AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

inquisição portuguesa ilustração sem creditos

Digitalizados pela Biblioteca Nacional de Israel

Documentos da Inquisição portuguesa disponíveis online

| 26/07/2022

inquisição portuguesa ilustração sem creditos

Detalhes dos julgamentos, incluindo datas, nomes dos padres que participaram e número de vítimas sentenciadas em cada um fazem parte dos documentos.

 

A Biblioteca Nacional de Israel vai disponibilizar em breve o acesso digital a documentos escritos em português e contendo informações detalhadas sobre julgamentos realizados pela Inquisição em Lisboa e Tomar que ocorreram há 500 anos, noticiou o National Catholic Reporter.

Os documentos, que poderão ser consultados no sítio da Biblioteca Nacional de Israel, incluem versões impressas de sermões pregados por dois padres no final dos julgamentos a que presidiram e um manuscrito encadernado do século XVIII de 60 páginas que documenta os primeiros 130 anos de atividade do tribunal da Inquisição portuguesa. Os originais foram digitalizados pelo Arquivo Central para a História do Povo Judeu, de Jerusalém.

Escrito em português, o manuscrito contém informações sobre julgamentos e autos-de-fé conduzidos por inquisidores de 1540 a 1669 contra judeus recém-convertidos ao catolicismo, acusados ​​de continuar a praticar secretamente o judaísmo. Detalhes dos julgamentos, incluindo datas, nomes dos padres que participaram e número de vítimas sentenciadas em cada um fazem parte do documento.

De acordo com declarações da arquivista Pnina Younger ao National Catholic Reporter, os textos “foram escritos porque os inquisidores, ou alguém que participou nos julgamentos, sentiram a necessidade de manter um registo do trabalho da Inquisição como algo positivo” e o estudo da caligrafia permite concluir que “todos os resumos foram escritos pela mesma pessoa”.

Mas mais tarde os textos foram reunidos e encadernados num só volume (já no século XVIII) como “um memorial à crueldade daqueles julgamentos”, cujo título é Esses atos de fé hipócritas, praticados sem piedade, eram obra do velho clero, apenas para tornar as pessoas miseráveis.

 

Últimas Notícias

Últimas Notícias

“Um conselho pastoral em cada paróquia”, o desafio está lançado

Diocese de Portalegre – Castelo Branco

“Um conselho pastoral em cada paróquia”, o desafio está lançado novidade

No fim do processo, “nem um centímetro” da Diocese de Portalegre – Castelo Branco deve “ficar sem ser coberto por um conselho pastoral paroquial” (ou interparoquial se necessário e conveniente). Foi o desafio do bispo Pedro Fernandes à diocese de que assumiu a tarefa de pastor ainda não há um ano. Esta é talvez a melhor síntese do que foi a “Assembleia Diocesana”, no dia 6 de outubro, em Ponte de Sor, a que várias centenas de pessoas responderam participando de um modo ativo.

Arquidiocese no Missouri leva práticas do ICE a tribunal

EUA

Arquidiocese no Missouri leva práticas do ICE a tribunal novidade

A arquidiocese de St. Louis, no Missouri (EUA), intentou uma ação contra o Governo federal por ver os seus padres impedidos de distribuir a comunhão e ouvir em confissão os detidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, no acrónimo em inglês) internados no Centro de Detenção do Condado de Ste. Genevieve.

“Depressa passas de bestial a besta”

[Lugar (in)comum]

“Depressa passas de bestial a besta” novidade

“Na era dos ecrãs e da comunicação imediata, construímos expectativas irrealistas, esperando infalibilidade de quem está sob o holofote. Chega a ser irónica a facilidade com que se eleva alguém a um estatuto quase divino para em seguida lhe ser exigido um comportamento humanamente irrepreensível.” [Texto de Júlia Costa]

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.