Cáritas Portuguesa enviou 10 mil euros

Em Moçambique, ajudam-se as meninas a estudar

| 24 Fev 2024

Cabo Delgado, Moçambique, mulheres, Oikos

Cabo Delgado é uma zona de insegurança alimentar aguda e a maioria das famílias muito pobres esgotou as suas reservas de alimentos. Ao mesmo tempo que se ajuda a acolhar os deslocados, promove-se o desenvolvimento apoiando a ida de meninas para a escola. Foto © Oikos

 

A campanha “Apadrinhe uma Menina” lançada, em janeiro, pelo Centro Missionário da Arquidiocese de Braga vai permitir a mais de 160 raparigas da paróquia de Santa Cecília de Ocua, Diocese de Pemba, em Moçambique, prosseguir os seus estudos no ensino secundário em 2024. A informação foi avançada pelo portal da Arquidiocese de Braga, que acrescenta que “a iniciativa contou com a adesão de centenas de pessoas, organismos e movimentos paroquiais que se tornaram padrinhos e madrinhas destas meninas”. “Sem este apadrinhamento, traduzido no pagamento de um kit escolar anual e no apoio residencial numa instituição de ensino, provavelmente estas jovens não poderiam continuar a estudar”, pode ler-se na notícia.

Em Moçambique, os estudos são gratitos até ao 6º ano de escolaridade, a partir do qual as jovens precisam de pagar do seu bolso para continuar a estudar, o que muitas vezes não acontece. É por isso que avançou este projeto, que se focou em raparigas. O Centro Missionário da Arquidiocese de Braga (CMAB), informa o portal, decidiu não estender este apoio à educação a toda a comunidade escolar de Ocua, porque se o fizesse “seria dada primazia aos rapazes e as raparigas corriam o risco de ficar de fora”.

Os benfeitores permitirão ajudar 150 meninas com um kit escolar e providenciar alojamento para outras tantas meninas mais perto das escolas, evitando que tenham de fazer muitos quilómetros todos os dias, uma vez que a única escola existente na paróquia tem algumas comunidades que “ficam a  80 kms”, explica Sara Poças, coordenadora do CMAB.

Este apoio ganha mais importância e visibilidade no momento delicado que a região está a viver. Novos ataques terroristas levam a que as pessoas se comecem a dirigir para as cidades, provenientes das suas aldeias, muitas delas pilhadas ou totalmente destruídas. A Cáritas Portuguesa decidiu, em face desta nova vaga de deslocados, enviar uma ajuda extraordinária de 10 mil euros. “Por falta de recursos, a Caritas de Pemba tem dificuldade em dar resposta a todas as necessidades. Face a esta situação a Cáritas Portuguesa aprovou o envio de um apoio de emergência no valor de 10 mil euros, para reforçar a ação local da Cáritas Diocesana de Pemba”, informa a organização no seu site.

Alimentos, abrigo, redes mosquiteiras e produtos de higiene são o que faz mais falta a quem chega à cidade apenas com o pouco que consegui salvar da sua habitação, uma situação que se arrasta desde 2017 e já provocou mais de um milhão de deslocados e um “elevadíssimo número de mortos”, avança a organização. “As violações de direitos humanos e destruição de infraestruturas como serviços de saúde, sistemas de abastecimento de eletricidade e água, habitação e meios de subsistência, têm sido uma constante, deteriorando assim a qualidade de vida desta população, que era já uma das mais pobres do país. Atualmente estima-se que mais de dois milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária”, refere a Cáritas.

 

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