
O grupo Carrión Folk sobe ao palco nesta sexta-feira em Sendim. Foto: Direitos reservados
Em Sendim, vila e sede de freguesia do concelho de Miranda do Douro, o Festival Intercéltico regressa este fim de semana, dias 2 e 3 de agosto, para a 23ª edição, privilegiando as “relações culturais do Nordeste Transmontano com as regiões das Astúrias, Castela e Leão e Galiza”.
“As terras e as gentes do Noroeste Peninsular partilham um profundo fundo histórico em comum”, refere Mário Correia, diretor do festival, que também preside ao Centro de Música Tradicional Sons da Terra, com sede na mesma vila. O festival, que “não vai em modas”, pretende criar “um diálogo interativo entre as músicas tradicionais, ou de raiz, com os sons do mundo ou géneros da modernidade”.
Do cartaz do evento fazem parte os Lenda Artabra & Ghaldaripas, oriundos da Galiza, e Carrión Folk, de Castela e Leão, bandas espanholas que sobem ao palco no primeiro dia, sexta-feira 2 de agosto. No segundo dia, sábado 3 de agosto, no Palco Inatel espera-se a atuação do intérprete português Daniel Pereira Cristo, seguido de Alienda, banda das Astúrias. Já na Casa da Cultura de Sendim, atuarão os franceses Mazhar, com as “Musiques du Levant”, as “Modas Stramuntanas”, dos Deus, e os “Contracantos”, de Miguel Calhaz. Os gaiteiros mirandeses abrem o festival nos dois dias.
Paralelamente à música folk, com raízes celtas, que habitualmente marca o Festival Intercéltico de Sendim, haverá ainda artesanato, lançamentos de livros e discos, produtos da terra, poções mágicas, com a presença do licor celta, tertúlias e convívios.
O festival criado no ano 2000, que só não se realizou durante os anos de pandemia, pretende “consolidar um modelo que se mantém fiel ao seu público-alvo”, vindo, sobretudo, de Portugal e de Espanha.









