Guerra em Gaza

Eleitores árabes ameaçam abandonar Biden por causa do apoio a ataques israelitas

| 3 Dez 2023

Presidente Joe Biden, e a vice-presidente Kamala Harris, numa conferência de imprensa em 10 de fevereiro de 2021, no Pentágono. Foto © Adam Schultz/The White House, Domínio público.

 

A política de “direito a defender-se e a retaliar” por parte de Israel, seguida pela administração americana desde o massacre de 7 outubro, pode custar a reeleição do Presidente Biden se uma parte significativa dos eleitores muçulmanos seguir as críticas feitas por líderes comunitários de vários Estados reunidos no sábado, 2 de dezembro, em Dearborn, um subúrbio de Detroit (Michigan, EUA).

“Famílias e crianças estão a ser exterminadas com o dinheiro dos nossos impostos”, disse Jaylani Hussein, de Minneapolis, à agência Associated Press, acrescentando: “O que estamos testemunhando hoje é tragédia após tragédia”. Hussein foi um dos organizadores da conferência que juntou líderes muçulmanos dos Estados do Michigan, Minnesota, Arizona, Wisconsin, Flórida, Geórgia, Nevada e Pensilvânia sob o lema “Abandona Biden, cessar-fogo agora!”. Segundo aquele porta-voz da conferência, o apoio das comunidades árabes e muçulmanas americanas a Biden desapareceu à medida que mais homens, mulheres e crianças palestinianos foram sendo mortos em Gaza. “A raiva nas nossas comunidades é inacreditável. Uma das coisas que nos deixa ainda mais irritados é o facto de que a maioria de nós votou no presidente Biden” – sublinhou Jaylani Hussein.

De acordo com todas as análises do voto eleitoral, Biden foi eleito Presidente em 2020, graças à contribuição decisiva dos votos de eleitores árabes e muçulmanos, que lhe permitiu trazer para o lado democrata os Estados que se fizeram representar na conferência de dia 2 de dezembro, nomeadamente nos Estados do Michigan, Wisconsin e Pensilvânia. 

Michigan é o Estado americano com maior concentração destes eleitores e, de acordo com uma sondagem da Lake Research Partners citada pelo jornal digital Spectrum News NY1, apenas 16 por cento dos democratas árabes e muçulmanos deste Estado votariam no Presidente se as eleições de 2024 fossem realizadas hoje. Em 2020, Biden venceu no Michigan, onde vivem mais de 200.000 eleitores muçulmanos e cerca de 200.000 árabes americanos, com uma vantagem de apenas 150.000 votos. 

“Biden venceu na Pensilvânia por cerca de 80.000 votos em 2020, Wisconsin por mais de 20.000 votos, Geórgia por cerca de 12.000 e Arizona por mais de 10.000 votos. Dezenas de milhares de árabes americanos vivem em cada um desses estados, de acordo com o U.S. Census Bureau”, escreve o Spectrum News NY1.

Partido Democrata sem plano B

No início da semana passada, ”sondagens conduzidas pelo New York Times e pelo Siena College”, continua o jornal, “mostraram que Trump tem vantagens substanciais sobre Biden em cinco Estados decisivos: Nevada, Geórgia, Arizona, Michigan e Pensilvânia. A sondagem provocou ondas de choque na política democrata, reacendendo as preocupações de que sejam impossíveis de superar até novembro de 2024 [data das próximas eleições presidenciais nos EUA] os baixos números de aprovação de Biden junto dos eleitores e os problemas com a sua idade [avançada]”. 

Mas, conforme noticiava a agência Reuters no dia 1 de dezembro, “o Partido Democrata não tem plano B caso o presidente Joe Biden decidir, por qualquer motivo, interromper a sua campanha de reeleição de 2024”. Se Biden, agora com 81 anos, desistir “os democratas poderiam escolher outro candidato durante a convenção marcada para Chicago no próximo mês de agosto, ou até mesmo mais tarde, segundo as regras do partido.” De acordo com essas regras se o Presidente desistir após as últimas primárias de junho de 2024, os delegados já eleitos seriam livres para votar noutro candidato em Chicago.

“Se ele desistir antes da convenção, teremos uma convenção à moda antiga, onde os delegados decidirão (em quem votar), independentemente de quem foram eleitos para representar”, disse Elaine Kamarck, especialista eleitoral da Brookings Institution em Washington e membro do Comité Nacional Democrata, à Reuters.

 

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