E se os bispos católicos fossem escolhidos por eleição e aclamação?…

| 16 Set 2020

Nos primeiros séculos do cristianismo, os bispos (cuja função era diferente da de hoje) eram escolhidos pelas comunidades locais – até por aclamação, como aconteceu com santo Ambrósio. Nas últimas décadas, houve tentativas de recuperar essa intuição, sem resultado. Continua a usar-se um processo que muitos consideram levar ao carreirismo e ao nepotismo, criando bispos com muitas limitações. Sete curtas etapas de um problema sério do catolicismo contemporâneo.

Bispos. Portugal. Igreja Católica.

Bispos portugueses em Fátima, em 2017, durante a visita do Papa Francisco: escolha deve ser das comunidades e não fruto de processo secreto. Foto © Ricardo Perna/Família Cristã

1. De Ambrósio ao Brasil, do século IV ao XXI

Poderia hoje voltar a ser assim? Conta a tradição que, em 374, depois da morte do bispo Auxêncio de Mediolano (actual Milão), na hora de escolher o seu sucessor, os cristãos que se juntaram para a eleição estavam divididos em dois grupos de ideias diferentes; uma criança que gritou “Ambrósio, bispo!” decidiu a escolha…

Há quem queira que volte a ser assim (ou parecido): há dias, foi conhecida uma carta de 83 padres e cinco bispos brasileiros ao Papa, a pedir mudanças na “forma de escolher os bispos”, pois a nunciatura (embaixada) do Vaticano não “consulta as Igrejas locais”.

E há quem já há muito tenha dito que deveria voltar a ser assim: “É um direito e um dever de consciência afirmar (…) que somos contra um sistema de nomeações episcopais que é secreto e autoritário, que não respeita o caminho e a opinião das igrejas locais. Parece-nos que este sistema não é apenas antidemocrático, mas também não é muito evangélico”, dizia, em entrevista ao La Vanguardia, em 13 de Janeiro de 2005, o bispo Pedro Casaldáliga, que morreu no passado dia 8 de Agosto, em São Félix do Araguaia (Brasil).

Essa, acrescentava, é uma opinião “partilhada por milhões e milhões de católicos”, por não haver qualquer “participação real” das comunidades locais numa decisão que, depois, as afectará.

 

2. Escolha acertada

A história de Ambrósio, com mais ou menos elementos lendários, pode ser exemplar em vários tópicos. Na altura da morte de Auxêncio, o então governador da cidade, Ambrósio, decidiu também intervir no debate sobre quem deveria ser o sucessor, contestando os cristãos que, como Auxêncio, ainda seguiam a heresia ariana (que, grosso modo, negava a divindade de Jesus).

O seu discurso seria interrompido por uma voz de criança: “Ambrósio bispo!” Apesar de recusar e tentar esconder-se, Ambrósio seria mesmo baptizado (só os adultos eram baptizados quando o pediam), ordenado padre e consagrado bispo.

Ambrósio optou por um estilo de vida sóbrio, vendeu os bens familiares e deu prioridade ao cuidado para com os mais pobres de Milão. Tornar-se-ia um dos mais importantes nomes na história do pensamento (é um dos quatro primeiros “doutores da Igreja”) e da liturgia cristã: denomina-se como ambrosiano o cantochão tradicional e o rito da liturgia milanesa.

Um século antes de Ambrósio, Cipriano de Cartago, importante teólogo, escrevia a Antoniano, contando-lhe sobre a eleição do Papa Cornélio (251-253): “(…) foi feito bispo [de Roma] segundo o desígnio de Deus e de seu Cristo, de conformidade com o testemunho de quase todos os clérigos, de acordo com o sufrágio do povo então presente…”

Assembleia, eleições e aclamação para escolher um bispo. E, no caso de Jerónimo (entre muitos outros), uma opção que se revelaria acertadíssima. Poderia hoje voltar a ser assim?

Concílio Vaticano II. Bispos

Bispos no Concílio Vaticano II. Foto: Direitos reservados

3. Práticas eram desiguais

Cátia Tuna, professora de História do Cristianismo Primitivo na Universidade Católica Portuguesa (UCP), adverte que histórias como as de Ambrósio de Milão ou Cornélio não devem ser tomadas como uma experiência uniforme: “Os bispos eram eleitos, sim; mas, até ao século IV, as práticas das comunidades cristãs eram desiguais”. Certo é que a escolha assumia uma “componente litúrgica e celebrativa”.

Nos primeiros três séculos, os cristãos reuniam-se em pequenas comunidades, as “igrejas domésticas”. Várias delas coexistiam numa mesma cidade, o que as levava a sentir necessidade de alguém que fosse sinal de unidade.

Essas comunidades tinham “uma grande vitalidade”, conta Cátia Tuna. “Havia pessoas a fazer várias coisas”: profetas (que anunciavam o evangelho), catequistas ou viúvas (equiparadas ao pater familias), por exemplo. Outro caso era o das virgens que, acabadas as perseguições, traduziam pela via ascética a dimensão dada até aí pelos mártires – equiparando-se à estrutura das sacerdotisas do império, com votos e um percurso iniciático, ou ao judaísmo, com o serviço no Templo.

Os diáconos e bispos tinham também funções diferentes e complementares, que passavam pela administração das esmolas para os pobres ou do dinheiro para as obras necessárias para que a comunidade se pudesse reunir em casa de alguém. Eram “comunidades com estilos e ritmos diferentes, umas mais próximas do judeo-cristianismo, outras do modelo romano” e do Senado imperial, com a sua limitada prática democrática.

“Mas não nos iludamos”, avisa a historiadora: “As diferenças sociais também não eram superadas em muitos casos. Não era o escravo que liderava a comunidade, era o pater familias, o dono da casa onde os cristãos se reuniam.”

Com Constantino, no século IV, muda o quadro de referência e o bispo passa a ter privilégios: tinha de ser alguém alfabetizado e isso era uma minoria muito rara; e a sua nomeação passou a ser feita pelo Império, o que criava condições mais propícias a trocas de favores.

“Passámos de um modelo colegial para o mono-episcopal e, a partir do século IV, para um episcopado monárquico, com um aparato semelhante aos líderes e procuradores romanos.” Na Europa, “o bispo era, até há algumas décadas, uma figura aristocrática e confessor de famílias da nobreza”, observa Cátia Tuna.

Só no século XX, com o II Concílio do Vaticano (1962-65) o bispo passaria a ser visto como representante e animador da comunidade local. E, como dava conta a revista teológica Concilium em 1980, num número sobre a “participação da Igreja local na escolha dos bispos”, várias formas de envolvimento das comunidades no processo de escolha foram experimentadas em países como os Estados Unidos, Reino Unido, Suíça ou Holanda…

Em Aveiro, em 1975, o clero da diocese escolheu o então padre António dos Santos para vigário-geral. Já presente, estava a ideia de ele poder vir a ser o sucessor do bispo (o que não se concretizou em Aveiro, pois ele viria a ser nomeado para a diocese da Guarda).

 

4. Danças de nomes e queixas

Durante nove dias, a propósito da próxima mudança de arcebispo de Braga – D. Jorge Ortiga apresentou a sua resignação em 2019, quando fez 75 anos, e referiu-se à sucessão no final da sua recente carta aos padres da diocese – o 7MARGENS promoveu um inquérito sobre qual deveria ser o perfil do próximo arcebispo.

Para já, apareceram vários nomes em diversos meios de comunicação, que coincidem com o que corre nos bastidores eclesiásticos: como hipóteses, estão na calha os actuais bispos de Aveiro (que já esteve como auxiliar em Braga, entre 2012 e 2014), de Bragança e de Coimbra.

Pode vir a ser o bispo de Bragança, José Cordeiro, o escolhido (a maior parte dos observadores contactados pelo 7MARGENS em várias dioceses, incluindo as quatro para já envolvidas no processo de sucessão de Braga, diz que se fala nessa como a decisão mais provável). Mas há quem refira que o bispo de Aveiro, António Moiteiro, seria o preferido do actual arcebispo e teria, por isso, vantagem; mas também quem tenha percebido que poderia ser Virgílio Antunes, de Coimbra.

Para lá da dança de nomes – como se vê, incerta e por vezes contrariada pela nunciatura, por isso sempre uma incógnita num processo sigiloso e susceptível de manipulações – há quem alerte para a qualidade mediana ou sofrível do actual episcopado português, que não permite escolhas fortes para as vagas que, nos próximos anos, será necessário preencher.

Há padres (que preferem não ser identificados, o que também revela a falta de à-vontade dentro da Igreja para debater o assunto) que se queixam da falta de cultura teológica dos seus bispos, da ausência de arrojo ou criatividade, ou de questões mais relacionais como a pouca capacidade de escuta e de diálogo ou a “falta de proximidade”, mesmo neste tempo de pandemia e quarentenas. Outros dizem que as personalidades fortes de determinada diocese podem condicionar a acção dos seus sucessores. Ou quem sublinhe que falta “visão, mundo e cultura” a vários membros do episcopado.

 

5. A “formatação” romana

José Eduardo Borges de Pinho, professor de Teologia na UCP, agora jubilado, concretiza várias lacunas: “A formação, hoje, falha muito. Em Portugal, há escolhas dos últimos anos que mostram que [os bispos] podem até ser boas pessoas, mas falta-lhes visão e capacidade de intervenção eclesial e social.”

Por alturas da nomeação, cada bispo tem de frequentar um curso de um mês em Roma. Com essa “formatação”, a autoridade que tem e a defesa da ortodoxia de que está incumbido, um bispo “acha que sabe tudo”. E a expressão “receber o Espírito Santo”, usada na nomeação e ordenação, parece significar antes que se “fecha a cabeça à novidade e abertura” e se fica “muito pouco receptivo ao diálogo e ao que evolui”.

Dá um exemplo de antes da pandemia, quando alguns padres do Porto começaram a fazer celebrações penitenciais com absolvição colectiva – o que acontece também em muitos outros sítios. No caso, o bispo pediu um parecer canónico sobre o assunto. Mas o problema é mais geral, diz: deveria haver sensibilidade para perceber que “não se resolve com um texto de direito canónico”, antes exige uma reflexão profunda: “As pessoas ainda vão à missa e comungam, mas não se confessam; porquê? Só quem não quer é que não vê que há um problema sério…”

“Os temas de fundo não são discutidos”, afirma, entretanto, um padre do Norte. Que é como quem diz, o que se pretende para a diocese, que rumo se toma, que dinâmicas se adoptam, incluindo entre as que o Papa Francisco tem sugerido – e que “pouco efeito” têm em Portugal.

“O secretismo do processo pode levar a muita falta de transparência”, diz outro clérigo, mais a Sul. “Nos nomes que o núncio indica deveria, para já, haver uma concertação que passasse pela participação de estruturas locais, da conferência episcopal, províncias eclesiásticas ou conselhos presbiterais” – órgão de consulta do bispo em cada diocese.

Várias respostas do inquérito do 7MARGENS referiram-se também a essa falta de participação local no processo: “Lamentamos que os leigos e, em geral, todos os membros da Igreja não sejam chamados a participar na escolha de quem os lidera e que este processo continue a ser sigiloso”, escreveu o grupo vinculado ao Metanoia – Movimento Católico de Profissionais.

Esse é o lamento e a reivindicação que se ouve em cada vez mais lugares – Austrália, Estados Unidos, Alemanha (no Caminho Sinodal é uma das questões em debate) – e era também a queixa dos padres do Brasil que escreveram a já referida carta ao Papa. E aos quais Francisco respondeu, no passado dia 9, quando a recebeu em mãos, que teria “em conta” o que eles diziam. Iria falar com o cardeal Marc Ouellet, prefeito da Congregação dos Bispos – por onde passam os processos de nomeação – prometia Francisco, e também com o novo núncio, que chegará ao Brasil nas próximas semanas, contava o Religión Digital.

O padre Idalino Simões, 81 anos, que foi pároco em Coimbra e assistente diocesano e nacional de movimentos de Acção Católica e da pastoral universitária, diz que é preciso “ultrapassar esta fase clericalista”. Uma Igreja sinodal, como tem proposto o Papa Francisco, “tem de encontrar outras regras”. Para já, lamenta, há uma “linha marcada pela ligação aos poderes e não ao serviço e ao povo de Deus”.

A comunidade local tem um papel quase nulo, diz. “Passa-se tudo em bastidores não isentos de influências daqui e dacolá. E a pandemia veio atrasar”, também na Igreja, processos de reflexão e reforma que o Papa tinha posto em marcha. “O que se estava a desenvolver entrou em processo de espera, mas pode ser também um tempo de gestação.”

Lyon. Basílica de Notre-Dame de Fourvière. Concílio Niceia. Igreja Católica. Bispos. Concílio Éfeso

O Concílio de Éfeso (431), num mosaico da Basílica de Notre-Dame de Fourvière, em Lyon . Foto © António Marujo/7MARGENS

6. “Repensar o processo de escolha”

Poderia hoje voltar a ser como com Ambrósio? Em 1987, Borges de Pinho fez uma afirmação nesse sentido, que seria aplaudida por centenas de católicos de todo o país. No Congresso Nacional de Leigos, que decorreu em Fátima no início de Junho desse ano, afirmou, numa das sessões plenárias: “Há que voltar a sonhar uma Igreja (…) em que os cristãos tenham uma palavra importante a dizer quanto às escolhas dos seus padres e dos seus bispos, eventualmente através de uma expressão de opinião em voto secreto.” E perguntou: “Porque (…) admitimos que os cristãos sejam capazes de um voto responsável a nível político e não aceitamos que esses mesmos cristãos formulem uma opinião razoável, sensata, cristãmente válida através do seu voto em questões do âmbito eclesial?”

Trinta e três anos depois, tendo já sido várias vezes também chamado a responder ao questionário sobre candidatos a bispo, que o 7MARGENS divulga noutro texto, Borges de Pinho mantém a mesma opinião: “Não tenho nenhuma dúvida, pelas novas circunstâncias e pelos tempos que vivemos, de que devemos repensar o processo de escolha.”

A actual forma de escolha e nomeação de bispos “não é satisfatória”, diz o teólogo. “Tal como funciona, o sistema favorece um certo carreirismo eclesiástico, sobretudo neste momento em que há uma diminuição clara de possíveis candidatos. Há pessoas que podem programar a sua vida no sentido de vir a ser escolhidos e isso marca a conduta de alguns jovens padres”, observa.

Por outro lado, o sistema “está marcado por um claro nepotismo: pensa-se em pessoas com claras afinidades pessoais e ideológicas; os nossos amigos são sempre os melhores, isso acontece também na vida civil”. Neste caso, cria-se “um certo corporativismo episcopal, pois escolhem-se os mais parecidos – é a isso que chamo o sistema”.

Borges de Pinho diz que se deveriam observar três aspectos fundamentais na escolha de um bispo: formação teológica adequada, sensibilidade pastoral confirmada e testificada (“alguém que basicamente tenha sido burocrata ou só estado num seminário não terá sensibilidade pastoral”) e “critérios de maturidade humana confirmados pela prática”.

 

7. “Quebrar o círculo vicioso”

Apesar de, em 1987, ter falado do voto, Borges de Pinho diz que o processo não tem de funcionar como na política: “É uma questão de participação e sinodalidade. Hoje, os conselhos pastorais e presbiterais [órgãos de consulta e aconselhamento do bispo] não valem quase nada” e a escolha de bispos “não está a corresponder ao que deve ser”.

Mesmo não definindo um processo concreto, Borges de Pinho aponta sugestões: processos de auscultação periódicos em cada diocese, para evitar a fulanização e “quebrar o círculo vicioso de os mesmos escolherem os semelhantes”; colocar as conferências episcopais a trabalhar na procura de nomes; reduzir a função dos núncios e das nunciaturas na ligação entre Roma e as igrejas locais (“nas comunidades de rito oriental, o processo não passa pelos núncios e funciona com uma sinodalidade relativa”, lembra).

O professor da UCP diz que o papel do Vaticano é importante para evitar nacionalismos e escolhas demasiado localizadas. Apesar disso, manifesta: “Não tenho grande confiança em Roma. O actual processo romano é influenciado por pressões e conhecimentos”, observa. E pergunta, apontando exemplos portugueses: “Que critério há para que quase todos os que são reitores do Colégio Pontifício Português venham depois a ser bispos? Ou para fazer bispo alguém que não foi nomeado para uma diocese numa altura e acaba a sê-lo dez anos depois, quando já entraram no processo outros elementos de bastidores que passam por cima das comunidades?”

O mais importante, diz, era encontrar um processo continuado que envolvesse organismos como os conselhos pastorais, sobre cuja existência, agora, “é quase ridículo falar”. Admitindo que haverá sempre falhas, em dinâmicas que têm a ver com pessoas…

 

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