AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

Obras de reconstrução do Mosteiro Trapista de palaçoulo. Foto © Rúben Castanheiro

Mosteiro Trapista de Palaçoulo

Dois meses e meio depois, está na hora de reconstruir

| 19/04/2024

Obras de reconstrução do Mosteiro Trapista de palaçoulo. Foto © Rúben Castanheiro

As obras de reconstrução do Mosteiro Trapista de Palaçoulo já estão a decorrer. Foto © Rúben Castanheiro

 

As obras de requalificação do Mosteiro Trapista de Palaçoulo já se iniciaram. Numa primeira fase, procedeu-se à retirada de escombros, pela mesma empresa que realizou a construção do mosteiro. Desde o fim do período pascal estão em andamento os processos de reconstrução, tendo estes começado por “destelhar a casa”. Em breve, esperam as irmãs, será possível “voltar a oferecer a hospedaria aos hóspedes”.

Em fevereiro, o bispo da diocese de Bragança-Miranda, Nuno Almeida, anunciou que a renúncia quaresmal iria ser destinada à ajuda ao mosteiro. Além da sede brigantina, também a diocese de Viseu se mostrou solidária com as irmãs. Neste momento, ainda não há valores oficiais, mas, no início de abril, o bispo Nuno Almeida confidenciou ao 7MONTES estar bastante otimista: “Estou convencido que será possível recolher o necessário para se reconstruir o que foi destruído.”

Devora, 45 anos, licenciada em Ciência e Tecnologia dos Alimentos, é uma das irmãs do mosteiro. Nascida em Itália, veio para Portugal em 2020, onde vive conjuntamente com outras nove irmãs italianas e quatro portuguesas. A sua vinda para Portugal foi resposta a um convite do bispo. “Foi um susto enorme e também uma imensa dor ver uma casa nova arder. Depois, vivemos um sentimento de impotência, porque quando o fogo está no telhado, não há grande coisa que se possa fazer”, explica Devora em entrevista ao 7MONTES.

A irmã Devora, uma das irmãs italianas de Palaçoulo. Foto © Rúben Castanheiro

A irmã Devora, uma das irmãs italianas de Palaçoulo. Foto © Rúben Castanheiro

 

Ela e as outras irmãs ainda conseguiram recuperar algumas coisas, mas ficou bastante visível o impacto da destruição. “A parte central da casa está afetada. Tem o telhado e o sótão, que servia de pequeno armazém, totalmente destruídos. Neste momento, a casa está dividida em dois”. Apesar disso, as irmãs nunca saíram do mosteiro, pois, segundo Devora, “havia condições para lá ficar”.

“Logo no próprio dia do incêndio, começamos a limpar e a pôr as coisas a funcionar, no que estava ao nosso alcance fazer. Isso vai ao encontro de um dos nossos princípios, que é a estabilidade e a ligação com o lugar”, recorda Devora, que aproveita para reforçar: “Somos um mosteiro trapista que segue as regras de S. Bento, baseado na oração e no trabalho para nos sustentar.”

Em relação aos apoios, a irmã mostra-se “surpreendida pela generosidade” das pessoas.

“Não é tanto pela quantia dada por cada um, mas mais pelo facto de pessoas que nós nem conhecíamos ficarem sensíveis e expressarem o desejo de nos verem ficar cá e podermos voltar às nossas vidas normais. Houve ainda pessoas que ligavam só para dizer que estavam a rezar por nós. No fundo, é um povo de volta do mosteiro”, sublinha.

Outra forma de ajudar foi através da compra dos produtos feitos pelas irmãs, disponíveis online. Durante este período, as irmãs aproveitaram também para introduzir novos produtos, sobretudo compotas.

Apesar de terem sido canceladas todas as reservas de Páscoa, as pessoas continuaram a frequentar as orações comunitárias, ainda que as irmãs não estivessem instaladas no mosteiro, mas sim na hospedaria.

 

pe de pagina Journalismfund Europe 7MONTES (1)

Últimas Notícias

Últimas Notícias

Jesus salva-nos de nós mesmos

[Entre Margens]

Jesus salva-nos de nós mesmos novidade

Uma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

Ano jubilar-800 anos da morte (8)

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba novidade

O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

Pin It on Pinterest

Share This