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Marino Mazzacurati, "Os Horrores da Guerra", Sant'Egidio

Resposta à Agenda para a Paz, de Guterres

“É vital que os cristãos afirmem o importante trabalho de paz da ONU”, diz Aliança Evangélica Mundial

| 12/07/2023

Marino Mazzacurati, "Os Horrores da Guerra", Sant'Egidio

Marino Mazzacurati, Os Horrores da Guerra. Obra na igreja de Santa Maria in Trastevere (Roma), na sala onde foi assinado o acordo de paz de Moçambique, Outubro de 1992; a Aliança Evangélica quer os cristãos mais empenhados em apoiar o trabalho da ONU em favor da paz. Foto © António Marujo/7MARGENS

 

A Aliança Evangélica Mundial (WEA, na sigla em inglês) considera que “é vital que os cristãos afirmem o importante trabalho de paz da ONU”. Numa declaração enviada às Nações Unidas como contributo para a Nova Agenda para a Paz proposta pelo Secretário-Geral, António Guterres, a WEA considera ser “hoje evidente que ainda temos muito trabalho a fazer para chegarmos a um mundo pacífico”.

A Nova Agenda para a Paz está ligada à celebração do 75º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH). Janet Epp Buckingham, directora da WEA para a Defesa Global, justificou a iniciativa com o facto de a Aliança ter, desde a sua fundação, um compromisso com a “construção da paz, porque Jesus Cristo, o Príncipe da Paz”, chama os cristãos a serem “pacificadores em todos os lugares”. E acrescentou, numa declaração citada na página oficial da organização: “Há 175 anos que nos empenhamos na resolução de conflitos em muitas partes do mundo. Congratulo-me com o facto de a WEA poder contribuir para o trabalho da ONU com a nossa declaração sobre a paz”.

No documento, a WEA apela a uma atenção especial aos temas da participação das comunidades de fé, da cura de traumas e da educação para a construção da paz como parte dos esforços de paz da ONU. Também o investimento na construção da paz por parte dos governos e das empresas e a publicação de boas notícias são considerados importantes. “Encorajamos as Nações Unidas a uma abordagem colaborativa e holística que não ignore as vozes da fé, mas acolha a sua contribuição e participação como vital para a cura das nações”, acrescenta o texto.

De acordo com a informação divulgada pela mesma fonte, a posição da WEA foi redigida, no essencial, pela Rede para a Paz e a Reconciliação (PRN), uma rede global de líderes cristãos empenhados em desenvolver capacidades para a paz em contextos regionais e locais e que integra a Aliança. A PRN centra-se na formação, restauração, assistência, iniciativa e trabalho em rede, explica a informação da WEA. “O mundo precisa da Igreja a semear a paz (Zacarias 8:12) e a fazer a paz (Mateus 5:9)”, disse por seu turno Phil Wagler, director da PRN.

Os cristãos não devem estar ausentes dos esforços para resolver os conflitos internacionais, considerou ainda a directora da WEA para a Defesa. Especialmente neste tempo em que os conflitos armados em todo o mundo estão a criar um número sem precedentes de refugiados e de pessoas deslocadas. Por outro lado, afirmou, a WEA e a PRN não interferem em questões internas das comunidades evangélicas de cada país, mas a Aliança Mundial e a sua Rede para a Paz estão disponíveis para apoiar as federações nacionais e os líderes cristãos serem “vozes efectivas para a paz nos seus próprios países.

 

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