Doentes de covid-19 mantêm “direito e acesso à assistência espiritual e religiosa” nos hospitais

| 2 Abr 20

A Coordenação Nacional das Capelanias Hospitalares (da Igreja Católica) esclareceu que “os capelães não estão impedidos de prestar assistência espiritual e religiosa”. Num comunicado divulgado nesta quarta-feira, 1 de abril, aquele organismo da Igreja Católica diz que os capelães têm, isso sim, de cumprir “medidas de contingência existentes nos hospitais”, como todos os profissionais, por forma a minimizar os “riscos de contágio, quer dos capelães quer dos próprios doentes e dos profissionais”, sublinha o documento.

Em declarações ao jornal i, o padre Fernando Sampaio, coordenador nacional dos capelães hospitalares e assistentes espirituais, explica ainda que há menos facilidade em circular entre serviços, e as visitas aos doentes de covid-19 são feitas mediante a solicitação do próprio doente ou dos seus familiares. “O que notamos no geral é que existem menos chamadas, as famílias não podem estar presentes, algumas pessoas são mais idosas e não estão habituadas a chamar [o capelão] e algumas sentem-se mais sozinhas”, afirma.

Fernando Sampaio, que é capelão no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, garante que os padres estão disponíveis para prestar assistência espiritual e administrar sacramentos, e considera essencial perceber de que forma se poderá responder às necessidades emocionais e espirituais dos doentes no contexto atual, apesar das limitações. “Estamos todos a aprender, mas penso que terá de se fazer alguma coisa. É importante preservar a vida mas também é importante ajudar as pessoas nestas circunstâncias a manterem a esperança na vida”, conclui. 

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