo a caminho de França, sentiram fome e foram pedir esmola: “São Francisco caminhava por uma rua, o Irmão Masseu por outra. Mas porque Francisco era homem de desprezível aparência e pequeno de corpo, foi tratado como um vil pobrezinho, e não recebeu senão uns pedacitos de pão seco; ao passo que Frei Masseu, como era belo e grande de corpo, deram-lhe bons e pedaços de pão» (Fl XIII).

Episódios como este confirmam que o nexo entre corpo e preconceito não é de hoje, mas ensinam-nos muito mais. Francisco “pequeno” em estatura “desprezível” de aspeto físico, longe de fazer disso um complexo ou bloqueio, transformou a sua insignificância física em valor e condição de crescimento espiritual. Longe de se importar que o tratassem assim, ele próprio gostava de se autoconsiderar “o menor de todos” e “a mais vil criatura” que Deus “escolheu para confundir a nobreza, a grandeza, a força e a formosura do mundo” (Fl X).

 

O “irmão corpo” exposto

Francisco de Assis

Exposição dos restos mortais de São Francisco de Assis. Foto: Direitos reservados.

A História do Corpo na Idade Média já foi contada por Jacques Le Goff e Nicholas Truont (Teorema, 2003). Neste importante estudo, Francisco de Assis “encarna a atitude paroxística dos cristãos para com o seu corpo” (8). O Santo que “pregava a alegria e o riso, venerou o «irmão corpo» e foi recompensado no seu corpo, recebendo os estigmas” (9). Chamava-lhe irmão “asno”, por suportar grandes “cargas” e se “sustentar com vil alimento” (B 6; 2C 129).

“Existe realmente um burro na vida de Francisco. Ele dorme quando Francisco dorme, come quando Francisco come, reza quando Francisco reza. Nunca o abandona, acompanha-o do primeiro ao último dia. É o corpo de Francisco de Assis, é o seu próprio corpo a que chama assim: «meu irmão burro» – maneira de se desprender dele sem o rejeitar, pois é com este companheiro que se tem de ir para o céu», (Christian Bobin, Um Deus à Flor da Terra, Lisboa: Difel, 1992, 80).

Este excerto de Christian Bobin compendia bem a relação que S. Francisco manteve com o seu “irmão burro”.

Decidido a seguir “Cristo nu”, manteve uma relação ambivalente com o corpo, mormente desde que “entregou seu corpo e seus membros ao Senhor” (1R 16).  Como homem espiritual e medieval, continua a usar a linguagem ascética do seu tempo que vê no corpo um “inimigo” a vencer (Ex 10,2; 6,), ou mesmo “desprezar”, “odiando no corpo, os seus vícios e pecados” (Rnb 22,5; 2Cta 14). Filho da espiritualidade do tempo, sabe que o corpo merece o “desprezo! condizente com o seu fim “miserável” (CF 46; 85). Castigou muitas vezes o seu corpo com excessos penitenciais, parecendo não se preocupar com ele.

Mas, ao mesmo tempo, Francisco sabe e ensina que o corpo é um dom do bom Deus Criador, e, por isso, o trata como “irmão” (2C 126), “morada de Deus” (2CF 53), e merecedor de respeito e honra (2C 211). O Santo medieval que mais valor deu ao mistério do Deus que assumiu o nosso corpo, não podia, obviamente, subscrever o dualismo maniqueu que inspirava alguns movimentos “espirituais” do seu tempo.

Como reconhece Jacques Le Goff, “Francisco, no que respeita à relação com o que ele chama «irmão corpo», é um personagem fascinante» (Uma História do Corpo na Idade Média, 97). Sendo um homem doente, «embora retome a ideia [medieval] do corpo instrumento do pecado, que deve ser dominado e mortificado, continua a tratá-lo como «irmão». Por isso, se deixa cuidar pelos irmãos e pelos médicos (1C 102) e, no final da sua vida, sentiu-se no dever de “pedir perdão ao irmão corpo” (T 14).

Antes da objetivação do corpo que, desde Descartes, se viu reduzido à res extensa (Umberto Galimberti, Il corpo, Feltrinelli, Milano 2013, 69 ss.), a abordagem ao corpo, pelo menos na tradição judaico-cristã, era muito menos dualista do que nos parece, já que não concebe tipo algum de progresso espiritual sem a ascese, isto é, sem os exercícios corporais. O que na modernidade são os ginásios, eram no tempo de São Francisco os conventos e mosteiros, onde, salvo as exceções que confirmam a regra, o adágio mens sana in corpore sano era levado a sério.

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Giotto di Bondone, Francisco de Assis, estigmas

Giotto di Bondone, Estigmatização de São Francisco

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Francisco preocupava-se especialmente com a saúde física e espiritual dos seus irmãos a quem não devia “faltar o necessário para a boa saúde no corpo e no espírito” (B 4,10). Gostava de cuidar dos seus confrades, muitos dos quais “recuperavam a saúde por medicação do Santo” (B 5;1C 76; 2C 83). O corpo é, assim, instrumento e lugar de fraternidade: porque nos irmana na fragilidade, porque nos solidariza na dor e na com-paixão. Enquanto instrumento de “exercitação” e de fraternização, o corpo torna-se expressão eloquente e por isso, longe de ser escondido, é permanentemente posto em evidência e exposto, como testemunho de um combate a que homem algum devia escusar-se. Francisco parece intencionalmente “expor” o seu corpo como protagonista da sua própria história: desde que se despiu perante o bispo e seus concidadãos na praça de Assis (1C 15), passando pelas marcas das chagas recebidas na sua carne, ainda qua as tenha mantido ocultas (LM XIII), até à hora da morte em que pede para ser deitado, nu, por terra (1 C 112-113).

O mesmo biógrafo resume este protagonismo do frágil corpo de Francisco quando afirma que “todo o seu corpo falava e pregava”:

«Por esse tempo começou o seu corpo a ser atormentado com várias enfermidades duma gravidade maior do que até aí. Era, de resto, a consequência natural das ásperas penitências a que submetera o corpo tantos anos a fio: … Tinha enchido a terra inteira com o Evangelho de Cristo. Fora capaz, num só dia, de percorrer quatro ou cinco povoações, e até cidades, a anunciar a todos o Reino de Deus e a edificar os ouvintes não menos pelo exemplo do que pela palavra. Todo o seu corpo, em suma, era uma língua que pregava» (1C 97).

O corpo de Francisco, não obstante a sua aparente insignificância, converte-se em eloquência de uma mensagem nova anunciada por um outro Corpo que por nós morreu na Cruz. E assim assistimos a uma espécie de transfiguração daquele “desprezível corpo” numa nova “natureza eloquente”: é o que vislumbramos neste retrato, agora espiritual, que nos oferece o já citado Tomás de Celano:

«Que belo, que magnífico e glorioso era ele na inocência da sua vida, na simplicidade das suas palavras, na pureza do coração, no amor a Deus, na caridade fraterna, na obediência pronta, no trato cortês e afetuoso, na candura angélica do semblante! Tinha maneiras finas, era meigo, afável, oportuno em exortar, fidelíssimo em cumprir, avisado e arguto no aconselhar, eficaz no agir, a tudo imprimindo graciosidade. Espírito sereno e sóbrio, alma delicada, de índole contemplativa e oração constante, em tudo punha entusiasmo e fervor. Tenaz nos propósitos, firme na virtude, perseverante na graça e sempre igual a si mesmo. Pronto para o perdão, tardo para a ira, engenho arguto, memória feliz, discorria com subtileza, era ponderado nas decisões e simples em tudo. Rigoroso consigo próprio, indulgente com os demais, discreto com todos. Eloquente por natureza, de aspeto jovial e acolhedor, jamais foi indolente ou arrogante» (1C 83).

Celano exprime o paradoxo da aparência da “condição humanas, e do homem exterior”, ao falar de um «preciosíssimo corpo que encerrava um tesouro celeste”, referindo-se ao frágil corpo do Santo (1C 98). Esta capacidade de conferir significado ao “corpo insignificante” e de conter e partilhar tesouros através do corpo débil não pode dever-se, obviamente, à mera natureza e talento humanos, e poucos o souberam como o Pobre de Assis que, com genuína humanidade, apenas quis ser instrumento do Altíssimo e sumo Bem.

 

O Corpo de Francisco e nós

Cripta da Basílica de São Francisco, Assis, túmulo

Cripta da Basílica de São Francisco, em Assis, com o sarcófago (ao centro, sobre o altar) contendo os restos mortais do santo. Foto © António Marujo/7MARGENS

Bem sabemos que o corpo tem a sua história e hoje dificilmente entendemos o modo como Francisco lidou com o seu corpo. Por seu lado, Francisco também não compreenderia o modo como nós “cuidamos” o nosso e o seu corpo, isto é, o que dele resta. E se do Santo, no que respeita ao corpo, restam apenas ossos; quanto ao nosso corpo é caso para perguntarmos o que resta dele?

Pelo que nos disseram do seu retrato físico, Francisco de Assis dificilmente teria sucesso em qualquer casting dos nossos dias, em que a aparência física é meio caminho andado e alguma deficiência física é caminho barrado.

Além do seu aspeto corporal não provocar impacto, ainda somos informados que o Pobre de Assis não perdia tempo a cuidar do corpo ou da aparência física. Sem complexo algum, descurava a imagem exterior, para cultivar o interior, isto é, todo o seu ser a partir de dentro.

Consequentemente, Francisco talvez nos aconselhe a cuidar menos da imagem e mais daquilo que só o coração e a fé veem; não nos acompanharia ao ginásio, mas propor-nos-ia bons exercícios de bondade; ensinar-nos-ia a cuidar da nossa casa comum, mas sobretudo dos que nela moram, e a ver em cada ser humano morada de algo maior; ajudar-nos-ia a darmos menos tempo ao espelho e maior atenção aos enfermos, aos “leprosos”; a gastarmos menos em tatuagens, para nos focarmos mais em todos os estigmatizados no corpo, sem olhar à cor da pele.

Ele que não deixou de cuidar o corpo na doença, embora sem exercer qualquer tipo de violência sobre o corpo, pode ensinar-nos que o segredo da longevidade não está em travar as rugas ou os sinais da idade, mas no saber “ir morrendo” com alegria e fé; com ele que impôs ao seu corpo, é verdade, duras disciplinas ascéticas – mas nunca o stress exigido por qualquer ditadura da imagem ou dogma das aparências –, poderemos reaprender a sabedoria de “contar os anos”, como quem conta uma história de vida, sem dramas nem angústias.

Francisco, nome que alguns associaram ao seu “coração verdadeiramente franco, homem liberal que prezou sempre a liberdade” (1C 120), insiste em lembrar-nos que se queremos saber “quanto vale o homem, é perante Deus e não diante dos homens” (Ex 19), porque «ainda que o homem olhe a aparência exterior, o Senhor vê o coração” (1Sm 16,7).

Em suma, o Santo que se quis sempre chamar “menor”, sem qualquer complexo de inferioridade, talvez nos convença a olhar menos para as aparências e a valorizar mais a transparência.

Edição italiana do livro de Alessandro Barbero; a edição portuguesa será apresentada dia 16, em Lisboa.

Ao contemplarmos suas ossadas, ainda que ao longe, podemos imaginar o corpo de um homem como nós, ou talvez até mais “banal” do que o comum dos mortais. E, no entanto, é deste homem que todo o mundo continua a falar e admirar, 800 anos depois da sua morte.

Qual o segredo de tal longevidade?

No próximo dia 16 de março, o afamado historiador Alessandro Barbero vem a Lisboa apresentar mais uma biografia de Francisco (San Francesco, Laterza 2015), em edição portuguesa.

Afinal, a mensagem incorporada por Francisco e estes ossos que dele restam continuam a dar que falar. Mas que mensagem gritam eles ao mundo hoje?

 

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Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

Ano jubilar-800 anos da morte (8)

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba novidade

O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

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